Praia bate o Sesi Bauru, avança à semi e mostra força tática na Superliga

Praia vence o Sesi Bauru por 3 a 0, fecha a série e vai à semifinal da Superliga. Fingall faz 17 pontos e decide o jogo.

Segundo apurou o Jogo Hoje, o Dentil Praia Clube empilhou mais um capítulo do seu roteiro de consistência e derrotou o Dentil Praia Clube (isso mesmo: o time mineiro) o Sesi Bauru por 3 a 0, com parciais de 25-13, 25-20 e 26-24, encerrando a série melhor de três das quartas de final em 2 a 1. O placar é “limpo”, mas o jogo teve susto, teve ajuste e teve a assinatura tática do Praia no momento em que o adversário tentou virar o enredo.

Resumo do resultado e da classificação

O Praia fechou a conta em sets diretos no ginásio do UTC, em Uberlândia, e garantiu a sequência que virou tradição: é a décima semifinal consecutiva na Superliga Feminina. Morgan Fingall foi o nome do jogo, com 17 pontos, e ainda levou o Troféu VivaVôlei. Do outro lado, Acosta respondeu pelo Sesi Bauru como a maior pontuadora, com 10 acertos, mas faltou gasolina quando a recepção do Praia começou a dar ritmo para o ataque.

Como foi o jogo: domínio inicial do Praia e reação do Sesi

O primeiro set já mostrou quem mandava na rotação: 25-13, com o Praia ditando o tempo da bola e encurtando as decisões do Sesi. Não foi só volume de ataque. Foi leitura de bloqueio, foi pressão na saída de rede e, principalmente, foi controle da virada de bola. No segundo set, a história ficou mais “de jogo de playoff”: o Sesi Bauru ajustou postura, puxou mais com as centrais e melhorou a recepção. Bruna Moraes entrou no lugar de Nia Reed e a equipe paulista ganhou consistência.

Chegou a existir um intervalo psicológico perigoso. O Sesi abriu vantagem e chegou a estar vencendo por oito pontos, 16 a 8. Dá para sentir o que acontece quando o Praia perde o controle do saque e do ritmo? O time mineiro teve que reagir, e reagiu do jeito que a torcida gosta: sem inventar moda, encaixando marcação e voltando a sacar com alvo.

O ajuste tático que virou a partida no terceiro set

O terceiro set foi o tipo de capítulo que separa “time bom” de “time pronto”. O Sesi virou defensivamente, encostou no placar e levou o set para a reta final com 26-24 no placar. Mas o ponto de virada não foi sorte. Foi ajuste de direção e de intenção.

Quando o Praia recuperou o saque e aumentou o nível de agressividade na virada de bola, a partida começou a voltar para o trilho do mineiro. A marcação apertou, o bloqueio ganhou eficiência e a saída do Sesi passou a errar mais no timing. O Praia saiu atrás e, em sequência, virou de 22 a 21 para fechar em 3 a 0. É a velha lição: em playoff, quem controla o “entre” os sets, controla o jogo. E o Praia controlou.

Destaques individuais: Fingall, Acosta, Macris e Dani Lins

Morgan Fingall foi o termômetro do Praia. Os 17 pontos não vieram só de ataque forte; vieram de escolha inteligente, de atacar no espaço certo e de manter a equipe viva nos momentos de pressão. O Troféu VivaVôlei foi coerente com a leitura do jogo: ela sustentou o ataque quando o Sesi tentou se impor.

Acosta, com 10 pontos, tentou carregar o Sesi Bauru, mas esbarrou no ajuste do Praia no fim. Dani Lins ajudou a costurar a transição, enquanto Macris manteve a engrenagem do time funcionando, principalmente quando a recepção voltou a dar margem para o ataque crescer.

  • Fingall: 17 pontos e Troféu VivaVôlei
  • Acosta: 10 pontos como principal referência do Sesi Bauru
  • Macris: sustentação do ritmo e organização do ataque
  • Dani Lins: leitura de jogo na construção e na transição

O que muda na semifinal contra o Sesc RJ Flamengo

Agora o cenário é outro. O Praia reencontra o Sesc RJ Flamengo, líder da fase classificatória. O recado tático é simples: se o Flamengo estiver com recepção firme, vai tentar prolongar ralis e forçar o Praia a fazer leitura sob pressão o tempo todo. Por outro lado, o Praia mostrou que sabe reagir quando o adversário muda o plano no meio do jogo.

E tem mais: a semifinal já entra com peso de estratégia. O equilíbrio entre saque, bloqueio e virada de bola tende a ser o “filé mignon” da disputa. O Praia chega em ascensão e com confiança, mas vai precisar manter o saque em alta e não deixar o Flamengo respirar na construção. Afinal, líder de fase classificatória costuma punir qualquer descuido.

A outra vaga será entre Gerdau Minas e Osasco São Cristóvão Saúde. A CBV deve divulgar a tabela da semifinal nesta quarta-feira. A grande final está marcada para 3 de maio, em jogo único, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Perguntas Frequentes

Como o Praia venceu o Sesi Bauru no jogo decisivo?

O Praia dominou os dois primeiros sets com controle de ritmo e pressão no saque, e no terceiro ajustou marcação e agressividade na virada de bola. A equipe virou em 22 a 21 e fechou em 3 a 0, com parciais de 25-13, 25-20 e 26-24.

Quem foi a destaque da partida entre Praia e Sesi Bauru?

Morgan Fingall foi a grande referência do jogo, com 17 pontos, além de conquistar o Troféu VivaVôlei. Pelo Sesi Bauru, Acosta foi a maior pontuadora, com 10 acertos.

Contra quem o Praia joga na semifinal da Superliga?

O Praia enfrenta o Sesc RJ Flamengo, líder da fase classificatória. A outra vaga vem de Gerdau Minas contra Osasco São Cristóvão Saúde.

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