Zubeldía mexe no Flu e uma peça muda tudo em Mendoza

Fluminense está escalado para encarar o Independiente Rivadavia; retorno de Acosta e pressão no Grupo C mudam o cenário.

O Jogo Hoje destaca: o Fluminense está escalado para encarar o Independiente Rivadavia em Mendoza, às 21h30 (horário de Brasília), pela 4ª rodada da fase de grupos da Libertadores. E convenhamos: é jogo decisivo de verdade, daqueles que não perdoam erro bobo, ainda mais quando o time chega no sufoco.

Escalação confirmada do Fluminense

O cenário no Grupo C é cruel. O Fluminense aparece em último lugar, com apenas 1 ponto. Depois do 2 a 0 sofrido para o Bolívar, a pressão pós-perda virou rotina no vestiário. Agora é Mendoza, fora de casa, e a noite cobra atitude desde o primeiro minuto.

O time de Luis Zubeldía vai a campo com: Fábio; Guga, Ignácio, Freytes e Guilherme Arana; Hércules, Nonato e Lucho Acosta; Savarino, Canobbio e Rodrigo Castillo.

O que muda com o retorno de Lucho Acosta

O retorno de Acosta muda mais do que o nome na prancheta. Ele volta como retorno de titular e, principalmente, como peça de ligação. Dá para sentir o recado tático: o Fluminense quer qualificar a última passada sem ficar dependente de chutão. Acosta tende a funcionar como armador entrelinhas, aparecendo no corredor interno para receber de costas, girar e puxar o time para a transição ofensiva quando a bola rouba no meio.

Com isso, a tendência é o Fluminense buscar um bloco médio com mais controle de espaço. Em vez de se defender apenas na reação, a equipe tenta encurtar linhas, condicionar o adversário e, quando tiver a recuperação, acelerar com intenção. É jogo de sobrevivência, mas também é jogo de engenharia: se o meio estiver vivo, o ataque ganha desenho.

Ausências e escolhas de Zubeldía para o jogo

Uma ausência pesa: Martinelli segue lesionado. A ausência abre espaço para a composição escolhida por Zubeldía, que não parece ter intenção de “amarrar” demais o time. O que ele faz é ajustar funções para manter o fluxo.

Repare como a escalação sugere equilíbrio de tarefas:

  • Hércules e Nonato ficam com a responsabilidade de sustentar o ritmo, protegendo as costas e ajudando na organização após a perda.
  • Acosta recebe a missão de ser a ponte: entrelinhas, aproximação e leitura para transformar posse em perigo.
  • Canobbio e Savarino ficam mais próximos de agressividade ofensiva, atacando por fora e oferecendo opções para combinações curtas.
  • Rodrigo Castillo ganha papel de referência para esticar a defesa e dar alternativa quando a bola chega no tempo certo.

Agora, a pergunta que não sai da cabeça: se o Independiente Rivadavia insistir em pressionar alto, o Fluminense aguenta o tranco sem virar presa fácil? A resposta passa por como os volantes se posicionam na saída e por quanto tempo o time consegue manter linhas compactas sem perder o timing do passe.

O peso da partida na tabela do Grupo C

No Grupo C, o relógio não perdoa. Estamos falando de fase de grupos, mas a sensação é de mata-mata. O Fluminense está em último lugar com 1 ponto. Uma vitória recoloca o time na disputa e devolve oxigênio ao plano de classificação; uma derrota, do jeito que o futebol pune, praticamente afunda as chances.

Depois do 2 a 0 para o Bolívar, a estrutura emocional precisa ser outra. Não é só correr mais: é decidir melhor. E é aqui que a presença de Acosta pode ajudar a cortar o excesso de ansiedade. Se o time conseguir manter a bola no setor certo e acionar rápido os homens de frente, a pressão pós-perda vira ferramenta, não castigo.

Em Mendoza, a bola vai falar alto. E a escalação, também.

Onde assistir e horário do confronto

O confronto entre Fluminense e Independiente Rivadavia acontece nesta quarta-feira (06), às 21h30, horário de Brasília, na Argentina, em Mendoza. O jogo é válido pela 4ª rodada da fase de grupos da Libertadores.

O Veredito Jogo Hoje

Com Acosta voltando para ser armador entrelinhas, o Fluminense ganha um “atalho” tático: sair do desespero e atacar com intenção. Zubeldía montou o time para jogar com bloco médio, ajustar a pressão e acelerar na transição ofensiva. Se o meio sustentar a organização e a pressão pós-perda não virar correria sem plano, a noite tem cara de virada. Caso contrário, a tabela vai cobrar ainda mais do que a altitude de Mendoza.

Assina: Analista Tático, do JogoHoje.esp.br.

Perguntas Frequentes

Qual é a escalação do Fluminense contra o Independiente Rivadavia?

Fábio; Guga, Ignácio, Freytes e Guilherme Arana; Hércules, Nonato e Lucho Acosta; Savarino, Canobbio e Rodrigo Castillo.

Por que o jogo é decisivo para o Fluminense na Libertadores?

Porque o Fluminense está em último lugar no Grupo C com apenas 1 ponto. Uma vitória pode recolocar o time na disputa, enquanto uma derrota praticamente reduz as chances de classificação.

Quem voltou e quem desfalca o time de Zubeldía?

Lucho Acosta retorna ao time. Martinelli segue lesionado e não está disponível para a partida.

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