Segundo apurou o Jogo Hoje, a fase de Fluminense na era Zubeldía já rende um marco estatístico que dá para ler em números, e não só no olho: Luis Zubeldía chegou a 39 partidas no comando do Tricolor e, com isso, subiu para o 8º lugar no ranking histórico de técnicos estrangeiros do clube. E aí vem a pergunta que importa para quem acompanha: se a sequência de resultados continuar, ele para onde?
A marca alcançada por Zubeldía no Fluminense
Contratado em 2025, após a saída de Renato Gaúcho, Zubeldía virou o 15º técnico estrangeiro da história do Fluminense. Só que o recorte mais interessante aqui é o desempenho em partidas no comando: são 39 jogos até o momento, número que o coloca no top 10 dos técnicos estrangeiros do clube verde, branco e grená. E mais: dentro do ranking geral de técnicos por número de jogos, ele já aparece como o terceiro com mais partidas na história recente do clube, ficando atrás apenas de nomes que marcaram época.
Para um nerd estatístico, isso não é “coisa de momento”. É velocidade de ascensão. A média de jogos dele, em comparação com quem o antecedeu na lista, indica que ele pode ganhar posições antes mesmo de a torcida se acostumar com a ideia de que o ciclo está só começando.
Como fica o ranking histórico dos técnicos estrangeiros
Vamos ao ranking histórico dos técnicos estrangeiros do Fluminense, organizado pela quantidade de partidas comandando o Tricolor, porque números frios costumam contar a verdade quando a conversa aquece:
- 1º Ondino Vieira (1938-1943) – uruguaio (302 partidas)
- 2º Quincey Taylor (1917-18/1934-35) – inglês (103 partidas)
- 3º Carlos Carlomagno (1936-38) – uruguaio (90 partidas)
- 4º Charlie Williams (1911-12/1924-26) – inglês (86 partidas)
- 5º Pode Pedersen (1920-23) – dinamarquês (75 partidas)
- 6º Eugenio Medgyessi (1927-28) – húngaro (47 partidas)
- 7º Atuel Velásquez (1944) – uruguaio (41 partidas)
- 8º Luis Zubeldía (2025) – argentino (39 partidas)
- 9º Humberto Cabelli (1935-36/1944-45) – uruguaio (33 partidas)
- 10º Fleitas Solich (1963-64) – paraguaio (30 partidas)
- 11º Hector Cabelli (1936/1945) – uruguaio (25 partidas)
- 12º Ramon Platero (1919) – uruguaio (21 partidas)
- 13º Alfredo González (1967) – argentino (15 partidas)
- 14º Hugo De León (1997) – uruguaio (3 partidas)
- 15º Omar Pastoriza (1985) – argentino (1 partida)
Quem está na frente e qual é a distância para cada um
O primeiro nome que salta aos olhos é Ondino Vieira com 302 jogos. Ok, isso é um “monumento” do ranking histórico, então não dá para tratar como alvo imediato. Mas dá para enxergar a escada.
Quem está logo acima de Zubeldía? Atuel Velásquez vem com 41 partidas, e a distância é de apenas 2 jogos. Ou seja, o salto do 8º para o 7º pode acontecer rápido, dependendo da agenda e, claro, da capacidade de manter a sequência de resultados.
Depois, o próximo degrau relevante é Eugenio Medgyessi, com 47 jogos. A diferença para o argentino é de 8 partidas. A leitura de tendência é simples: se o Fluminense seguir competitivo nas competições e o treinador não sofrer quebra de ritmo, o top 10 vira um corredor de aceleração, não uma vitrine estática.
E tem mais: o 9º lugar, hoje ocupado por Humberto Cabelli, tem 33 jogos. Com 39, Zubeldía já está acima. Fleitas Solich (30) também já ficou para trás na conta. Nesse ponto, ele não está “correndo atrás”; ele está consolidando posição.
O peso de Zubeldía na história recente do clube
Entre os estrangeiros, Zubeldía já se tornou o primeiro neste século a alcançar esse volume de jogos. O último técnico estrangeiro antes dele tinha sido Hugo De León, em 1997, e o contraste é gritante quando a gente olha o número de partidas acumuladas. Isso revela uma coisa: o clube passou anos alternando ciclos e, agora, parece ter encontrado uma continuidade com cara de projeto.
Além disso, o peso de Zubeldía não é só quantitativo. É efeito de janela: com 39 partidas no comando, ele já passou do estágio em que o torcedor cobra “ajuste” e começa a cobrar “identidade”. E se a média de jogos continuar subindo junto com a sequência de resultados, a tendência é de que o ranking histórico traga mais um nome que entra na conversa do longo prazo.
O que esse número indica para o futuro do treinador
O marco estatístico de 39 jogos funciona como termômetro de estabilidade. Se Zubeldía chegar perto de Velásquez (41) e depois encostar em Medgyessi (47), a história do Fluminense muda de tom: ele deixa de ser só “a nova fase” e vira peça de encaixe na prateleira dos estrangeiros mais duradouros.
Agora, a parte nerd que a gente gosta: avançar posições no ranking histórico exige consistência em partidas, não em lampejos. No calendário do clube, isso depende de gerenciamento de elenco, leitura de jogos e manutenção de performance em sequência. Em outras palavras, não é sorte. É processo.
O Veredito Jogo Hoje
39 partidas no comando já colocam Zubeldía no top 10 dos técnicos estrangeiros do Fluminense, e o detalhe que pesa mesmo é a proximidade do 7º lugar: são só 2 jogos para passar Velásquez. Se o clube mantiver a sequência de resultados e a média de jogos seguir num ritmo de “projeto em andamento”, ele não vai apenas subir no ranking histórico. Ele pode acelerar mais rápido do que parece, porque o caminho imediato está destravado.
Perguntas Frequentes
Quantos jogos Zubeldía já fez pelo Fluminense?
Até o momento, Zubeldía soma 39 partidas no comando do Fluminense.
Quem é o técnico estrangeiro com mais partidas pelo clube?
Ondino Vieira é o líder do ranking histórico, com 302 partidas pelo Fluminense.
Zubeldía já entrou no top 10 dos estrangeiros do Flu?
Sim. Com 39 jogos, ele já está em 8º lugar entre os técnicos estrangeiros do Fluminense, dentro do top 10.