Prates vê reação de Della Maddalena e liga alerta antes do UFC Perth

Carlos Prates usa Moicano como exemplo e prevê que Jack Della Maddalena vai subir mais perigoso no UFC Perth.

Segundo apurou o Jogo Hoje, Carlos Prates está encarando o UFC Perth como um daqueles testes que não perdoa: na luta principal, contra Jack Della Maddalena, ele enxerga uma reação pós-derrota capaz de empurrar o rival para cima do ritmo, com o octógono virando palco de ajuste fino de game plan.

A leitura de Carlos Prates sobre o rival australiano

Prates não compra a narrativa de que o australiano vai entrar “morno”. Para ele, a derrota recente funciona como gatilho psicológico e tático. A lógica é simples e cruel: quando começam a falar demais fora do cage, a pressão vira munição. E no peso meio-médio, onde a margem é curta e o castigo é rápido, quem reage melhor costuma ditar o ritmo.

Na visão do brasileiro, Maddalena tem juventude e ainda carrega fome de resultado. Ele quer aparecer “vivo na categoria”, provar que não foi um evento isolado e que segue sendo ameaça real em vitrine internacional. O detalhe é que isso costuma refletir na agressividade: mais avanço, mais tentativa de encurtar distância, mais decisão para trocar no momento certo.

Traduzindo para o que interessa: se o rival vier com disposição renovada, Prates precisa estar pronto para enfrentar um começo mais elétrico, com ameaça imediata de finalização e controle de espaço. Afinal, o que define a noite não é só técnica; é timing sob pressão.

O exemplo de Moicano e a lógica da reação após críticas

Prates sacou um exemplo recente para explicar a própria tese. Ele citou Renato Moicano como caso prático de alguém que atravessou críticas sobre desempenho físico e, mesmo assim, voltou com resposta. No UFC Vegas 115, Moicano venceu Chris Duncan com autoridade, e essa leitura serve ao raciocínio do brasileiro: quando a cobrança vira ruído, o atleta que transforma isso em trabalho tende a reaparecer mais agressivo.

Na cabeça de Prates, o australiano também tem esse “dever” com o próprio nome. Se todo mundo apontou algo após a última apresentação, a tendência é que ele tente corrigir no primeiro terço da luta. E correção, no MMA, quase sempre vem com mudança de postura, mais volume e mais intenção de impor o próprio estilo ao adversário.

É aí que o ranking do UFC e o momento pesam. Não é só vencer. É vencer de um jeito que reposicione a percepção dos árbitros, da imprensa e dos fãs dentro do peso meio-médio.

O momento de Prates no peso meio-médio

Carlos Prates chega com trajetória recente que fala alto. Ele teve uma sequência absurda: foram quatro nocautes em quatro lutas na temporada de 2024. A virada do destino veio com a derrota para Ian Garry no UFC Kansas, em abril de 2025, quando a oportunidade de se firmar no top 10 parecia escapar.

Mas o que faz diferença em ranking não é ausência de percalço; é resposta rápida. Prates deu a volta por cima ao nocautear Geoff Neal e, em seguida, Leon Edwards. Com isso, ele subiu para a sexta posição, consolidando seu nome como peça de vitrine internacional no peso meio-médio.

Agora, com Maddalena como adversário, o cenário é perfeito para ganhar terreno. Uma vitória aqui não só aumenta confiança: melhora leitura de estilo na turma do topo, ajusta o game plan para próximos nomes e reforça a mensagem de que ele não é promessa de uma temporada, é candidato consistente.

O que está em jogo no UFC Perth

O UFC Perth está marcado para 2 de maio, na Austrália, e a expectativa gira em torno de uma coisa: quem controla a reação, controla o combate. Prates aposta que Maddalena vai entrar pressionado pela derrota recente e, por isso mesmo, mais perigoso. No alto nível, isso costuma virar um jogo de detalhes: quem encontra o range primeiro, quem sustenta a troca sob risco, quem segura o ímpeto quando o outro tenta impor o ritmo.

Jack Della Maddalena carrega histórico que coloca respeito na mesa. Ele venceu Belal Muhammad no UFC 315 para conquistar o cinturão, mas depois foi dominado por Islam Makhachev no UFC 322. Esse contraste explica o alerta de Prates: nem todo dia é igual, mas a capacidade de alternar postura e agressividade faz a diferença quando o adversário chega em busca de afirmação.

E tem mais um pano de fundo tático: não existe outro duelo confirmado no evento até o momento, então a luta principal vira o centro da narrativa. É ali que o ranking do UFC conversa com o risco real do octógono.

O Veredito Jogo Hoje

Prates está certo em mirar o comportamento de Maddalena: derrota recente costuma destravar agressividade e acelerar correções. Se o australiano vier para “provar que está vivo”, o confronto deixa de ser só teste de técnica e vira prova de postura no octógono. Para o brasileiro, a vantagem não é estar mais pronto no papel, é estar pronto para ler a virada e sobreviver ao começo. Esse é o tipo de noite em que o primeiro ajuste tático decide o resto, assinado com a frieza de quem vive o peso meio-médio sem medo de pressão. Assina, Jornalismo JogoHoje.

Perguntas Frequentes

Quando será o UFC Perth?

O UFC Perth acontece em 2 de maio, na Austrália.

Por que Carlos Prates acha Jack Della Maddalena mais perigoso?

Porque Prates acredita que a reação pós-derrota pode empurrar Maddalena para a melhor versão, com mais agressividade e intenção de corrigir o que foi cobrado.

Qual é a posição de Carlos Prates no ranking do peso meio-médio?

Prates está na sexta posição do ranking do UFC no peso meio-médio após duas vitórias consecutivas.

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