Real Sociedad e Alaves empatam 3 a 3 no La Liga com vermelho no fim

Real Sociedad 3 x 3 Alaves pela La Liga: Boye empata aos 90+7 com assistência de D. Suárez. S. Gomez recebe vermelho aos 90+3.

Real Sociedad e Alaves empataram por 3 a 3 em jogo disputado pela La Liga, com placar construído em sequência e final agitado. D. Suárez teve papel decisivo na reta final ao assistir L. Boye no gol do empate aos 90+7, enquanto S. Gomez foi expulso aos 90+3.

O que parecia controle do Real Sociedad virou um festival de transições, correções tardias e bola na área em ritmo acelerado. A partida começou com um golpe frio: logo aos 3 minutos, uma jogada do Alaves terminou em gol contra de D. Caleta-Car, abrindo o placar contra o roteiro mais comum de um time mandante pressionando desde cedo. A partir daí, o jogo ganhou um desenho claro: o Sociedad insistia em volume e posse (54%), mas o Alaves encontrava espaços para atacar nas costas e para punir na primeira oportunidade.

Esse tipo de duelo é sempre perigoso quando o bloco não consegue manter equilíbrio após a perda. E foi exatamente o que aconteceu. A equipe de casa teve chutes no alvo (4) e escanteios (8), mas deixou o adversário viver momentos de segunda bola e de ataque com pouca distância entre setores — um cenário que costuma aumentar a eficiência em transição rápida e reduzir o tempo de reação da marcação por zona. O Alaves, por sua vez, finalizou menos, mas com impacto: 2 chutes no alvo viraram gols, além do gol contra que já havia inaugurado o placar.

Como foi o jogo

Do minuto inicial ao intervalo, o jogo alternou controle e punição. Aos 14 minutos, o Real Sociedad conseguiu resposta: T. Kubo participou da construção e Sucic finalizou para deixar tudo igual. O empate, porém, não acalmou o confronto. A dinâmica seguiu aberta, com o Alaves aceitando o risco e o Sociedad tentando acelerar em busca de novo gol.

Aos 24 minutos, o Alaves voltou a marcar com I. Diabate. O gol recolocou o time visitante na frente e reforçou o problema principal do Sociedad na noite: mesmo com posse e escanteios, faltou consistência defensiva quando o adversário encurtava o caminho até a área. A estatística de defesas do goleiro do Sociedad aparece como “N/A” no relatório, mas isso não significa domínio pleno; significa que o jogo teve poucos chutes no alvo do Alaves antes dos gols, e os que apareceram foram decisivos.

Quando o placar parecia caminhar para um desfecho mais previsível, o Sociedad voltou a mexer e, aos 27 minutos, ainda antes do fim do primeiro tempo, seguiu alternando pressão e tentativa de recuperar a bola com intensidade. O resultado disso foi o segundo tempo com novas peças e a sensação de que o empate era possível, mas que seria custoso — e foi.

No segundo tempo, o La Real Sociedad aumentou a frequência ofensiva e tentou transformar posse em finalizações. Aos 60 minutos, O. Oskarsson marcou o terceiro gol do jogo para o Sociedad, com assistência de T. Kubo. A partir daí, a partida entrou na fase mais caótica: o Alaves passou a buscar resposta com mais gente avançada, e o Sociedad, mesmo tentando manter linhas adiantadas, foi obrigado a correr atrás dos espaços criados pela própria busca por controle.

As substituições deixaram claro que nenhum dos dois queria perder, mas ambos também não conseguiram “matar” o jogo. O Sociedad fez trocas em bloco para equilibrar energia e presença na área: aos 46 minutos, tirou A. Barrenetxea e colocou A. Barrenetxea? (na lista: substituição 1 por A. Barrenetxea, assistido por G. Guedes), depois aos 54 minutos trocou B. Mendez (entrou no lugar de?) e aos 72 minutos colocou O. Oskarsson (assistência de P. Marin). Já aos 86 minutos, vieram as duas mudanças finais: A. Elustondo por A. Munoz e L. Sucic por L. Beitia. O Alaves respondeu com mudanças para preservar o ritmo e tentar atacar os intervalos: aos 66 minutos, trocou J. Guridi (com assistência de C. Alena) e P. Ibanez (com assistência de A. Guevara), e mais tarde mexeu novamente aos 86 minutos com A. Perez (assistência de D. Suárez).

O jogo seguiu até os minutos finais com pressão e disputa de território. Aos 90+3, o Sociedad levou um golpe disciplinar: S. Gomez recebeu cartão vermelho. Mesmo com um a menos, o time da casa não conseguiu transformar o susto em controle; o Alaves encontrou o espaço e, aos 90+7, L. Boye marcou para empatar, com assistência de D. Suárez. O final ainda teve cartões amarelos para Card (D. Suarez) e para G. Guedes, confirmando que o tempo foi engolido por disputa e tensão.

Os gols e o roteiro do placar

O roteiro do 3 a 3 foi desenhado em quatro atos. Primeiro, um início de jogo que virou contra o mandante: aos 3 minutos, D. Caleta-Car marcou contra, colocando o Alaves na frente. Depois, o Sociedad respondeu com força ofensiva organizada e finalização: aos 14 minutos, Sucic empatou, aproveitando participação de A. Barrenetxea. O terceiro ato foi a reviravolta do visitante: aos 24 minutos, Diabate colocou o Alaves novamente à frente.

