Moicano minimiza comparação com Poatan após vitória no UFC Vegas 115

Após vencer Chris Duncan, Renato Moicano falou sobre a trocação, minimizou comparação com Poatan e encerrou sequência negativa no UFC.

Renato Moicano voltou a respirar aliviado no octógono e, de quebra, recolocou o pé firme na conversa de alto nível do peso leve. No Jogo Hoje, a leitura tática é clara: a finalização veio, mas o que acendeu a luz foi o controle do range em pé. E foi justamente ali que ele tratou de esfriar qualquer comparação com Alex Poatan.

A vitória de Moicano e a fala sobre Poatan

No UFC Vegas 115, Moicano derrotou Chris Duncan no segundo round, mas sem romantizar demais o caminho. Ele deixou claro que o grappling foi decisivo, porém não abriu mão do que mostrou na troca: encaixe, leitura do adversário e sequência com cara de quem sabe exatamente o que quer. Aí entra Poatan na história, porque o golpe em pé lembraria o estilo agressivo do brasileiro.

Em vídeo no YouTube, Moicano explicou o lance com frieza de treinador. Primeiro ele jogou o jab, sentiu a resposta do escocês e, na janela que abriu, descarregou um direto de encontro. Na sequência, veio o cruzado de esquerda. Até aí, beleza. Só que ele cortou a linha de raciocínio que tentam empurrar como “estilo Poatan” o tempo todo.

O que ele explicou sobre os golpes em pé

Do ponto de vista tático, o que chama atenção é a ordem das peças. Moicano não foi para cima no escuro. Ele usou o jab como termômetro, leu o ataque e respondeu com timing. O direto de encontro aparece como punição direta ao movimento do oponente, e o cruzado de esquerda entra como continuação natural da troca, não como golpe aleatório.

Ele resumiu o raciocínio sem drama: se fosse “estilo Poatan” de forma literal, Duncan teria apagado no impacto e não estaria mais inteiro na retomada. E foi isso que ele usou para manter os pés no chão: “balanceou”, sim, mas sem vender como se fosse uma cópia do compatriota.

Por que a comparação foi rejeitada

Vamos ser honestos: a comparação faz sentido no imaginário de quem assiste, porque a agressividade brasileira na trocação é uma assinatura que o público reconhece rápido. O problema é quando a gente tenta transformar leitura tática em molde único. Moicano fez o que a boa luta exige: adaptou. Poatan é potência e sequência com impacto que costuma desmontar o adversário; Moicano, nesse recorte, mostrou que também tem ferramentas em pé, mas escolheu o momento e manteve o plano geral.

E tem um detalhe que muita gente ignora. Moicano não negou que o cruzado e o timing lembram o tipo de ameaça que Poatan representa. Ele só colocou a régua no lugar: não é estética, é resultado dentro da dinâmica da luta. Duncan foi balançado, sobreviveu e ainda assim Moicano finalizou depois. Isso diz mais sobre maturidade do que sobre “copiar estilo”.

Fim da sequência negativa e impacto no peso leve

O triunfo também tem peso emocional e técnico. Moicano vinha de duas derrotas seguidas: perdeu por finalização para Islam Makhachev e, na sequência, caiu por decisão para Beneil Dariush. Ou seja, a pressão existia. E quando a gente vê um lutador encerrar um ciclo ruim com finalização no segundo round, a mensagem é dupla: ele recuperou confiança e voltou a impor o ritmo do próprio jogo.

No peso leve, isso importa por motivos práticos. Quem para de tropeçar volta a ser assunto de caminho, de ranqueamento e de matchup. Moicano parece ter reencontrado o “botão” que liga trocação funcional com luta agarrada. E se ele está satisfeito com o que fez em pé, mas não quer ser reduzido a um personagem, a gente entende o recado: evolução própria.

Perguntas Frequentes

O que Renato Moicano disse sobre a comparação com Alex Poatan?

Ele minimizou a ideia de que a sequência em pé fosse “estilo Poatan” ao argumentar que, naquele impacto, o adversário não teria desabado como aconteceria em uma leitura mais literal do estilo do compatriota. Moicano destacou que encaixou o direto após ler o ataque e continuou com o cruzado de esquerda, mas sem tratar como cópia.

Como foi a vitória de Moicano sobre Chris Duncan no UFC Vegas 115?

Moicano venceu Chris Duncan no segundo round, garantindo a finalização. Mesmo com o resultado saindo no chão, a atuação em pé teve papel importante, com momentos de pressão e acerto de golpes que balançaram o adversário antes da decisão.

O triunfo encerrou qual sequência negativa do brasileiro?

O triunfo encerrou a pior sequência negativa da carreira de Renato Moicano, que vinha de duas derrotas consecutivas: uma por finalização para Islam Makhachev e outra por decisão para Beneil Dariush.

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