O martelo bateu em Luque. A Conmebol desenhou o mapa da guerra sul-americana para 2026, e os brasileiros saíram com grupos que prometem suor, mas nada impossível. Seis representantes tupiniquins na briga pela Glória Eterna - número que poderia ser oito se Bahia e Botafogo não tivessem tropeçado na fase prévia.
Como o Jogo Hoje acompanha de perto todas as movimentações do futebol continental, mergulhamos nos detalhes táticos de cada chaveamento. A competição que movimenta a América do Sul desde 1960 ganhou novos contornos com 32 times distribuídos em oito grupos de quatro.
Mirassol faz história na Libertadores 2026
Quem diria? O Mirassol pisará no gramado sagrado da Libertadores pela primeira vez na história. Uma estreia que representa muito mais que números - é a democratização do futebol brasileiro em sua essência mais pura.
O time do interior paulista chega sem o peso das tradicionais camisas pesadas, mas com a fome de quem sabe que oportunidades assim não batem na porta todo dia. Tecnicamente falando, essa ausência de pressão pode ser uma arma poderosa contra adversários acostumados a enfrentar gigantes brasileiros.
A pergunta que não quer calar: será que a inexperiência continental pesará nos momentos decisivos? Ou a liberdade de jogar sem favoritismo transformará o Mirassol na pedra no sapato de alguém?
Análise grupo por grupo dos brasileiros
Cada brasileiro caiu em uma situação particular. Vamos dissecar as chances reais de cada um:
- Flamengo: Grupo teoricamente equilibrado, mas com pegadas técnicas que exigem atenção redobrada nos detalhes táticos
- Palmeiras: Chave aparentemente favorável, onde a experiência alviverde pode fazer a diferença nos momentos cruciais
- Corinthians: Adversários conhecidos do futebol sul-americano, cenário ideal para a tradição corintiana brilhar
- Cruzeiro: Retorno à elite continental com grupo desafiador, mas nada que intimide a Raposa
- Fluminense: Tricolor das Laranjeiras encara grupo técnico, onde a qualidade individual pode ser decisiva
- Mirassol: Estreante com tudo para ganhar e pouco a perder - perigoso para qualquer adversário
Flamengo no 'grupo da morte'?
Calma aí, torcedor rubro-negro. Grupo da morte mesmo é coisa de Copa do Mundo. O que o Flamengo pegou foi um grupo equilibrado, daqueles que se decidem nos detalhes.
A chave flamenguista não assusta pela força bruta dos nomes, mas pela consistência técnica que os adversários apresentam. São times que sabem jogar futebol, que não se entregam fácil, e que podem complicar a vida de qualquer favorito em uma noite inspirada.
O segredo para o Mengão? Respeitar todos os adversários igualmente e jogar com a intensidade que a camisa exige. Nada de moleza, porque na Libertadores até o mais fraco pode virar gigante.
Palmeiras e Corinthians: favoritos em suas chaves
Aqui temos dois cenários distintos, mas com desfechos similares esperados. O Palmeiras caiu em grupo onde sua experiência recente na competição - bicampeão em 2020 e 2021 - fala mais alto que qualquer análise técnica.
Já o Corinthians encontrou adversários que conhece bem do futebol continental. O Timão tem DNA libertadores correndo nas veias, e esses grupos 'conhecidos' costumam favorecer quem sabe como se comportar na pressão sul-americana.
Ambos devem classificar sem grandes sustos, mas cuidado: na Libertadores, favoritismo só vale alguma coisa depois do apito final da última rodada.
Calendário completo da fase de grupos
A matemática da primeira fase está desenhada: seis rodadas intensas entre 7 de abril e 28 de maio. Um mês e meio de pura adrenalina continental, onde cada ponto conquistado fora de casa vale ouro.
O formato segue o tradicional: jogos de ida e volta dentro de cada grupo, com os dois melhores avançando direto às oitavas. Os terceiros colocados ganham uma segunda chance na Sul-Americana - prêmio de consolação que muitos times grandes já precisaram aceitar.
Para os brasileiros, o calendário representa um desafio logístico conhecido: conciliar Libertadores com Brasileirão, Copa do Brasil e estaduais. Quem souber gerenciar melhor o elenco larga na frente.
O que esperar dos brasileiros na competição
Seis representantes brasileiros significam seis estilos diferentes de encarar a Libertadores. O Cruzeiro volta à elite após anos de ostracismo. O Fluminense quer mostrar que 2023 não foi sorte.
A expectativa realista? Pelo menos quatro brasileiros nas oitavas de final. Pode parecer conservador, mas a Libertadores ensina humildade até para os mais confiantes.
O grande trunfo tupiniquim continua sendo a qualidade técnica individual e a capacidade de adaptação tática. Características que, historicamente, fazem a diferença nos momentos decisivos da competição mais importante das Américas.
Perguntas Frequentes
Quando começam os jogos da Libertadores 2026?
A fase de grupos da Copa Libertadores 2026 tem início no dia 7 de abril, com jogos programados até 28 de maio. São seis rodadas de confrontos dentro de cada grupo, definindo os classificados para as oitavas de final.
Quantos times brasileiros estão na fase de grupos?
Seis times brasileiros se classificaram para a fase de grupos da Libertadores 2026: Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Mirassol. Bahia e Botafogo foram eliminados na fase prévia da competição.
Qual é o formato da fase de grupos da Libertadores?
A fase de grupos conta com 32 times divididos em 8 chaves de 4 equipes cada. Dentro de cada grupo, todos se enfrentam em jogos de ida e volta. Os dois melhores de cada chave avançam às oitavas de final, enquanto os terceiros colocados disputam os playoffs da Copa Sul-Americana.