CBV leva Zé Roberto e Rubinho à Europa para monitorar brasileiros no vôlei

Zé Roberto e Rubinho acompanham atletas na Itália e Turquia em ação da CBV que mira Liga das Nações e ciclo olímpico.

Segundo apurou o Jogo Hoje, a CBV colocou dois nomes-chave do nosso vôlei para trabalhar “ao vivo” na Europa: José Roberto Guimarães e Rubinho. Não é viagem de cortesia. É passo de planejamento, daqueles que a comissão técnica faz para chegar afiada na hora que a bola queima na Liga das Nações e no Sul-Americano classificatório para as Olimpíadas de Los Angeles.

O que a CBV fez e por quê

A Confederação Brasileira de Voleibol seguiu com o projeto de monitoramento internacional de atletas que atuam fora do país. O ponto aqui é simples e, ao mesmo tempo, decisivo: ver o jogo presencialmente muda a leitura. Não porque o vídeo engane, mas porque o contexto entrega detalhes que somem na tela, como ritmo de tomada de decisão, padrões de cobertura defensiva e o “timing” coletivo de transição.

José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina, e Rubinho, assistente da seleção masculina, cumpriram agenda na Europa para observar brasileiros em atividade e também avaliar tendências de equipes e rivais. É um trabalho que começou a ganhar forma em 2024, com cara de ciclo olímpico: coletar informação, trocar com o staff e ajustar rota antes das competições que pesam no calendário.

Onde Zé Roberto e Rubinho estão atuando na Europa

O roteiro tem endereço e função.

  • Zé Roberto Guimarães esteve na Itália e na Turquia acompanhando atletas brasileiros em jogos e rotinas de clube.
  • Rubinho realizou visitas na Itália, com foco em observar de perto o desempenho de nossos jogadores em quadra e no ambiente de trabalho das equipes.

Itália e Turquia não entram na conversa por acaso. São países em que o vôlei vive em ritmo alto, com pressão real e exigência tática que “força” o atleta a crescer. E, no fim, quem está preparando seleção precisa entender como o brasileiro se comporta quando o jogo aperta.

Por que o monitoramento presencial importa para a seleção

Porque a comissão técnica não está só buscando talento. Está buscando encaixe. Quando você assiste ao atleta ao vivo, consegue comparar o que ele executa sob comando com o que ele faz quando o jogo exige improviso. E isso vale para leitura de saque, reação no meio da rede, variação de ataque e até a forma como ele conversa defensivamente.

José Roberto resumiu o espírito do projeto: foi um projeto iniciado em 2024, com resultado prático, e que depende de ver as jogadoras em campo, conversar e fazer avaliações. O mesmo raciocínio aparece na fala de Rubinho: observar treinamentos, perceber a percepção do atleta e entender como ele se comunica com as comissões técnicas. Sem isso, a seleção vira um retrato antigo. Com isso, vira mapa de rota.

O que a comissão técnica busca observar nos atletas e nos rivais

Se tem uma palavra que guia essa ida é “detalhe”. Não é só o rendimento bruto. A comissão técnica quer entender padrões.

  • Como o atleta brasileiro sustenta o nível físico durante os momentos de pressão.
  • Quais soluções táticas ele aciona em situações que não estão no roteiro do treinador.
  • Como ele se posiciona na construção defensiva, especialmente nas transições rápidas.
  • Como os rivais estruturam ataque e bloqueio, para a seleção chegar sabendo o que vai enfrentar.

Agora, a parte que muita gente ignora: observar rivais também é treino. Você “vê” o adversário pensando. E quando a bola chega, a comissão técnica já tem repertório para ajustar a estratégia no meio do jogo.

Como a ação se conecta à Liga das Nações e ao Sul-Americano

Esta temporada tem calendário que cobra. Não dá para chegar sem leitura. A Liga das Nações exige consistência, e o Sul-Americano classificatório para as Olimpíadas de Los Angeles pede desempenho com pressão de verdade, do tipo que decide vaga e mexe com a cabeça do atleta.

Rubinho foi direto ao ponto ao lembrar que é uma temporada com campeonatos importantes e que a comissão técnica vai aproveitar os dias de observação. A lógica é de ciclo: quanto mais cedo você identifica tendência de jogo e maturidade de atletas no exterior, mais fácil fica calibrar convocação, funções e plano tático. E, cá entre nós, quem trabalha com antecedência costuma colher menos susto e mais controle.

Perguntas Frequentes

O que é o programa de monitoramento da CBV?

É um projeto para observar atletas brasileiros que atuam no exterior, com foco em análise técnica, física e tática. A CBV usa o contato e a ida presencial para complementar a leitura de desempenho e orientar o planejamento das seleções.

Por que Zé Roberto e Rubinho foram à Europa?

Porque a comissão técnica quer acompanhar “ao vivo” atletas em atividade, entender como eles executam funções em jogos reais e estreitar a troca de informações com o ambiente de clubes, além de observar equipes e rivais.

Quais competições tornam esse acompanhamento ainda mais importante?

A Liga das Nações e o Sul-Americano classificatório para as Olimpíadas de Los Angeles, já que exigem consistência e respostas táticas rápidas em partidas de alto nível e com pressão decisiva.

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