Criciúma vence na insistência, expulsa e vê Otero decidir no fim pela Série B

Criciúma vence o Botafogo SP por 1 a 0 na Série B. Otero marca aos 90+8 após expulsão de Willean Lepo e defesa segura no fim.

O Criciúma venceu o Botafogo SP por 1 a 0, pela Série B, e fez valer a insistência até o apito final. R. Otero marcou o gol da vitória aos 90+8, depois de uma etapa em que o time ficou com um a menos após a expulsão de Willean Lepo aos 60.

O roteiro do jogo foi, ao mesmo tempo, cruel e eficiente: o Criciúma construiu o plano para não se expor, sofreu com o ritmo que o Botafogo tentou impor e ainda assim conseguiu atravessar o momento mais instável do confronto. Quando a expulsão aconteceu, era comum esperar um desarranjo — mas o que se viu foi um ajuste tático de sobrevivência, com bloco baixo compacto, cobertura dos corredores e uma transição defensiva que evitou que o adversário virasse a partida com facilidade. Do outro lado, o Botafogo até teve posse e buscou ocupar o campo ofensivo, mas esbarrou na organização para recuperar a segunda bola e na dificuldade de finalizar com qualidade: foram apenas 1 chute no alvo, um volume que diz muito sobre o tipo de jogo que o Criciúma conseguiu impor.

Como foi o jogo

A partida começou com cara de disputa física e tática, típica de Série B: muitas disputas no meio, presença constante de marcação por zona e pouca generosidade para o passe vertical. O Criciúma conseguiu manter um equilíbrio perigoso — sem abrir demais o espaço, mas com capacidade de acelerar em transição sempre que a saída do Botafogo deixava uma janela. A posse oscilou, e mesmo com 51% de bola, o time catarinense não “amassou”; preferiu controlar o tempo do jogo, aceitar o jogo truncado e apostar em reações rápidas.

O primeiro tempo seguiu com cartões e sinais de que a partida poderia sair do controle em qualquer lance de intensidade. Aos 43 minutos, o Botafogo levou amarelo com Patrick Brey, e a sequência do jogo mostrou que o time visitante buscava impor ritmo com faltas táticas e pressão na saída. Ainda assim, o Criciúma sustentou as linhas, fechou o centro e tentou ganhar as laterais nos momentos certos. O placar no intervalo, portanto, era justo pelo que ambos produziram: não havia um “domínio” claro, mas também não faltava luta.

No intervalo, as substituições vieram para ajustar dinâmica e fôlego. Logo aos 46 minutos, o Criciúma mexeu com Romarinho no lugar de Thiaguinho, enquanto o Botafogo respondeu com Rafael Gava por Leandro Maciel. A segunda etapa ganhou velocidade, e foi aí que o jogo virou em termos de intensidade — até o ponto em que a expulsão apareceu como divisor.

Aos 60 minutos, Willean Lepo recebeu cartão vermelho e deixou o Criciúma com um jogador a menos. O estádio sentiu o peso do lance: a partir dali, o Botafogo passou a ter a missão mais clara do confronto — aumentar a pressão e tentar transformar posse em finalização. O problema é que, mesmo com um homem a mais, o visitante não conseguiu encaixar a sequência que costuma virar jogos. O Criciúma, em vez de desmoronar, reorganizou o posicionamento e reforçou o corredor central para impedir a penetração. Foi o tipo de ajuste que sustenta o resultado em jogos de placar apertado.

Com o passar dos minutos, o Botafogo foi tentando agressividade com trocas. Aos 69 minutos, Thiago Moraes entrou no lugar de Jefferson Nem. Aos 70, Carlao substituiu Wallace. As mexidas indicavam busca por mais presença na área, mas a estatística de chutes a gol (3 do Criciúma contra 1 do Botafogo no alvo) refletiu o que aconteceu na prática: o Criciúma conseguiu manter a marcação por zona e, principalmente, reduzir a chance de finalizações limpas.

O gol que decidiu

O gol da vitória veio como um golpe final, e não como fruto de um domínio contínuo. Aos 90+8, o Criciúma marcou com R. Otero. O que chama atenção nesse tipo de final é que ele não acontece “por acaso”: surge quando o adversário, já pressionando para empatar, abre espaço para transições e para bola recuperada em região intermediária. Com o Botafogo empurrado, o Criciúma encontrou o momento certo para atacar a fração de tempo em que a defesa visitante perde alinhamento.

Na prática, o gol encerrou a principal disputa do jogo: o Botafogo tentou transformar o a mais de jogadores em volume, mas o Criciúma conseguiu administrar o desgaste, manter a estrutura e punir no último lance com frieza. O 1 a 0, portanto, não foi apenas um placar mínimo: foi a recompensa por uma estratégia de administração do placar e por uma leitura correta do que fazer após a expulsão.

