Segundo apurou o Jogo Hoje, a CBV abriu mais uma janela de ajuste na seleção feminina antes da Liga das Nações. E quando Zé Roberto Guimarães mexe cedo, não é por acaso: é para testar soluções de fundo de quadra já no CT em Saquarema. Nesta quarta-feira (6), Kisy, Helena e Lorena se apresentam para os treinos mirando a VNL 2026.
Novas convocadas e o que mudou na lista
As chegadas mudam o desenho do elenco em um momento bem específico: a seleção entra em modo observação e integração, enquanto as atletas finalizam compromissos de clube. Hoje, são 3 novas entradas no radar. Amanhã, a tendência é aumentar mais, porque a CBV costuma liberar nomes conforme a temporada vai esvaziando seus calendários.
- Kisy Nascimento, oposta
- Helena Wenk, ponteira/oposta
- Lorena Viezel, central
Quem são Kisy, Helena e Lorena
Vamos por função, porque é aí que a leitura tática fica mais honesta.
Kisy chega como oposta com um recado claro: ela já teve a primeira experiência no exterior e trouxe desempenho consistente pelo Lokomotiv Kaliningrado, da Rússia. Para um time que precisa de pontuação em momentos de osso duro, a oposta precisa ser previsível no básico e imprevisível no final. E, pelo histórico recente, ela tem margem para cumprir os dois papéis.
Helena entra como ponteira/oposta, vinda do Sesc Flamengo na última Superliga. Essa dupla função é ouro para Zé Roberto: permite variações de rotação, mexe no encaixe do bloqueio adversário e dá mais opções para a levantadora modular o ataque conforme a leitura do passe e do bloqueio. Em linguagem de quadra: mais comando, menos engessamento.
Lorena completa a trinca como central, também do Sesc Flamengo. Central boa não é só quem marca ponto: é quem organiza o tempo do ataque e controla o volume no meio. Em Saquarema, o teste tende a ser rápido: sincronizar com a levantadora e ajustar profundidade de ataque para não virar refém do contra-ataque.
O que a convocação diz sobre o plano de Zé Roberto
Se você olha com calma, a mensagem é de composição e redundância. Zé Roberto não está só preenchendo “vagas”; está tentando garantir que o sistema tenha peças com leitura de jogo para a Liga das Nações. E isso costuma aparecer primeiro nas posições de impacto: oposta, ponteira/oposta e central, justamente onde a variação tática dá mais trabalho para o adversário.
Com a levantadora já no grupo e com opções de cobertura no ataque, a expectativa é que o treinador esteja desenhando um time que consiga trocar ritmo sem perder eficiência. Porque VNL é isso: não é só pontuar, é gerir sequência, ajustar recepção e fazer o saque pesar no timing certo.
Quem já está em Saquarema e quem ainda pode chegar
Agora, o panorama do CT está bem claro: 8 atletas já treinam em Saquarema. Além das três anunciadas, a base do trabalho inclui:
- Bruninha, levantadora
- Sabrina, oposta
- Marcelle, líbero
- Diana, central
- Luzia, central
Ou seja, a seleção já tem sustentação de recepção com líbero e direção de jogo com a levantadora. O que as novas entradas fazem é aumentar o “peso” ofensivo e a flexibilidade de rotação. E aí entra a expectativa: após a final da Superliga, a CBV deve puxar mais nomes, incluindo atletas de Gerdau Minas e do Praia Clube, além de jogadoras que atuam no exterior.
O peso de clubes, final da Superliga e jogadoras do exterior
Não tem milagre de cronograma. A CBV libera nomes conforme a temporada dos clubes vai terminando, e isso explica o timing. Quem chegou agora, chegou porque o ciclo do clube permitiu. E, ao mesmo tempo, quando entram atletas com rodagem internacional, o elenco ganha repertório de saque, bloqueio e leitura de bloqueio adversário em contextos diferentes.
O caso de Kisy é emblemático: experiência no exterior tende a acelerar a adaptação a variações de ritmo e a situações de pressão. Enquanto isso, Helena e Lorena, vindas do Sesc Flamengo, chegam com a cara de competição recente da Superliga, o que ajuda no encaixe coletivo. Tudo isso aponta para um grupo sendo montado em camadas, com testes progressivos antes da competição-alvo.
O Veredito Jogo Hoje
Gosto desse movimento porque ele não é “chamada para preencher planilha”; é ajuste de engenharia tática. Com Kisy como oposta, Helena como ponteira/oposta e Lorena como central, Zé Roberto está antecipando o que a VNL 2026 cobra: ataque com múltiplas rotas e bloqueio que acompanha o tempo do jogo. Se isso virar entrosamento rápido em Saquarema, a seleção ganha uma arma que costuma decidir sets fechados: variedade sem perder padrão. E, convenhamos, é exatamente isso que separa “elenco bom” de “time que ameaça de verdade”. Assina o JogoHoje.
Perguntas Frequentes
Quem foram as novas convocadas por Zé Roberto para a VNL 2026?
Kisy Nascimento (oposta), Helena Wenk (ponteira/oposta) e Lorena Viezel (central) foram chamadas para os treinos em Saquarema.
Quantas atletas já treinam em Saquarema com a seleção feminina?
Ao todo, 8 atletas já treinam em Saquarema: Bruninha, Sabrina, Marcelle, Diana, Luzia, além das três novas (Kisy, Helena e Lorena).
Quais jogadoras ainda podem ser chamadas nas próximas listas?
A tendência é de novas chamadas após a final da Superliga, com atletas de Gerdau Minas e Praia Clube, além de jogadoras que atuam no exterior, conforme encerram compromissos com seus clubes.