O Palmeiras fechou, na tarde desta terça-feira, a última atividade antes do compromisso contra o Junior Barranquilla, e a leitura que sai de Cartagena é clara: Abel Ferreira gosta da base que venceu o Bahia e deve repetir quase tudo. O treino foi no Colégio Jorge Washington, num cenário pouco usual para um jogo continental, e isso também ajuda a medir o grau de controle do elenco neste começo de caminhada. Segundo apurou o Jogo Hoje, o time chega para a partida com cara de onze já bastante desenhado.
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Palmeiras encerra preparação para a partida na Colômbia
O confronto está marcado para quarta-feira, às 21h30, no horário de Brasília, no Estádio Olímpico Jaime Morón León, em Cartagena. Não é detalhe menor: o Junior Barranquilla manda o jogo a 133 km de sua sede por causa da reforma do Metropolitano, e isso mexe com o ambiente, com a logística e até com a leitura de mando. Em campo neutro? Não exatamente. Mas longe da casa habitual, sim.
Para o Palmeiras, a ordem foi blindar a rotina e manter a espinha dorsal. Em cenário de mata-mata longo ou de fase de grupos pesada, time que quer crescer na competição não pode ficar inventando moda a cada rodada. Abel conhece esse filme. E, quando encontra uma estrutura que responde, costuma insistir nela.
Provável escalação de Abel Ferreira para pegar o Junior
A tendência é de repetição do time que bateu o Bahia no fim de semana, com Carlos Miguel; Giay, Gómez, Murilo e Arthur; Marlon Freitas, Andreas, Mauricio; Allan, Jhon Arias e Flaco López. É uma formação que diz muito sobre o plano de jogo: saída segura, meio-campo com musculatura e um ataque que mistura trabalho pelos lados com presença de área.
O uso de Arthur na lateral esquerda chama atenção. É um garoto da casa, de formação longa no clube, e pode viver sua primeira participação em Libertadores. Em jogos assim, lateral não é só corredor; é termômetro. Se sustentar o flanco sem sofrer, o Palmeiras ganha liberdade para empurrar os meias e pisar mais alto no campo rival.
O que a manutenção da base diz sobre o plano de jogo
Manter a base não é teimosia, é mensagem. Abel está dizendo, na prática, que quer continuidade de comportamento, não apenas de nomes. Essa equipe já mostrou mecanismos minimamente ajustados na vitória sobre o Bahia: compactação sem bola, aceleração quando recupera e alguma fluidez para alternar corredor e entrelinha.
Há também um recado interno. Em começo de campanha continental, o treinador evita embaralhar demais as peças quando ainda há retornos físicos sendo administrados. Isso preserva entendimento coletivo e reduz a chance de o time entrar “solto demais” num jogo fora de casa. O Palmeiras não precisa de espetáculo agora; precisa de controle. E controle, em Libertadores, vale ouro.
Desfalques do Palmeiras: quem está fora e quem ainda aguarda retorno
Paulinho e Vitor Roque estão com a delegação em Cartagena, mas a tendência segue sendo de ausência. Paulinho participou de toda a atividade com o grupo, ainda em recondicionamento físico e sob controle de carga. Já Vitor Roque fez trabalho individual e separado no gramado, acompanhado pelo Núcleo de Saúde e Performance.
Também ficam fora Piquerez e Jefté, ambos por lesão. No desenho atual, isso pesa sobretudo na lateral esquerda e empurra Abel a confiar em Arthur para ocupar uma função que exige atenção defensiva e coragem para apoiar. Não é pouco. Em competição sul-americana, qualquer ajuste na faixa lateral muda a geometria do time.
- Paulinho: em recondicionamento físico, com carga controlada
- Vitor Roque: trabalho individual no gramado, ainda sem condições plenas
- Piquerez: fora por lesão
- Jefté: fora por lesão
Arthur ganha espaço e pode viver noite inédita no torneio
Entre as novidades, Arthur é o nome que mais carrega peso simbólico. Crescido no clube desde o sub-11, ele falou com a naturalidade de quem sabe o tamanho da oportunidade, mas também a responsabilidade do posto. Não é todo dia que um jogador da casa entra assim, de cara, num jogo de Libertadores. E, convenhamos, isso costuma mexer com o emocional do grupo inteiro.
Se ele confirmar a vaga, o Palmeiras ganha uma solução de contexto: um lateral que conhece o ambiente interno, entende a cartilha de Abel e tende a oferecer menos ruído na construção do lado esquerdo. Em noite continental, esse tipo de escolha costuma ser mais valiosa do que parece.
Onde será o jogo e por que não acontece em Barranquilla
O duelo não será em Barranquilla porque o estádio Metropolitano está em reforma para a final da Sul-Americana. Por isso, o Junior leva a partida para Cartagena, a 133 km de sua sede. O detalhe logístico altera a atmosfera, mas não muda a essência do desafio: adversário colombiano, viagem longa e ambiente de pressão para o visitante.
Para o Palmeiras, o melhor caminho é não se perder no ruído externo. A escalação indica justamente isso: menos improviso, mais estrutura. Se o time encaixar a pressão pós-perda e não der campo limpo para transição do Junior, já terá dado um passo importante na noite.
Perguntas Frequentes
Qual é a provável escalação do Palmeiras contra o Junior Barranquilla?
A tendência é que Abel Ferreira mande a campo Carlos Miguel; Giay, Gómez, Murilo e Arthur; Marlon Freitas, Andreas, Mauricio; Allan, Jhon Arias e Flaco López.
Paulinho e Vitor Roque vão jogar na partida da Libertadores?
A tendência é que não. Paulinho ainda está em recondicionamento físico e Vitor Roque segue em trabalho individual, então ambos devem ficar fora.
Por que o jogo do Junior contra o Palmeiras será em Cartagena?
Porque o estádio Metropolitano, em Barranquilla, passa por reforma para a final da Sul-Americana. Por isso, o Junior manda a partida no Estádio Olímpico Jaime Morón León, em Cartagena.