Praia Clube vence Guarulhos e fica a um passo da semifinal da Superliga

Com vitória por 3 a 1 em Uberlândia, o Praia Clube abre vantagem nas quartas e precisa de mais um triunfo para avançar na Superliga.

O Praia Clube abriu a série das quartas de final da Superliga Masculina 2024/2025 com cara de time organizado. Venceu o Praia Clube por 3 sets a 1 no primeiro duelo contra o Vedacit Guarulhos, no ginásio de Uberlândia, e agora está a uma vitória da semifinal. E, como a gente costuma ver nas séries mais bem planejadas, o detalhe tático apareceu em momentos-chave. Segundo apurou o Jogo Hoje, a tendência é que o jogo 2 seja ainda mais “estudo de campo” do que espetáculo.

É melhor de três. Então, apesar do placar elástico no 1 a 0, a leitura é clara: o Praia não só fez valer o mando; ele também soube atravessar as reações do Guarulhos sem perder o eixo. Se o Vedacit vencer o jogo 2, a decisão volta pra casa do Praia no terceiro confronto, novamente em Uberlândia. Quem erra menos no próximo passo, avança.

Como foi a partida: set a set e as viradas que decidiram

O primeiro set começou com o Praia colocando pressão desde o saque e encontrando espaços no ataque com mais rapidez. O 25/21 não foi “de sorte”: foi execução. Mas o Vedacit não aceitou ficar no papel de coadjuvante. Teve reação, virou o placar e empurrou o duelo para um equilíbrio que parecia perigoso.

Aí vem a parte que separa time de time. Na reta final, o Praia ajustou a rota dos pontos e retomou a régua do jogo. Fechou em 25/23 e levou o set com controle suficiente para não dar margem emocional.

No segundo set, o Guarulhos abriu na frente, tentando repetir o roteiro de reação. Só que o Praia encontrou uma arma que muda o ritmo: a sequência de Lucas Lóh no saque. Quando o saque encosta na linha psicológica do adversário, não é só ponto; é desconforto, é recepção quebrada, é ataque “obrigado”. O 25/19 cravou essa virada de controle.

A terceira parcial foi mais “puxada”, com liderança paulista em boa parte do tempo. O Guarulhos chegou a administrar vantagem, mas nos pontos decisivos o Praia foi mais preciso. Franco apareceu com bolas importantes e o time mineiro fechou em 26/24, impedindo que a série virasse de vez.

Por fim, o quarto set voltou com o Praia ditando o tempo. Não foi aquela correria sem plano; foi consistência. O 25/22 veio com ajustes finos, principalmente na hora de converter quando a bola ficou mais dura. E é aqui que o 3 sets a 1 ganha sentido tático: o Praia sustentou o ataque sem abandonar a defesa, mesmo quando o Guarulhos tentou reagir de novo.

Quem decidiu: Lucas Lóh, Franco e Bryan (mesmo na derrota)

Se a gente tivesse que escolher um “gatilho” do jogo, ele atende pelo nome de Lucas Lóh. O saque dele no segundo set virou a engrenagem. Não é exagero: quando um jogador cria sequência de pontos por via de saque, o adversário começa a jogar atrasado, com recepção sob pressão e sistema ofensivo menos confortável.

Franco foi o outro nome que fez diferença no momento em que o jogo parecia escapar. Nos pontos decisivos do terceiro set, ele ajudou o Praia a manter a cabeça no lugar, sustentando a virada com bola de impacto.

E do lado do Vedacit, dá para reconhecer o protagonismo de Bryan. O oposto marcou 16 pontos e foi o maior pontuador do jogo, carregando o ataque mesmo na derrota. Só que, em série melhor de três, não basta pontuar: precisa também impedir o adversário de “desenhar” o próprio plano. O Praia conseguiu, e isso pesa.

O que muda na série: cenários para o jogo 2 e eventual jogo 3

Agora, a conversa fica pragmática. O Praia Clube quer fechar a semifinal o quanto antes, então tende a repetir o que funcionou: saque que mexe com recepção e transição ofensiva com menor tempo de decisão.

Para o Guarulhos, o recado é direto: se o saque do Praia encontra sequência, o sistema fica vulnerável. Então a equipe paulista precisa:

  • Antecipar a recepção para não deixar Lucas Lóh “ligar” o jogo pelo saque
  • Organizar a defesa para limitar as bolas de ataque decisivas na reta final
  • Transformar liderança em conversão, porque o jogo 1 mostrou que vantagem sem precisão vira set perdido

Se o Guarulhos vencer o jogo 2, a série empurra para o terceiro confronto, em Uberlândia. E aí a vantagem muda de forma: não é mais sobre campo, é sobre quem administra melhor o estresse do “tudo ou nada”. O Praia vai tentar fechar em 2. O Vedacit, por outro lado, vai tentar forçar o limite.

Serviço do próximo jogo

  • Jogo 2: 10 de abril, às 18h30
  • Local: Arena Ponte Grande, em Guarulhos
  • Jogo 3 (se necessário): 16 de abril, em Uberlândia

Perguntas Frequentes

Qual foi o placar de Praia Clube x Guarulhos?

O Praia Clube venceu o Vedacit Guarulhos por 3 sets a 1, com parciais de 25/21, 25/19, 21/25 e 25/22.

Quando será o próximo jogo da série?

O jogo 2 acontece em 10 de abril, às 18h30, na Arena Ponte Grande, em Guarulhos.

O que o Praia Clube precisa para avançar à semifinal?

Basta vencer mais um jogo na série melhor de três.

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