Segundo apurou o Jogo Hoje, o Palmeiras saiu do Estádio Olímpico Jaime Morón León, em Cartagena, com um 1 a 1 na estreia da fase de grupos da Libertadores diante do Junior Barranquilla, mas a conversa do dia não ficou só no placar. Na coletiva pós-jogo, Abel Ferreira concordou com o pênalti marcado contra o Verdão, aceitou o óbvio do lance, e emendou na mesma entrevista uma provocação direta sobre a arbitragem e o VAR que, para ele, “não funcionou” na final continental de 2025.
O lance que abriu a coletiva de Abel
O empate veio com cara de jogo difícil desde o começo: o Palmeiras até fez um gol cedo, mas depois sofreu uma infelicidade que terminou em cobrança de pênalti. Abel não fugiu da responsabilidade do lance. Ele disse que foi “um contato” e que, agora, a leitura seria diferente. É aqui que a frase dele vira faca: “Há um contato e este ano parece que o VAR vai funcionar, ano passado não funcionou.”
Repara no timing. Não foi comentário solto, foi recado. Num torneio em que cada detalhe pesa, ele escolheu justamente o momento do pênalti para abrir a porta da reclamação velha e pedir, com ironia, um padrão mais firme de decisão.
Por que o técnico concordou com o pênalti
Abel foi bem claro: a intenção não existiu, mas o efeito apareceu. Para ele, é tipo daquelas jogadas que não nascem com maldade, nascem com pressa, desequilíbrio e erro de leitura. Ele apontou que o adversário entrou “mais fresco” e, na sequência, tirou proveito do momento.
Ele resumiu a ideia assim: “São lances que não há intenção, mas há um toque na perna. A diferença foi essa.” E aí está a diferença entre perder a cabeça e perder o controle: Abel concordou com a marcação, mas não engoliu o resto do contexto. Porque concordar com um pênalti não significa aceitar que o resto do trabalho de arbitragem seja inconsistente.
A cutucada na final de 2025 e no VAR
Quando Abel cita “ano passado”, ele não está falando de clima. Ele está falando de decisão. E ele puxou a memória da final da Libertadores de 2025, exatamente no lance envolvendo Erick Pulgar e Bruno Fuchs. Na ocasião, o jogador do Flamengo recebeu cartão amarelo após uma solada quando a partida estava parada, e ele entende que o VAR poderia ter chamado para revisão.
O técnico foi direto, sem floreio. O recado, no fundo, é simples: se o VAR é para conferir, precisa conferir. E se não revisa, então para que serve? Abel colocou o VAR no centro do debate como quem cobra padrão de temporada, não padrão de “achismo”.
O que Abel disse sobre o gramado e as trocas
Cartagena não perdoa. Abel reclamou do gramado pesado do estádio, e isso importa porque muda o tipo de jogo: acelerações viram tropeços, domínio vira convite ao erro, e até a bola “carrega” diferente. Ainda assim, ele não tratou isso como desculpa absoluta. Tratou como variável.
E tem o outro lado: Abel valorizou as trocas na segunda etapa, dizendo que quem entrou fez o time render. Ele citou nomes, deu ritmo para a resposta do Palmeiras e, na mesma fala, admitiu que o adversário estava mais inteiro. Resultado: mesmo com o cenário desfavorável, o Verdão buscou o controle. Só que faltou o gol da virada.
Se o gramado atrapalha quem precisa propor, como exigir perfeição? A pergunta fica no ar. Mas Abel também deixa outra: se o jogo pede justiça consistente, por que a decisão do VAR vira loteria?
O impacto do empate na estreia da Libertadores
O Palmeiras estreou na fase de grupos com um 1 a 1 longe do Allianz Parque e saiu vivo do primeiro teste. Entretanto, Abel não escondeu a leitura do que aconteceu: o Junior entrou melhor, fez o gol e o Palmeiras respondeu depois. Ele tentou organizar a narrativa do jogo, mas a entrevista acabou virando conversa paralela sobre arbitragem.
Na prática, o empate não apaga a sensação de que o time teve de correr atrás do próprio roteiro e ainda lidar com ruído externo. E num grupo competitivo, esse tipo de ruído não é só “barulho”: vira combustível para ansiedade, vira debate em vestiário, vira pressão por desempenho e, claro, vira cobrança por revisão quando o lance pede.
Próximos jogos do Palmeiras na temporada
O Palmeiras não tem tempo para ficar remoendo. No domingo (12), volta ao Brasileirão para encarar o Corinthians às 19h (na Neo Química Arena). Já pela Libertadores, a próxima partida é na quinta (16), contra o Sporting Cristal, no Allianz Parque.
- Brasileirão: Palmeiras x Corinthians, domingo (12), 19h, Neo Química Arena.
- Libertadores: Palmeiras x Sporting Cristal, quinta (16), Allianz Parque.
O Veredito Jogo Hoje
Abel concordou com o pênalti, mas fez questão de lembrar que, para ele, o VAR não foi confiável na final de 2025. E aí é que mora o ponto: quando um técnico escolhe falar de arbitragem no mesmo fôlego em que aceita uma decisão, ele está dizendo que o problema não era o resultado do lance, era o padrão do sistema. O Palmeiras empatou e seguiu vivo na fase de grupos, mas a entrevista deixou claro que a temporada de Abel vai ser de cobrança. Sem romantizar erro, sem pedir desculpa por questionar, e com faro para onde a bola pode ser desviada por interpretação.
Perguntas Frequentes
O que Abel Ferreira disse sobre o pênalti marcado contra o Palmeiras?
Abel disse que concorda com a marcação por haver contato e um toque na perna, mesmo sem intenção, e destacou que “este ano parece que o VAR vai funcionar”.
Qual lance da final da Libertadores de 2025 Abel relembrou?
Ele relembrou a decisão envolvendo Erick Pulgar e Bruno Fuchs, quando o jogador do Flamengo levou cartão amarelo por uma solada com o jogo parado e o VAR não indicou revisão do lance.
Quando o Palmeiras volta a jogar na Libertadores e no Brasileirão?
Na Libertadores, o Palmeiras volta em quinta (16) contra o Sporting Cristal, no Allianz Parque. No Brasileirão, joga no domingo (12) contra o Corinthians, às 19h, na Neo Química Arena.