A gota d'água que pode custar a carreira
Pronto. Pode ser que tenha chegado ao fim a passagem de Rafael "Macapá" Estevam pelo UFC. O que deveria ser uma chance de redenção no peso-galo virou um pesadelo completo no UFC Vegas 115, neste sábado (4).
Primeiro, mais uma falha na balança. Depois, um nocaute brutal diante de Ethyn Ewing que deixou o brasileiro ensanguentado e nocauteado no terceiro round.
Agora? A situação é crítica.
Histórico explosivo que não engana ninguém
Vamos aos fatos que ninguém quer falar claramente: Rafael Macapá virou um problema para o UFC. Não é de hoje. Quando lutava no peso-mosca, já havia cometido infrações na balança. Agora, em sua estreia no peso-galo, repetiu o erro.
Duas categorias, mesma irresponsabilidade. E o Ultimate não perdoa esse tipo de desleixo - principalmente quando vem acompanhado de performances decepcionantes dentro do octógono.
"É possível que o Ultimate opte por demitir o lutador brasileiro", já sussurram nos bastidores. E não é papo de corredor. A organização tem histórico recente de cortes sumários por problemas similares.
A surra que selou o destino
Como se a falha na balança não bastasse, Rafael entregou uma das performances mais apáticas da noite. Acuado desde o primeiro segundo, nunca conseguiu impor seu ritmo contra Ewing.
O americano controlou o centro do cage como quem passeia no parque. Cada tentativa de queda do brasileiro? Facilmente neutralizada. Cada troca no pé? Macapá levava a pior e sentia o peso das mãos do rival.
No primeiro round, quase foi nocauteado. Salvou-se pelo gongo após uma combinação devastadora de Ewing.
Nem as orientações do renomado Dedé Pederneiras, da Nova União - a mesma academia que revelou José Aldo -, conseguiram despertar o lutador. No segundo assalto, mais do mesmo: domínio total do americano.
E no terceiro? Fim de linha. Ethyn não teve piedade, machucou Macapá com volume e potência, e um soco certeiro no corpo derrubou o brasileiro para o nocaute definitivo.
O drama por trás dos holofotes
Aqui vai a real que poucos contam: Rafael Macapá estava sob pressão máxima para provar que merecia continuar no plantel do UFC. A mudança de categoria era sua última cartada.
Falhou miseravelmente.
Agora, com esse histórico de problemas na balança em duas divisões diferentes e uma performance vexatória, os dias dele na organização podem estar contados. O UFC não é conhecido pela paciência com atletas que criam problemas administrativos e não entregam dentro do cage.
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Outros resultados do UFC Vegas 115
A noite teve outros brasileiros em ação, alguns com mais sorte que Macapá:
• José Delano venceu Robert Ruchala por decisão unânime
• Alessandro Costa venceu Stewart Nicoll por nocaute técnico
• Alice Pereira venceu Hailey Cowan por nocaute
• Dione Barbosa venceu Melissa Gatto por decisão majoritária
Enquanto isso, Ethyn Ewing celebra uma vitória que pode ter encerrado a carreira de um brasileiro no UFC. O esporte é cruel assim mesmo.