Atletico-MG vence o Atletico Paranaense na Serie A e respira na tabela

Atletico-MG bate o Atletico Paranaense por 2 a 1 na Serie A. Victor Hugo e Gustavo Scarpa marcam; Julimar desconta no fim.

O Atletico-MG venceu o Atletico Paranaense por 2 a 1 na Arena MRV, pela Serie A. Victor Hugo abriu o placar aos 6 minutos, Gustavo Scarpa fez o gol decisivo aos 80, e Julimar ainda descontou para o time paranaense nos acréscimos.

Foi um jogo de controle alternado, de muito esforço físico e pouca margem para erro, especialmente depois que o Galo fez o gol cedo e passou a conviver com a pressão do adversário. O Atlético Mineiro não teve a bola por muito tempo, mas foi mais agressivo quando conseguiu acelerar, enquanto o Athletico-PR empurrou a partida para o campo ofensivo, acumulou escanteios e terminou com mais posse, sem transformar esse volume em superioridade real no placar. No fim, a equipe mineira foi mais madura para esperar o momento certo e matar o confronto com Scarpa, em lance construído pela direita e finalizado com categoria.

Como foi o jogo

O roteiro começou com o Atletico-MG em vantagem muito cedo. Aos 6 minutos, Victor Hugo apareceu para aproveitar a chegada inicial do time da casa e dar tranquilidade a um jogo que poderia, pela idade das duas equipes em campo e pela necessidade de resultado, ganhar contornos nervosos logo de cara. O gol mudou o cenário: o Galo baixou um pouco as linhas, passou a apostar em transições mais rápidas e deixou o Atletico Paranaense com mais iniciativa com a bola.

O visitante até conseguiu empilhar posse de bola e escanteios, mas faltou transformar esse volume em chances realmente limpas. A equipe de Curitiba terminou com 51% de posse e oito escanteios, números que mostram presença territorial, mas não necessariamente domínio de perigo. A defesa mineira conseguiu sobreviver bem aos cruzamentos e às segundas bolas, enquanto o goleiro atleticano foi exigido apenas em momentos pontuais. Do outro lado, o Galo foi mais objetivo: finalizou cinco vezes no alvo contra três do rival e aproveitou melhor as poucas brechas oferecidas.

O primeiro tempo ainda teve um cartão amarelo para F. Aguirre, aos 19 minutos, sinal de que a partida já estava fisicamente intensa. Depois do intervalo, o Athletico voltou mexido, com três alterações logo aos 46 minutos, tentando ganhar fôlego e velocidade pelos lados. A estratégia fez o time crescer no jogo, mas não foi suficiente para desmontar a organização defensiva mineira. O Atlético-MG, por sua vez, administrou bem a vantagem, demorou a mexer e esperou o momento certo para acelerar novamente.

O gol que decidiu

O lance que definiu a partida saiu aos 80 minutos e teve participação importante de Natanael na assistência para Gustavo Scarpa. Foi o gol que premiou o time que soube sofrer mais sem perder a lucidez. Scarpa apareceu no momento em que o jogo pedia alguém capaz de decidir com qualidade técnica, justamente quando o Athletico-PR parecia mais perto de empatar do que o Galo de ampliar.

A jogada teve peso não apenas pelo minuto em que aconteceu, mas pelo contexto. O Atlético Mineiro já vinha sendo pressionado por mais posse e mais bolas levantadas na área, e a resposta foi um ataque bem executado, sem pressa e sem rifar a bola. Scarpa, um dos nomes mais experientes do elenco, leu bem a movimentação, recebeu em condição favorável e fez o segundo gol da noite, praticamente selando os três pontos para o time da casa.

O Athletico ainda encontrou forças para reagir. Aos 88 minutos, Julimar marcou e recolocou tensão na partida, depois de assistência de João Cruz. O gol tardio, porém, veio tarde demais para mudar o desfecho. Ainda houve substituição para a entrada de Luiz Gustavo no mesmo momento, mas o relógio trabalhava contra o visitante, que não teve tempo suficiente para construir uma pressão real no abafa.

