Carlos Prates vira top 2 e acende a fila do cinturão no UFC

Após atropelar Jack Della Maddalena, Carlos Prates saltou ao 2º lugar e virou peça central na corrida pelo título.

Segundo apurou o Jogo Hoje, o UFC Austrália em Perth não foi só um card principal para preencher tabela. Foi um daqueles recados táticos: Carlos Prates desorganizou o script, atropelou Jack Della Maddalena com nocaute técnico no 3º round e, na sequência, a atualização oficial do UFC reorganizou a ranking dos meio-médios com força total.

A pancada que mudou a divisão

Prates chegou em Perth como quem sabe exatamente o que fazer quando o jogo aperta. Contra um adversário de nome e com histórico de alto nível, o brasileiro não deu espaço para leitura longa, nem permitiu que o combate virasse um quebra-cabeça de controle. O resultado foi direto: vitória por nocaute técnico no terceiro assalto, uma espécie de “assinatura” de que a divisão dos 77 kg ganhou um novo motor.

E aí entra o ponto que muita gente ignora quando só repete o fato bruto: esse tipo de atuação não muda só o placar. Muda a hierarquia do ginásio. Prates subiu da 5ª para a 2ª posição, e isso é praticamente um convite para o próximo degrau da cadeia de decisões do UFC. Quando você entra no top 2, você não está “sonhando”. Você está no radar do title shot.

O que a nova atualização do ranking mostra

A atualização oficial do UFC desta terça-feira deixou claro como a organização pensa o momento da categoria: quem executa melhor sob pressão, ganha escala. No ranking, Carlos Prates ganhou três postos e saltou para a segunda colocação. Já Jack Della Maddalena, que vinha forte no topo, perdeu essa posição e caiu para a quarta.

Na ponta, quem assumiu foi Ian Machado Garry, e isso tem leitura tática e política. Garry passa a ser a referência de “próximo desafiante” no tabuleiro, enquanto a fila para encostar no cinturão fica mais quente do que nunca. No outro lado, o cinturão segue com Islam Makhachev, então a pergunta inevitável aparece, sempre: quem vai provar, no octógono, que merece ser a ponte entre o top e o título?

Prates agora está a uma vitória relevante de transformar presença em pretensão. A diferença entre estar no top 5 e estar no top 2 é enorme. No top 2, o UFC já começa a planejar o futuro com você em mente. E você sente isso na forma como os adversários passam a ser escalados.

Quem ganhou e quem perdeu espaço no meio-médio

O ganho de Prates é óbvio no número: 2º lugar e credencial reforçada. Mas o que chama atenção é o impacto no equilíbrio da categoria. Della Maddalena caiu para a 4ª posição, e isso redesenha quem controla o ritmo da divisão.

Quando um nome do topo sai do eixo, o resto da lista começa a se mexer como dominó: encurtam-se as rotas para duelos de alto valor, aumentam-se as chances de cruzamentos com quem já estava na órbita do cinturão e o “card principal” vira ainda mais seletivo. Prates, agora, entra como peça central no quebra-cabeça dos meio-médios.

É aqui que eu bato o martelo: a escalada não é só mérito técnico. É timing. E o timing dele encaixou com a necessidade da divisão.

Por que Prates entrou de vez na conversa pelo cinturão

Vamos juntar as peças sem romantizar: o UFC não premia apenas quem vence. Premia quem vence de um jeito que altera a percepção de ameaça. Contra Maddalena, Prates entregou exatamente o tipo de resposta que faz o cinturão “parecer mais acessível”. O nocaute técnico no 3º round não deixa margem para debate sobre competitividade imediata.

Na prática, esse avanço coloca Prates perto do tipo de luta que vale title shot. Quando você está em ranking dos meio-médios no top 2, a conversa deixa de ser “se” e vira “quando”. Só que existe um requisito tácito: manter o nível e não dar brecha para que a categoria te trate como caso pontual. O UFC Austrália, em Perth, já carimbou que não foi um tropeço do adversário.

Agora, a responsabilidade muda de lado. E é aí que o brasileiro precisa provar que sabe repetir o padrão, não só criar um momento.

Outras mexidas do UFC Austrália que mexeram no top 15

O card também mexeu em outras gavetas, e isso diz muito sobre o que vem por aí. No co-main event, Quinlan Salkilld venceu Beneil Dariush ainda no primeiro assalto e entrou no ranking dos leves na 12ª posição. Dariush caiu para a 14ª colocação, e esse tipo de troca costuma abrir portas para matchups interessantes na parte de cima.

Nos moscas, Steve Erceg subiu da 12ª para a 10ª após vencer Tim Elliott. E, no pesado, tem retorno de peso: Valter Walker voltou ao top 15 e apareceu em 13º, enquanto Tallison Teixeira caiu da 13ª para a 14ª. Quando o ranking “encolhe” perto do top 15, o recado é simples: todo próximo resultado pesa.

Até quem não estava no radar tradicional ganhou destaque. Brando Pericic, estreante na lista, entrou fechando a relação depois do nocaute sobre Shamil Gaziev em Perth. É o tipo de movimento que o torcedor vê no resultado, mas o analista tático enxerga como oportunidade de rotas futuras dentro do ranking.

O Veredito Jogo Hoje

O que o UFC Austrália fez com Carlos Prates foi mais do que subir posições: foi reposicionar o brasileiro como ameaça real na divisão dos 77 kg. Celebrar a vitória é justo, mas o jogo de verdade está na leitura do cenário. Prates entrou no ranking dos meio-médios como quem oferece uma rota direta para title shot, e isso muda a forma como o resto da categoria precisa se comportar a partir de agora. Aqui, a fila não espera. Ela reage.

Perguntas Frequentes

Em que posição Carlos Prates ficou no ranking do UFC?

Prates subiu da 5ª para a 2ª posição no ranking dos meio-médios.

Quem assumiu a liderança dos meio-médios após o UFC Austrália?

Quem assumiu a ponta foi Ian Machado Garry.

Carlos Prates já pode disputar o cinturão em seguida?

Com o top 2 e a força do nocaute técnico, Prates se coloca muito perto de uma luta de title shot, mas a confirmação depende do planejamento do UFC e de próximos resultados na categoria.

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