Dricus du Plessis, ex-campeão dos médios do UFC e hoje ainda no topo da prateleira da divisão, soltou uma frase que a gente não pode tratar como simples curiosidade. Em entrevista ao Fight Forecast, o sul-africano projetou que um duelo pelo cinturão BMF pode entrar no radar mais adiante, como um fechamento de carreira com cara de “evento” e não apenas como mais uma luta.
Segundo apurou o Jogo Hoje, o ponto tático aqui é claro: du Plessis não está falando de rota imediata. Ele está falando de como quer ser lembrado quando o calendário começar a pesar. E, sinceramente, quem tem 32 anos e cartel de 23 vitórias e 3 derrotas não costuma desperdiçar o próprio enredo.
A fala de du Plessis e o que ele disse sobre o BMF
O recado do Dricus foi direto ao estilo dele: “Eu acredito que isso seja algo para o fim da carreira. Eu adoraria simplesmente entrar lá e ser um BMF.” É uma declaração que, fora do discurso, comunica duas coisas ao mercado do UFC. A primeira: ele quer manter o foco nas lutas que importam agora, onde o ranking e o mérito esportivo mandam. A segunda: ele enxerga o BMF como um tipo de combate que mede coragem, agressividade e narrativa midiática, quase como um troféu simbólico para bater no peito e encerrar do jeito certo.
Traduzindo para o idioma de quem acompanha briga de verdade: ele está pensando em “como sair”, não apenas “como vencer”. E isso muda a forma como a gente lê a trajetória do sul-africano dentro do octógono.
Por que a ideia faz sentido só mais à frente na carreira
Quando você está no topo dos médios, a pressão vem em ondas. Agora, du Plessis foi o número 1 do ranking e chegou a perder o cinturão no último compromisso pela organização. Isso costuma reduzir margem para experiências que não entregam retorno esportivo imediato. Então, faz sentido ele deixar o BMF como uma etapa tardia, quando o objetivo deixa de ser “voltar ao trono” e passa a ser “transformar a despedida em história”.
Além disso, existe uma lógica de risco x recompensa. Um cinturão como o BMF não é só técnico; é emocional, é brutal no marketing e exige que o atleta aceite o tipo de trocação que nem sempre combina com o plano de longo prazo. Por isso, a leitura tática é: du Plessis projeta o BMF como um ajuste de rota para os anos finais, quando ele já cumpriu a parte mais dura do trabalho.
Quem é o atual dono do cinturão BMF e como isso muda o cenário
Hoje, o cinturão BMF pertence a Charles do Bronx. Ele conquistou o título ao superar Max Holloway por decisão unânime no UFC 326, em 7 de março, em Las Vegas. Ou seja: o BMF está nas mãos de alguém que já prova, jogo após jogo, que entrega espetáculo e sustenta a narrativa quando o combate vira vitrine.
Isso muda o cenário porque du Plessis, ao mirar esse objetivo, não está mirando “um cinturão qualquer”. Ele estaria puxando uma luta com um campeão que representa a cara do BMF: explosão, presença e resistência sob pressão.
Situação de du Plessis no ranking dos médios e próximos passos
No recorte atual, du Plessis é o atual número 1 do ranking dos médios. Só que existe um detalhe que não dá para ignorar: ele perdeu o cinturão dos médios para Khamzat Chimaev no UFC 319, em agosto do ano passado, justamente na luta mais recente dele na organização. O histórico reforça a consistência: 23 vitórias e 3 derrotas.
Os próximos passos, portanto, não parecem ser “pular” para o BMF. A leitura do tabuleiro é outra: primeiro ele precisa reorganizar o ciclo do peso médio, olhando para o lugar que ocupa na fila do ranking dos médios do UFC e para quem surge como caminho mais lógico. O BMF, pelo que ele sinalizou, fica como assinatura de final de carreira. E, convenhamos, esse tipo de assinatura só funciona quando a base esportiva foi construída antes.
Perguntas Frequentes
O que é o cinturão BMF do UFC?
O BMF é um cinturão criado para valorizar lutas de alto impacto, com apelo de “durão” e narrativa forte. Na prática, ele costuma ser tratado como um prêmio simbólico de coragem e agressividade, além de chamar atenção do público.
Quem é o atual campeão BMF?
Atualmente, o cinturão BMF pertence a Charles do Bronx, que venceu Max Holloway por decisão unânime no UFC 326, em Las Vegas, no dia 7 de março.
Du Plessis pode disputar o BMF ainda em 2026?
O que du Plessis indicou aponta mais para uma janela distante, com foco em desafios relevantes na divisão dos médios antes de pensar em um duelo pelo BMF. Ou seja: 2026 é plausível apenas se o UFC encaixar a oportunidade no timing certo, mas a tendência do discurso é tratar o BMF como etapa final.