Dois rostos conhecidos do vôlei brasileiro, uma quadra romena e aquela sensação boa de jogo grande. Na semifinal da Corona Brasov na Liga Romena, a líbero Tássia superou a ponteira Drussyla no segundo duelo, deixou a série empatada em 1 a 1 e colocou lenha na fogueira para a decisão. E, segundo apurou o Jogo Hoje, a terça-feira (14), às 12h (horário de Brasília), vai ser o termômetro do que vale o trabalho de um semestre inteiro.
O clima? Celebratório, daqueles que a torcida sente antes mesmo do apito inicial. Porque quando o confronto é brasileiro, o detalhe tático vira assunto e cada ace, cada bloqueio e cada mudança de ritmo mexe com o roteiro da semifinal melhor de cinco. E desta vez, quem conseguiu trocar melhor o passo foi Tássia.
A semifinal brasileira na Romênia e o empate da série
No segundo jogo da semifinal da Liga Romena 2025/26, Tássia levou a melhor sobre Drussyla e igualou o confronto. A vitória em casa do Corona Brasov também ajudou a manter o suspense no ar, com a definição do finalista marcada para a próxima terça-feira (14), às 12h (horário de Brasília). Só que aqui não é só sobre placar: é sobre leitura de jogo, sobre quem aguenta a pressão quando o set vira quebra-cabeça.
Como foi a vitória do Corona Brasov por 3 a 2
Na partida diante do Alba Blaj, o Corona Brasov construiu a virada com força no fim e variação suficiente para desmontar a regularidade do adversário. Foram cinco sets com cara de playoff: 25/16, 25/21, 18/25, 20/25 e 15/13. Dá para sentir a gangorra nos parciais do set: o time começou no controle, cedeu dois sets ao adversário e voltou com personalidade no último, no tipo de roteiro que só aparece quando a equipe entende o “quando atacar” e o “quando segurar”.
Tássia, camisa 9, tem uma bagagem que pesa no contexto: está há três temporadas na Romênia e já passou por Minas, Praia Clube, Osasco e Sesi Bauru. Isso não é currículo vazio. Em noite de semifinal, a experiência vira cobertura de quadra, vira comunicação, vira leitura de linha de ataque do outro lado. É aí que a líbero costuma decidir jogos sem fazer barulho.
Tássia, Drussyla e o peso do terceiro jogo
Drussyla chega para o terceiro encontro com a responsabilidade de responder à perda do segundo jogo. Mas, sinceramente, dá para entender o motivo do empate: ponteira em semifinal brasileira não costuma ser “apenas finalizadora”; ela vira a peça que dita o ritmo do saque, a direção do ataque e até a forma como o bloqueio se posiciona para tirar conforto do passe. E do outro lado, Tássia tem o papel de amortecer o impacto, de colocar o jogo de volta no eixo com recepção consistente e transição rápida.
A pergunta que fica é direta: quem vai acertar o timing do tie-break psicológico, mesmo antes do tie-break acontecer? Porque em série 1 a 1, o terceiro jogo tende a ser menos sobre técnica pura e mais sobre coragem coletiva.
Brasileiros em ação na Itália: Piacenza, Modena e Lukas Bergmann
Se na Romênia o foco foi feminino, na Itália o vôlei mostrou que a Europa inteira ferve. No masculino, o Piacenza de Lukas Bergmann se complicou na Liga Italiana. Mesmo jogando em casa, o time perdeu pela segunda vez para o Perugia na série melhor de cinco, com placar de 3 a 1 e parciais de 25/18, 22/25, 25/20 e 25/20.
O brasileiro esteve entre os relacionados, mas não entrou em quadra. E aqui a leitura é fria: quando a rotação não encontra o encaixe, o banco vira parte do enredo. Enquanto isso, o oposto italiano Alessandro Bovolenta comandou a pontuação do Piacenza na derrota, com 18 acertos. Do lado vencedor, o oposto tunisiano Wassim Ben Tara anotou 22, lembrando que eficiência no ataque costuma ser o tipo de “resposta” que mata o momentum do adversário.
Regiane lidera vitória do LKS Lodz na Polônia
Na Polônia, a Liga Polonesa feminina trouxe combustível para o otimismo brasileiro. O LKS Lodz contou com três atletas brasileiras e venceu o Mielec fora de casa por 3 a 1, com parciais 18/25, 25/22, 25/9 e 25/19. A série valeu para a definição do quinto ao oitavo lugar, mas a intensidade de playoff apareceu do mesmo jeito.
Mari Brambilla e Dani Cechetto foram relacionadas, porém não entraram em quadra. Quem carregou a noite foi Regiane: ela marcou 22 pontos, com 18 em ações ofensivas, dois em bloqueios e dois em aces. Esse pacote completo costuma ser o tipo de combinação que obriga o adversário a ajustar recepção, reposicionar bloqueio e, no fim, perder o conforto no ataque.
Próximos jogos e agenda dos brasileiros na Europa
Com a semifinal romena aberta após o empate em 1 a 1, o foco imediato é o terceiro jogo entre Tássia e Drussyla na terça-feira (14), às 12h (horário de Brasília). Enquanto isso, a Europa segue rodando: na Itália, a série do Piacenza continua com cara de decisão, e o Modena mantém o ritmo para seguir avançando na Liga Italiana. Já na Polônia, o LKS Lodz deve usar o resultado para consolidar posicionamento na faixa final da tabela, com Regiane como referência ofensiva.
O Veredito Jogo Hoje
Tássia venceu Drussyla e fez a semifinal brasileira na Romênia ficar com cara de “quem respirar melhor no terceiro jogo, leva”. O Corona Brasov, com o 3 a 2 diante do Alba Blaj e os parciais de 25/16 a 15/13, mostrou que sabe recuperar o controle quando o set escapa. E, do outro lado, a série igualada em 1 a 1 deixa claro: não é só talento, é quem organiza o passe, quem encontra espaço no bloqueio e quem transforma pressão em ponto. Se a terça-feira for tão intensa quanto a noite desta quinta, a gente vai ter mais do que vôlei: vai ter história.
Perguntas Frequentes
Quando será o jogo decisivo entre Tássia e Drussyla?
A decisão está marcada para a terça-feira (14), às 12h (horário de Brasília).
Qual foi o placar da vitória do Corona Brasov sobre o Alba Blaj?
O Corona Brasov venceu por 3 a 2, com parciais de 25/16, 25/21, 18/25, 20/25 e 15/13.
Quais brasileiros se destacaram nas ligas da Europa nesta rodada?
Na Itália, Arthur Bento somou 11 pontos no 3 a 0 do Modena sobre o Cuneo e Lukas Bergmann ficou entre os relacionados do Piacenza. Na Polônia, Regiane liderou o LKS Lodz com 22 pontos na vitória por 3 a 1 sobre o Mielec.