Gamrot reage após Charles do Bronx e cala Ribovics com katagatame no UFC 327

Depois de perder para Charles do Bronx, Gamrot dominou Ribovics e finalizou no 2º round. Veja o que mudou no UFC 327.

Segundo apurou o Jogo Hoje, o UFC 327 teve um recado tático logo no card preliminar: Mateusz Gamrot reagiu depois de sofrer com Charles do Bronx e, em vez de se esconder, voltou a impor o próprio ritmo contra Esteban Ribovics. E fez isso com uma leitura de grappling que virou dominante do começo ao fim.

O polonês defendia a 8ª posição dos rankings dos leves, e a vitória veio com assinatura técnica: finalização por katagatame no segundo round, aos 4 minutos e 19 segundos, depois de um controle que desmontou as opções do argentino no chão.

A vitória que recoloca Gamrot em evidência

Há derrotas que ensinam e há derrotas que apagam. Gamrot escolheu a primeira rota. Contra Ribovics, ele não tentou vencer no braço, nem na emoção. A estratégia foi clara desde o aquecimento: usar o jogo em pé como ponte para o wrestling, e aí sim transformar o octógono em mapa de controle posicional.

Em pé, o polonês abriu espaço com movimentação lateral e jab, puxando o argentino para o centro sem dar o contra-ataque fácil. E quando Ribovics quis ditar o ritmo, a resposta veio com a queda contra a grade ainda na primeira entrada de queda, deixando claro que o plano era travar a progressão e cortar ângulos.

Como o polonês controlou Ribovics no chão

O ponto técnico mais importante do primeiro assalto não foi só levar. Foi o que veio depois. Gamrot conseguiu controlar as costas de Ribovics contra a grade por alguns minutos, o tipo de domínio que força o adversário a gastar energia tentando repor posição, ao mesmo tempo em que o controlador ganha tempo para ameaçar transições.

Daí para frente, o polonês encaixou o caminho do controle: a luta virou controle lateral e, a partir dessa base, as ameaças de finalização passaram a ser constantes. Ele ainda tentou uma americana, e mesmo com Ribovics conseguindo recuperar meia-guarda, a sensação era de superioridade contínua. Primeiro round vencido pela eficiência, não pela sorte.

O katagatame que definiu a luta no segundo round

No começo do segundo, Ribovics tentou corrigir o roteiro com chutes fortes, mirando panturrilha e cabeça. Só que Gamrot não entrou no modo desespero. Ele segurou as tentativas de entrada, protegeu a estrutura e esperou a janela certa para repetir o que funcionou: trazer o combate para o chão e, principalmente, manter o adversário encurralado.

Poucos segundos depois, veio a sequência de quedas contra a grade. E aí, com o corpo preso na barreira e o tempo na palma, o jiu-jitsu apareceu como ferramenta de execução. Gamrot fez várias transição para as costas, encostou o controle e, quando encaixou o katagatame, foi daqueles apertos que tiram o ar e a chance de reagir.

Ribovics bateu em desistência aos 4 minutos e 19 segundos do segundo round. O recado final foi tático: wrestling para dominar o espaço, controle para apagar opções e grappling para fechar. Simples assim. E ainda mais relevante porque Gamrot estava defendendo a 8ª posição.

O que o resultado representa para o ranking dos leves

Quando um nome como Gamrot volta com essa mecânica, o impacto nos rankings dos leves não é só estatístico, é narrativo. A derrota para Charles do Bronx era uma lacuna. A resposta em cima de Ribovics recoloca o polonês no eixo e sugere que o ajuste foi de base: mais controle, menos improviso.

Além disso, a forma como ele sustentou o domínio no chão, com ameaças constantes e controle de posição, deixa uma pergunta no ar para quem vem depois: quem vai conseguir impedir a queda contra a grade e, principalmente, recuperar guarda contra um grappler que não entrega o tempo?

Outros destaques do card: Tatiana Suarez e o empate de Padilla x Mederos

O UFC 327 não ficou só no duelo dos leves. Tatiana Suarez também fez barulho no peso palha, e o jogo técnico dela foi de wrestling com finalização.

Suarez venceu Loopy Godinez por finalização com mata-leão no segundo round, aos 2 minutos e 29 segundos. Ela começou sofrendo com o início agressivo da mexicana, mas se recuperou com quedas, trabalhou o controle e o ground and pound por cima até o momento de acelerar a luta. Quando transitou para as costas, a final veio rápido e com autoridade.

Com esse resultado, Suarez chegou à 9ª vitória no UFC e reforçou a leitura de que ela é perigosa justamente quando decide não pontuar, mas concluir. E neste tipo de luta, conclusão vale mais do que volume.

No card dos leves, Chris Padilla e Marquel Mederos terminaram em empate majoritário, e o detalhe mais duro foi a penalização: Mederos perdeu um ponto por inserir o dedo nos olhos de Padilla em duas ocasiões. Mesmo com a dedução e com os juízes tentando organizar o caos, o placar não fechou.

O placar final ficou em 29-27 para um jurado e 28-28 nas outras duas papeletas. Padilla segue invicto no UFC, com cinco lutas sem derrota, enquanto Mederos ampliou a sequência sem revezes para dez lutas. Tática ali teve, mas o jogo virou um teste de disciplina, e a disciplina custou caro.

O Veredito Jogo Hoje

Gamrot não “ganhou por estar melhor”; ele venceu porque acertou o quebra-cabeça: puxou o combate para onde o wrestling manda, manteve o adversário preso com controle lateral e, quando abriu o caminho, virou o corpo do Ribovics em alvo com transição para as costas e katagatame. Depois de Charles do Bronx, era esperado que ele buscasse recuperação com cautela. Ele preferiu recuperação com controle total. Para os leves, isso é recado e ameaça ao mesmo tempo.

Perguntas Frequentes

Como Mateusz Gamrot venceu Esteban Ribovics no UFC 327?

Gamrot dominou o argentino no chão, repetiu o controle com queda contra a grade e finalizou com katagatame no segundo round, aos 4 minutos e 19 segundos.

Qual foi a importância da finalização de Gamrot para o ranking dos leves?

Com a vitória, Gamrot manteve a força na briga pelos rankings dos leves, defendendo a 8ª posição e mostrando que ajustou o jogo após a derrota para Charles do Bronx.

O que aconteceu na luta entre Chris Padilla e Marquel Mederos?

O combate terminou em empate majoritário, com Mederos perdendo um ponto por inserir o dedo nos olhos de Padilla em duas ocasiões. O placar foi 29-27 para um jurado e 28-28 nas outras duas papeletas.

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