Quando parecia que o Alaves sustentaria a vantagem, o Sociedad encontrou o caminho pela linha de ataque e por movimentos que abrem espaço entre marcação e cobertura. Aos 60 minutos, O. Oskarsson fez o gol que devolveu a igualdade e colocou o Real Sociedad novamente no controle do placar. Só que o último ato foi do Alaves: com paciência para sobreviver ao período mais intenso do Sociedad, o time voltou a ferir aos 90+7, quando L. Boye concluiu após assistência de D. Suárez.

Em termos táticos, o que chama atenção é como os gols aconteceram com o jogo ainda “vivo”. Não houve um gol que desacelerasse claramente o adversário; houve, sim, resposta imediata ou reataque em transição rápida. Isso é típico de partidas em que a equipe com maior posse não consegue transformar vantagem territorial em superioridade defensiva após a perda, e o adversário, mesmo com menos chutes no alvo, faz cruzamentos e finalizações com alto valor de risco.

Quem se destacou

Os destaques da noite não ficaram restritos a quem marcou. D. Suárez, com assistência no gol de Boye aos 90+7, foi o nome mais determinante para o ponto final. O momento foi crucial: com S. Gomez expulso aos 90+3, o Alaves precisava de uma execução limpa para não sofrer o golpe psicológico do “um a mais” do Sociedad. Suárez conseguiu criar a oportunidade e, com isso, repetiu a importância de quem decide no detalhe.

Oskarsson também teve papel relevante ao fazer o gol aos 60 minutos, recolocando o Sociedad no jogo e sustentando a pressão ofensiva. Do lado do Sociedad, Sucic foi responsável pelo gol inicial de reação, aos 14 minutos, e ajudou a manter a equipe viva após o gol contra sofrido cedo. Já Boye fechou o enredo com o gol do empate no fim, transformando um cenário de derrota em ponto conquistado na base do sangue frio.

Substituições e impacto

O técnico do Real Sociedad tentou ajustar o meio e a frente para aumentar volume ofensivo e reforçar presença na zona de finalização. As trocas aos 54, 72 e 86 minutos buscaram manter energia e atacar com mais gente, mas o custo apareceu: quanto mais o Sociedad foi para cima, mais abriu espaço para o Alaves explorar as costas e acelerar a transição. A decisão de seguir pressionando mesmo com o tempo avançando foi correta em intenção, porém arriscada na execução defensiva.

O Alaves, por outro lado, usou substituições para preservar disputa física e manter opções de contra-ataque. As entradas aos 66 e 86 minutos ajudaram o time a chegar com mais frescor no fim, justamente o período em que o Sociedad mais pressionou. O gol de Boye aos 90+7 é a prova de que o plano de sobrevivência ao assédio funcionou: quando o jogo entrou no “uma bola define”, o Alaves teve o último lance.

O que muda na tabela

Um 3 a 3 na La Liga é resultado que mexe, mas não resolve completamente os problemas. Para o Real Sociedad, o principal alerta é defensivo: não basta criar chances (houve 8 escanteios e posse maior), se a equipe sofre em transição e permite gols com poucos chutes no alvo do adversário. Para o Alaves, o ponto tem valor psicológico e físico: confirma que o time aguenta calendário e pressão, e que o bloco consegue resistir quando o jogo acelera, mesmo abrindo vantagem e vendo o adversário reagir.

Na leitura de tabela, o empate impede que um dos lados “descole” na classificação imediata. Porém, deixa marcas: o Sociedad sai com sensação de que poderia ter controlado melhor o fim; o Alaves entra em campo com confiança renovada de que consegue pontuar em jogos abertos, apesar do risco de sofrer gols em sequência.

Cartões, expulsão e tensão final

A expulsão de S. Gomez aos 90+3 foi o ponto de virada emocional. Com um a menos, o Sociedad precisaria transformar o último trecho em administração: cortar passes, diminuir transição rápida e proteger o corredor central. Só que o Alaves conseguiu manter a estrutura ofensiva e, ao invés de ser sufocado, atacou a janela que restou após a correria final.

Nos minutos finais, também houve cartões amarelos: aos 90+2 para P. Matarazzo, aos 90+9 para G. Guedes, e aos 90+10 para Card, além do cartão amarelo de 90+? (conforme lista). Esse conjunto reforça que a partida foi decidida na disputa, não apenas na estratégia — e que o jogo entrou em fase de “choque de intenções” quando a bola passou a valer mais que o posicionamento.

O Veredito Jogo Hoje

O empate em 3 a 3 deixa uma mensagem clara na La Liga: o Real Sociedad domina por volume, mas ainda perde tempo demais para corrigir a marcação quando a posse vira perda — e isso custa caro contra times que vivem de transição rápida. Já o Alaves mostrou maturidade para não se desmanchar após o gol contra e soube atravessar o assédio até o último lance. No fim, o 3 a 3 é justo pelo que os dois produziram, mas o Sociedad sai com mais frustração: tinha jogo para fechar, e deixou escorrer.

Perguntas Frequentes

Qual foi o placar final de Real Sociedad x Alaves?

Real Sociedad 3 x 3 Alaves, pela La Liga.

Quem marcou o gol do empate do Alaves aos 90+7?

L. Boye marcou o gol do empate, com assistência de D. Suárez.

Teve expulsão no jogo? Quem foi?

Sim. S. Gomez recebeu cartão vermelho aos 90+3 no Real Sociedad x Alaves pela La Liga.

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