Jogo Hoje traz, segundo apurou nossa redação, mais um capítulo da hegemonia que o Conegliano vem escrevendo na Série A1 feminina. E sim: desta vez foi daqueles jogos que não pedem torcida, pedem respeito. O time atropelou o Milano no segundo duelo da final em série melhor de cinco e abriu 2 a 0, ficando a uma vitória do scudetto.
O resultado saiu seco, em sets diretos: 3 a 0 para o Conegliano, com parciais de 25/21, 25/19 e 25/18. Quando o placar não dá brecha nem para o torcedor respirar, o recado tático é claro. O próximo jogo, no domingo (19), pode ser o estalo final para decretar o título.
A vitória que abriu 2 a 0 na final
A série melhor de cinco começou a pender cedo. O Conegliano não esperou o Milano ganhar ritmo. Foi no controle de ponta a ponta, com variação de ataque e leitura de bloqueio que tratou de “matar” as possibilidades do outro lado antes que virassem sequência. E aí, quando os sets diretos vieram, ficou fácil entender o porquê do 2 a 0: era domínio, não acaso.
Haak decide, Gabi mantém o peso ofensivo
Se a execução coletiva foi o alicerce, os números entregam quem puxou o trem. Isabelle Haak levou o MVP com 22 pontos, um daqueles jogos em que a oposta decide na hora que o adversário pensa que vai organizar a defesa. A bola passou a chegar no timing certo, e o Milano pagou caro por qualquer microatraso.
Do outro lado, Gabi Guimarães manteve o peso ofensivo com 14 pontos. Não é só pontuar: é sustentar o ataque quando a rede fecha e o rally encurta. E para completar o quadro, Paola Egonu até conseguiu 15 pontos pelo Milano, mas, no fim, o volume individual não conseguiu atravessar o muro tático do Conegliano.
O que explica a hegemonia do Conegliano
Você vê a diferença na forma como o Conegliano “trava” as transições. A equipe tem um jeito muito próprio de transformar defesa em ataque com pouca cerimônia, e isso derruba o plano do rival. No voleibol italiano, onde a variação é obrigatória, o Conegliano responde com consistência. A ponteira encontra espaço, a oposta capitaliza, e o bloqueio dita o ritmo do saque e do contra-ataque.
Desde 2017/2018, o troféu segue com o Conegliano, com sete títulos consecutivos (exceto 2020, quando a liga foi cancelada pela Covid-19). E vale o detalhe: mesmo com tentativas de Novara, Scandicci e Milano para quebrar a sequência, o cenário terminou em vice. Isso não é só qualidade. É sistema.
O que muda para o jogo de domingo
No domingo (19), o Milano volta para tentar um plano de resgate, mas a pergunta é dura: como mexer sem perder identidade quando você já tomou 3 a 0 e viu o ataque do Conegliano funcionar em sets diretos? A resposta passa por duas frentes: reduzir erros não forçados e ajustar a leitura do saque para evitar que a bola chegue “pronta” na mão da Haak.
Para o Conegliano, o caminho é ainda mais simples e mais perigoso: repetir o padrão que deu certo. Não precisa inventar. Precisa manter a cadência, proteger o meio e continuar explorando os pontos de decisão. Se fizer isso, o scudetto pode vir sem susto.
O Veredito Jogo Hoje
O 3 a 0 em parciais curtas foi mais do que vitória: foi sentença tática. O Conegliano não só ganhou, como impôs um roteiro em série melhor de cinco, com execução de alto nível e bola chegando no lugar certo para a oposta e para o ataque coletivo. Quando a hegemonia vira hábito, o rival não enfrenta um time: enfrenta um padrão. E é exatamente por isso que a final, neste momento, parece muito mais perto do scudetto do que do suspense.
Assinado: Analista Tático, JogoHoje.esp.br
Perguntas Frequentes
Como está a série final da Série A1 feminina da Itália?
O Conegliano abriu 2 a 0 na série melhor de cinco contra o Milano, após vencer o segundo jogo por 3 a 0. O time está a uma vitória de conquistar o título.
Quantos pontos Gabi Guimarães e Isabelle Haak marcaram na vitória?
Isabelle Haak fez 22 pontos e foi eleita MVP. Gabi Guimarães marcou 14 pontos na partida.
Quando será o próximo jogo entre Conegliano e Milano?
O próximo confronto acontece no domingo (19).