O Jogo Hoje entra no modo temporada 2026 com um daqueles anúncios que mexem direto no bracket: o Jungle Fight divulgou os oito nomes e os confrontos da primeira fase do GP masculino do Fight do Milhão, categoria até 77 kg, que começa em 25 de abril de 2026, no Ginásio Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, em São Paulo (SP). É eliminatória pura, sem desculpa e sem volta, com transmissão ao vivo pela Globo, Sportv e Combate, e uma premiação milionária que coloca pressão até em quem já sabe lidar com holofote.
O que o Jungle Fight anunciou
O torneio de até 77 kg segue o desenho clássico de mata-mata: oito atletas na primeira fase, vencedores avançam e a chave vai ficando mais curta a cada noite. Para o público, o que importa é simples: cada luta funciona como teste de resistência mental e ajuste tático. Para o atleta, é ainda mais direto: quem erra o timing, perde rota, perde espaço e, no GP do Milhão, perde o campeonato.
Além dos duelos principais, o Jungle Fight confirmou duas lutas reserva, pensadas para manter o ritmo do cronograma caso surja qualquer imprevisto. E isso, no fim das contas, muda a leitura de risco de todo mundo: você não planeja só para o oponente do dia, planeja para o que pode entrar se o cenário desandar.
Quem entra como favorito no GP de 77 kg
O campeão atual, Ernane Pimenta, chega com o peso de quem já provou que aguenta o tranco quando o mata-mata aperta. E tem algo que chama atenção no chaveamento: ele não está sozinho no bloco de experiência. O caminho do atual campeão cruza com nomes de histórico e padrão de execução de quem vive essa engrenagem do Jungle.
Os dois ex-campeões confirmados elevam o nível do grupo logo de cara: Anderson “Astro da Maldade” e Henerson “Neném”. Favoritismo aqui não é só sobre “quem é mais técnico”. É sobre quem sabe controlar a equação do dia: distância, clinch, transição e a hora exata de transformar chance em finalização ou decisão.
Os cruzamentos da primeira fase e os duelos mais perigosos
Vamos ao que interessa para quem gosta de matchup de verdade: como esses cruzamentos podem desenhar a rota até a final.
- Ernane Pimenta x Glebson Monteiro: o campeão tenta impor ritmo e escolher as ferramentas. Monteiro, por outro lado, tende a apostar em momentos de virada. Nesse tipo de luta, o detalhe costuma ser o primeiro chute que acerta no timing certo ou a primeira tentativa de queda que não vira contra-ataque.
- Henerson “Neném” x Guilherme Almeida: aqui o jogo pode ser mais “de paciência”. Quando o ex-campeão entra, o adversário geralmente sente que precisa resolver rápido, e é exatamente aí que o estilo de quem tem experiência começa a cobrar juros.
- Matheus Nogueira x Martin Farley Berzkalns: confronto que pode decidir no braço de controle e na capacidade de manter a atividade sem dar brecha. É luta que cobra muito do planejamento do atleta: atacar sem se comprometer e, principalmente, defender a iniciativa do outro.
- Anderson “Astro da Maldade” x Matheus “The Monster” Araújo: esse é o tipo de confronto que pode virar “pivô” do bracket. A leitura tática tende a ficar mais agressiva quando um dos lados consegue ditar a troca e encurtar espaço. Se a luta entrar num padrão de pressão contínua, quem tem melhor recuperação entre as investidas leva vantagem.
Com dois ex-campeões e o campeão atual no mesmo recorte de chave, a primeira fase já tem cara de semifinal esticada. É aí que o público costuma errar a previsão: muita gente olha só o vencedor da luta e esquece que o vencedor ainda precisa sobreviver ao próximo ajuste tático. Quem passa “no sufoco” pode pagar a conta mais adiante.
Por que as lutas reservas podem mudar o torneio
As lutas reserva anunciadas são o lembrete de que o GP não é só sobre técnica, é sobre logística e prontidão. André Fischer x Adolpho Luis Pereira e Gabriel Yamazaki x Maycon Jonnie funcionam como plano B real e não como detalhe de programação.
Em uma eliminatória, qualquer alteração de oponente mexe no script: distância, tendência de guarda, padrão de pressão e até o tipo de resposta que o atleta usa quando o plano A falha. E, convenhamos, é justamente quando o favorito acha que “já sabe como vai ser” que a chave surpreende.
Se o cenário pedir troca, a leitura precisa ser rápida: quem entra como substituto pode acabar virando o “problema tático” que ninguém treinou para semana nenhuma.
O peso do Fight do Milhão para a temporada 2026
O Fight do Milhão costuma ser aquele divisor de carreira que todo mundo comenta no corredor, mas poucos conseguem transformar em resultado. A premiação milionária é o motor, mas o combustível é a exposição: transmissão ao vivo na Globo e canais pagos amplia o alcance e força os lutadores a performarem com consistência, não só com picos.
O discurso do presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail, deixa claro o tamanho do palco: números da última edição indicariam mais de 27 milhões nos canais da Rede Globo e cerca de 180 milhões de visualizações nas redes sociais, segundo o dirigente. Isso explica o porquê do torneio sempre parecer maior do que é no papel. E explica também por que o chaveamento vira pauta antes mesmo da primeira campainha.
Tem mais: São Paulo, no Ibirapuera, é escolha que pesa no calendário e na mobilização. Quando o evento encaixa em um ginásio com histórico e lotação forte, a energia tende a subir e o combate fica mais “mordido”. No mata-mata, isso é vantagem para quem aguenta o caos.
O Veredito Jogo Hoje
O Jungle Fight fez o que um bom organizador faz quando quer espetáculo com inteligência: colocou campeão, ex-campeões e estilos diferentes já na largada e ainda garantiu luta reserva para não quebrar o fluxo do bracket. Para mim, o duelo mais perigoso da chave é o que envolve “Astro da Maldade” contra “The Monster”, porque esse tipo de confronto tem cara de decidir na troca, no clinch e no detalhe que separa controle de caos. E quando você soma isso à eliminatória e à premiação milionária, a tendência é clara: quem for taticamente mais flexível vai passar mais vezes do que quem só tem melhor “cardápio” de golpes. É GP de 77 kg, mas o que está em jogo mesmo é cabeça fria o tempo inteiro.
Perguntas Frequentes
Quando começa o GP masculino do Fight do Milhão 2026?
O GP masculino do Fight do Milhão 2026 começa em 25 de abril de 2026, com lutas no Ginásio Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, em São Paulo (SP).
Quem são os nomes confirmados no torneio até 77 kg?
Na primeira fase do GP masculino até 77 kg, estão confirmados Ernane Pimenta, Henerson “Neném”, Matheus Nogueira e Anderson “Astro da Maldade”, além de Glebson Monteiro, Guilherme Almeida, Martin Farley Berzkalns e Matheus “The Monster” Araújo. O Jungle Fight também divulgou lutas reserva com André Fischer x Adolpho Luis Pereira e Gabriel Yamazaki x Maycon Jonnie.
Onde assistir ao Jungle Fight do Milhão 2026?
A transmissão ao vivo acontece pela Globo, Sportv e Combate.