Durinho vê em Malott a chance que faltava para virar a chave no UFC

Após quatro derrotas seguidas, Durinho encara Mike Malott no UFC Winnipeg com a chance de recomeçar e recuperar moral no peso meio-médio.

Segundo apurou o Jogo Hoje, o UFC Winnipeg chega no Canadá com uma pressão extra no ar: Gilbert Durinho encara Mike Malott na luta principal deste sábado (18), às 21h (horário de Brasília). E convenhamos, depois de quatro derrotas seguidas, não existe “luta qualquer” nessa fase. Tem peso, tem ranking do UFC, tem narrativa e tem reputação em jogo no peso meio-médio (até 77,1 kg).

Durinho tem 39 anos e vai para o octógono no Canada Life Centre, em Winnipeg, com o roteiro mais difícil possível: rival de casa, ambiente hostil e a sensação de que a sequência de derrotas para Belal Muhammad, Jack Della Maddalena, Sean Brady e Michael Morales não perdoa mais margem de erro.

A luta que pode mudar a rota de Durinho

O ponto mais interessante do matchup não é só o “reencontro” com a vitória. É a leitura tática. Malott é apontado como atleta fora do top-15, e isso muda o tipo de cobrança que recai sobre Durinho. Quando você vem de um ciclo de derrotas contra nomes de elite, qualquer luta vira prova de maturidade: ajustar timing, controlar distância, impor ritmo e, principalmente, reduzir os erros que custam caro contra striker e wrestlers de nível alto.

Se Durinho acertar o plano, ele não só interrompe a sequência de derrotas como também reposiciona o próprio caminho no ranking. Agora, se ele entrar “respeitando demais”, o jogo muda. Luta principal no Canadá tende a favorecer quem já está confortável com o ambiente e com a leitura de torcida, e Malott pode tentar explorar justamente esse fator emocional do brasileiro.

Por que a comparação com Moicano e Luque faz sentido

Durinho se apega ao exemplo dos amigos Renato Moicano e Vicente Luque porque a lógica é bem esportiva: não basta dizer que “vai dar certo”. Tem que observar como eles reagiram tecnicamente à pressão. Moicano, por exemplo, iniciou a temporada com duas derrotas em 2025 e recebeu questionamentos pesados. Só que o veterano respondeu com uma atuação cirúrgica diante de Chris Duncan, finalizando no segundo round. O recado foi claro: quando a fase fecha, o ajuste de execução abre de novo.

Já Luque passou por um cenário ainda mais dramático, com uma hemorragia cerebral após o nocaute sofrido em 2022. E mesmo assim, ele voltou com outra postura. Em 2026, trocou os meio-médios pelos médios (até 83,9 kg) e calou críticas ao finalizar Kelvin Gastelum no primeiro round. É a mesma tese que Durinho tenta usar em Winnipeg: não é “sorte”, é ajuste de rota e controle de entrega.

Claro que comparação de amigos não vence luta. Mas, como combustível mental, funciona. E para um atleta em recuperação de carreira, esse tipo de referência ajuda a manter a cabeça no lugar, principalmente quando o octógono exige decisão rápida.

O contraste entre os rivais recentes e Mike Malott

Aqui está o coração do argumento. Durinho enfrentou Belal Muhammad e Jack Della Maddalena, dois nomes que carregam histórico de topo nos meio-médios. Morales está perto de disputar título, e Sean Brady vive na zona de ameaça constante para quem sonha alto. Ou seja: a régua das derrotas anteriores foi alta demais para qualquer um “aprender por osmose”.

Malott, por outro lado, apesar de ser apontado como o melhor lutador canadense do MMA atual, segue fora do top-15 e ainda não convenceu plenamente no UFC. Para o brasileiro, isso cria um cenário de matchup favorável em termos de expectativa: não que seja fácil, mas a dificuldade tem cara de “corrigir caminho” mais do que “sobreviver a um monstro pronto”.

O detalhe tático que não dá para ignorar é que essa diferença de nível tende a mudar o jogo do clinch, o tipo de tentativa de derrubada e, principalmente, como a luta transita entre rounds. Contra adversários de elite, um erro pequeno vira castigo. Contra um oponente com menos validação no topo, existe janela para Durinho controlar a narrativa da luta principal: ritmo, distância e reversões.

O que está em jogo para o brasileiro em Winnipeg

Não é só “ganhar para voltar a sorrir”. É ganhar para voltar a ser discutido. A sequência de derrotas encostou Durinho no limite de relevância esportiva, e a idade pesa quando o organismo cobra recuperação entre camp e camp. Ao mesmo tempo, vencer Malott pode ser o tipo de resultado que reposiciona o atleta no ranking do UFC e abre portas para adversários mais alinhados com a sua fase técnica.

E tem o peso psicológico: lutar no Canadá, com torcida local, aumenta o atrito. É ali que o plano precisa ser mais do que bonito no papel. Precisa ser executado com frieza. Durinho tem bala suficiente para brigar no tempo certo? Ele consegue impor o que quer sem dar leitura ao adversário? Essas são perguntas de analista, não de torcedor.

Se a resposta for sim, a recuperação de carreira ganha corpo. Se for não, a pergunta vira outra: o que mudou, taticamente, depois de tantas lições?

Horário, local e como assistir ao UFC Winnipeg

O UFC Winnipeg acontece no Canadá Life Centre, em Winnipeg. O evento começa a partir das 18h (horário de Brasília), com o card principal marcado para 21h (horário de Brasília). Para acompanhar, o duelo pode ser visto ao vivo pelo SUPER LUTAS em tempo real e também via Paramount+ (todo o card) pela TV e internet.

FAQ: as principais dúvidas sobre Durinho x Malott

Quando é a luta de Gilbert Durinho no UFC Winnipeg?

A luta de Gilbert Durinho acontece no sábado (18), no card principal, a partir de 21h (horário de Brasília).

Quem é Mike Malott e por que essa luta é importante para Durinho?

Mike Malott é o adversário da luta principal e um atleta da casa no Canadá. A importância para Durinho está no momento: após quatro derrotas seguidas, um resultado positivo contra um oponente apontado como fora do top-15 pode reabrir caminho no ranking do UFC e acelerar a recuperação de carreira.

Onde assistir ao UFC Winnipeg ao vivo?

O UFC Winnipeg pode ser acompanhado ao vivo pelo SUPER LUTAS em tempo real e também via Paramount+ (todo o card) pela TV e internet.

O Veredito Jogo Hoje

Durinho não precisa de milagre, precisa de execução. O cenário em Winnipeg desenha um matchup favorável na medida para quem vem de sequência de derrotas: Malott ainda não cravou status de topo no UFC, e isso dá a Durinho uma janela real para impor direção técnica. Se ele entrar com controle de distância e sem desperdiçar energia em trocas desnecessárias, a luta principal vira o tipo de virada que reposiciona no ranking do UFC. Se não, aí a “recuperação de carreira” vira só frase bonita no vestiário.

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