Quem se destacou

R. Otero foi o nome mais importante da noite pelo impacto direto no placar. Ele não entrou como coadjuvante: marcou aos 90+8 e deu ao Criciúma a vitória que parecia improvável minutos antes, quando o time ficou com um a menos. Além disso, a atuação de Otero no momento decisivo reforçou o valor de manter o foco mesmo após sofrer a virada de cenário provocada pela expulsão.

Willean Lepo, apesar da expulsão, também virou referência do jogo pelo “antes e depois” do lance. O cartão vermelho aos 60 minutos poderia ter mudado o confronto para o lado do Botafogo. Não mudou — e isso diz respeito ao trabalho do restante do time em reorganizar o sistema, garantir cobertura e evitar que a superioridade numérica do adversário virasse sequência de finalizações.

No lado do Botafogo, o destaque foi mais pela tentativa do que por resultado: o time buscou presença com substituições ao longo do segundo tempo, mas esbarrou na dificuldade de concluir. As estatísticas contam: o goleiro do Criciúma teve 1 defesa e ainda assim o Botafogo terminou com apenas 1 chute no alvo. Esse é o tipo de jogo em que o mérito defensivo do adversário pesa.

Substituições e impacto

As mudanças foram numerosas e tentaram dar resposta ao contexto. O Criciúma fez trocas para ajustar intensidade e preservar o desenho tático após a expulsão: aos 46 minutos, Romarinho entrou; aos 57, Fellipe Mateus e Waguininho apareceram para manter energia e dar opções no campo; aos 64, Thiaguinho substituiu; aos 76, Gui Lobo entrou; e aos 85, o time ainda mexeu com Pedro Henrique para fechar espaços e sustentar o fim de jogo. Essa sequência de alterações não parece “para atacar”, mas sim para manter o time vivo fisicamente, controlar ritmo e evitar que o Botafogo criasse uma avalanche.

O Botafogo, por sua vez, também fez três substituições com o objetivo de ganhar área e volume: aos 49, Hygor por Ze Hugo; aos 69, Thiago Moraes por Jefferson Nem; aos 70, Carlao por Wallace; e aos 85, Pedro Henrique por Marco Antonio. O problema é que, enquanto o visitante buscou mais agressividade, o Criciúma ajustou a compressão defensiva e segurou as linhas, impedindo que as trocas se convertessem em finalizações decisivas.

Estatísticas contam a história

Os números reforçam a leitura do jogo. A posse foi equilibrada: 51% para o Criciúma e 49% para o Botafogo SP. Mas o diferencial esteve na qualidade das tentativas: foram 3 chutes a gol do Criciúma contra apenas 1 do Botafogo no alvo. Os escanteios também mostram vantagem para o mandante: 9 contra 6. E, quando o Botafogo conseguiu levar perigo, o goleiro do Criciúma segurou — enquanto o Criciúma teve 1 defesa contra 2 do goleiro do Botafogo.

Ou seja: mesmo sem dominar pelo volume ofensivo, o Criciúma foi mais efetivo no que realmente importa. Em jogos de Série B, isso costuma definir pontos — especialmente quando o adversário chega com a necessidade de pressionar e encontra uma equipe que não se desorganiza.

O que muda na tabela

O resultado muda o cenário para os dois lados na Série B. O Criciúma ganha 3 pontos que pesam na briga pelas posições mais altas, porque transforma um jogo difícil — e com expulsão no meio — em vantagem concreta. Para o Botafogo SP, a derrota representa um recuo e uma chance perdida de encostar em objetivos que a rodada permitia.

O mais importante é a mensagem tática: o Criciúma mostrou que consegue pontuar mesmo quando o roteiro sai do controle inicial. E, para um time que quer crescer no campeonato, isso é ouro. Já o Botafogo precisa refletir sobre a eficiência. Posse sem ameaça real vira frustração, e o placar prova isso.

O Veredito Jogo Hoje

O Criciúma venceu com mentalidade de jogo grande: levou a expulsão como um problema a ser administrado, não como um convite ao caos, manteve o bloco baixo, controlou a transição do Botafogo e matou no fim com R. Otero. O Botafogo, apesar das substituições e da busca por volume, não conseguiu transformar superioridade em finalização — e saiu punido. Foi uma partida em que a Série B falou mais alto: quem sustenta o plano até o último segundo leva os três pontos. Para mais emoções, siga Jogo Hoje.

Perguntas Frequentes

Quem venceu Criciúma x Botafogo SP e qual foi o placar?

O Criciúma venceu Botafogo SP por 1 a 0 pela Série B.

Quem marcou o gol da vitória?

R. Otero marcou o gol do Criciúma aos 90+8.

Como fica a classificação após o resultado?

Com a vitória por 1 a 0, o Criciúma soma pontos importantes na Série B, enquanto o Botafogo SP perde terreno após não conseguir empatar.

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