Winnipeg acordou cedo e, na manhã de sexta-feira (17), a pesagem oficial do UFC Canadá fez o que tinha que fazer: organizar o caos e deixar o palco pronto. Foram 24 atletas, nenhum erro crasso, nenhuma quebra de protocolo. Só aquele clima que a gente conhece bem quando o card do UFC chega no sábado (18): tensão esportiva no ar, mas com leitura tática bem clara.
Segundo apurou o Jogo Hoje, a cerimônia foi menos sobre números soltos e mais sobre recado. A balança colocou todo mundo no trilho certo, e o principal capítulo ficou nítido no meio-médio, com o brasileiro experiente e a pressão local batendo na mesma porta.
Pesagem sem sustos em Winnipeg
A dinâmica da pesagem oficial foi tranquila, quase “limpa” demais. Isso costuma ser sinal de disciplina, corpo controlado e, principalmente, de que o camp não saiu do script. Quando não tem susto, a gente muda o foco: o que interessa é a diferença de abordagem dentro do octógono, não o drama da última semana.
O ponto é que, no UFC, preparação sem instabilidade vira vantagem tática. Quem faz peso no limite tende a chegar com melhor gestão de energia e mais consistência nos ajustes de round. E no sábado, com meio-médio na linha de frente, qualquer detalhe pesa.
Durinho e Malott: a confirmação do main event
O main event saiu do papel rápido, porque a luta principal já tinha dono na hora da balança. Gilbert Durinho Burns marcou 77,5 kg e Mike Malott repetiu a mesma marca: 77,5 kg. Mesma massa, mesma categoria operacional. Ou seja, não existe desculpa de “estava mais pesado” ou “vou compensar depois”.
Em termos técnicos, esse empate no número costuma favorecer o jogo do confronto direto: controle de distância, leitura de entradas e saídas de golpe, e principalmente a disputa pelo ritmo. Se os dois chegam com o corpo igualmente ajustado, o que vai decidir é quem impõe o plano no tempo certo.
E tem mais: a narrativa de pressão em cima do Durinho não some por causa do peso. Ela só ganha combustível. O brasileiro chega com cobrança por resultado e com futuro de carreira em debate. Malott, por outro lado, vem como promessa que encara a noite como vitrine. Quem vai “mandar” no octógono, afinal?
Os brasileiros que também bateram o peso
O Brasil não foi só espectador. A cerimônia também validou a presença de outros atletas no card do UFC, com todos cumprindo o que tinham de cumprir na pesagem oficial. Vamos aos números, porque eles contam história.
- Karine ‘Killer’: 56,9 kg (peso-mosca) vs Jasmine Jasudavicius: 56,7 kg
- Thiago Moisés: 70,7 kg (leves) vs Gauge Young: 70,5 kg
- Márcio ‘Ticotô’: 65,7 kg (peso-pena) vs Dennis Buzukja: 66 kg
Agora, a leitura tática: pequenas variações dentro do limite podem influenciar clinch, troca de nível e resistência em sequência. Karine, por exemplo, sobe com uma diferença de cerca de 200 gramas. Thiago Moisés entra um tiquinho mais alto no peso. E o duelo de Ticotô versus Buzukja desenha um cenário em que a distribuição de força vai ser testada logo cedo.
Para quem acompanha a evolução desses atletas, a mensagem é direta: com tudo no peso, o octógono deixa de ser “teste de condição” e vira “teste de execução”.
Card completo do UFC Canadá
Com a balança organizada, o card principal do UFC Canadá fica definido para o sábado (18). Confira os confrontos registrados na cerimônia:
- Gilbert Durinho (77,5 kg) vs Mike Malott (77,5 kg)
- Charles Jourdain (61,7 kg) vs Kyler Phillips (61,2 kg)
- Jai Herbert (70,5 kg) vs Mandel Nallo (70,5 kg)
- Jasmine Jasudavicius (56,7 kg) vs Karine Killer (56,9 kg)
- Thiago Moisés (70,7 kg) vs Gauge Young (70,5 kg)
- Márcio Ticotô (65,7 kg) vs Dennis Buzukja (66 kg)
- Julien Leblanc (84,1 kg) vs Robert Valentin (84,3 kg)
- Tanner Boser (110,9 kg) vs Gokhan Saricam (110,9 kg)
- Melissa Croden (61,4 kg) vs Daria Zhelezniakova (61,7 kg)
- JJ Aldrich (56,9 kg) vs Jamey-Lyn Horth (57,1 kg)
- John Castañeda (63 kg) vs Mark Vologdin (62,8 kg)
- Jamie Siraj (61,7 kg) vs John Yannis (61,7 kg)
O que a pesagem indica para a luta de sábado
Quando o número fecha, a gente pode falar de luta de verdade. O empate em 77,5 kg entre Gilbert Durinho Burns e Mike Malott é mais do que coincidência: é um convite para o combate ser decidido por detalhe técnico, não por “quem chegou seco demais”.
No meio-médio, o duelo tende a favorecer quem controla transição. Se Durinho estiver com leitura de entradas e saída bem afiada, ele pode usar a experiência para punir o timing do rival. Se Malott encaixar pressão e encurtar distância sem entregar centro, a promessa local pode transformar a luta em teste de resistência e vontade.
E é aqui que a tensão vira vantagem psicológica ou cobra o preço. Durinho busca recuperação e ainda mantém futuro em debate; por isso, cada round precisa ser traduzido em plano, não em improviso. A luta principal do card do UFC já tem ingredientes: mesma marca na balança, estilos em choque e uma narrativa que não perdoa.
O Veredito Jogo Hoje
Para mim, a leitura é simples e meio cruel: com meio-médio cravado em 77,5 kg para os dois, o UFC Canadá vai cobrar execução. Durinho não pode viver de “experiência por si só”, e Malott não pode achar que a energia local resolve tudo. A pesagem oficial não entregou vitória, mas entregou a sentença tática: quem acertar o ritmo primeiro, leva a noite. E se a pressão bater, ela vai aparecer no clinch, na transição e na hora de decidir o round.
Perguntas Frequentes
Quanto Durinho e Mike Malott pesaram na pesagem do UFC Canadá?
Gilbert Durinho Burns e Mike Malott bateram 77,5 kg, ambos na mesma marca, confirmando o confronto no meio-médio.
Quais brasileiros vão lutar no card do UFC Canadá?
O Brasil terá Gilbert Durinho Burns, Karine ‘Killer’, Thiago Moisés e Márcio ‘Ticotô’ no card do UFC deste sábado.
Quando acontece a luta principal entre Gilbert Durinho e Mike Malott?
A luta principal entre Gilbert Durinho e Mike Malott acontece no sábado (18), após a pesagem oficial realizada na manhã de sexta-feira (17) em Winnipeg.