Quem se destacou

Victor Hugo foi o nome do início do jogo. O gol aos 6 minutos deu ao Atletico-MG a vantagem que mudou toda a lógica da partida. Além dele, Gustavo Scarpa foi o jogador mais decisivo do segundo tempo, com o gol que encaminhou o triunfo e deu ao Galo uma vitória de valor importante na Serie A.

No lado visitante, João Cruz participou do gol de Julimar e foi uma das poucas peças a conseguir encontrar espaço entre as linhas. Mesmo assim, o melhor momento do Atletico Paranaense foi coletivo, pela capacidade de manter a bola no campo de ataque e forçar o adversário a defender por longos períodos. Faltou, porém, uma presença mais contundente dentro da área e uma tomada de decisão mais precisa no último passe.

Entre os defensores, Natanael merece destaque pela assistência no gol de Scarpa e pela leitura de jogo em um confronto de muito desgaste. Do outro lado, o time paranaense também contou com boa participação de seu goleiro em lances de intervenção, mas o número de defesas mostra que o volume ofensivo do Atlético-MG, mesmo menor em posse, foi mais qualificado.

Substituições e impacto

As mexidas dos dois lados ajudam a explicar o ritmo da reta final. O Atletico-MG demorou mais para alterar sua estrutura, fazendo a primeira mudança apenas aos 69 minutos, com Cuello entrando no lugar de Dudu. Depois, T. Perez e Reinier também ganharam minutos, e Victor Hugo deixou o campo aos 77. Aos 86, Hulk entrou na vaga de M. Cassierra, reforçando a ideia de um time que queria segurar o resultado e, ao mesmo tempo, ter uma referência física na frente para o fim do jogo.

O Atletico Paranaense foi mais agressivo nas alterações logo após o intervalo. S. Mendoza, Dudu Kogitzki e Jadson entraram aos 46 minutos, em tentativa clara de aumentar a rotação ofensiva e dar mais profundidade ao time. Mais tarde, Leo Derik e Luiz Gustavo também foram acionados, mas o efeito prático foi limitado. O visitante até conseguiu manter a bola, porém esbarrou na falta de objetividade para transformar presença em gol.

Do ponto de vista mental, a vitória vale muito para o Galo. Depois de abrir o placar cedo e ver o adversário crescer, a equipe não se desorganizou. Segurou a pressão, aceitou sofrer em alguns momentos e foi letal quando a chance apareceu. Esse tipo de resultado costuma pesar positivamente em uma campanha longa, porque mostra capacidade de competir em cenários diferentes. Para o Athletico, fica a sensação oposta: a de que houve espaço para buscar algo maior, mas a equipe pecou na hora de finalizar a reação.

O que muda na tabela

Com a vitória, o Atletico-MG soma três pontos valiosos para ganhar confiança e seguir firme na disputa da parte de cima da Serie A. O resultado reforça a importância de vencer confrontos diretos e de aproveitar jogos em casa, especialmente em um campeonato em que qualquer sequência positiva muda o humor do time e da torcida.

Para o Atletico Paranaense, a derrota pesa porque veio depois de uma atuação competitiva, com mais posse e mais escanteios, mas sem recompensa no placar. Em torneios equilibrados, perder jogos assim costuma custar caro: além dos pontos, há o impacto emocional de sentir que a equipe produziu o suficiente para ao menos arrancar um empate. A equipe sai de campo com a necessidade de corrigir a última bola e melhorar a presença ofensiva dentro da área.

Na leitura mais ampla, o jogo reforça uma tendência conhecida do Brasileirão: não basta controlar a bola. É preciso ser mais eficiente na área rival e mais firme nos poucos erros permitidos. O Galo entendeu isso melhor nesta noite e, por isso, saiu com uma vitória que vale mais do que o placar sugere. Para acompanhar mais análises, resultados e bastidores da rodada, o torcedor pode seguir no Jogo Hoje.

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