Markus Babbel não escolheu palavras macias para a reta final de Jogo Hoje na cobertura da Champions: às vésperas do duelo decisivo, o ex-zagueiro do Bayern resolveu atiçar a fogueira e cravou que o Real Madrid é o “clube mais antipático da Europa”. E, sinceramente, depois dessa, dá pra esperar o quê? Um jogo “limpo” de postura, ou mais uma noite de provocações e clima pesado no Bernabéu?
A frase que incendiou a véspera de Real Madrid x Bayern
Na “Sky90”, Babbel foi direto ao ponto. Perguntado sobre o Real Madrid, ele não falou como comentarista tentando ser neutro. Falou como quem está com o incômodo engatilhado há tempo.
— O Real Madrid é o clube mais antipático da Europa, e seria ótimo se o Bayern avançasse para a próxima fase — soltou Markus Babbel, com aquele tom que não pede desculpa.
E não parou por aí. O ex-jogador, de 53 anos e com mais de 250 partidas pelo Bayern, emendou uma crítica pesada ao “jeito Real” de se comportar nos últimos anos.
— O comportamento deles nos últimos anos é, na minha opinião, extremamente antidesportivo. Não tem mais nada a ver com jogo limpo, e tenho a impressão de que eles se acham superiores e melhores do os outros. Isso me irrita profundamente; me faz sentir uma antipatia total por eles.
Tá aí o tipo de declaração que muda o tom da semana. Você acha que alguém do Real vai engolir isso quietinho? Ou vai responder em campo, do jeito mais barulhento possível?
Por que Babbel mirou o Real Madrid
Babbel desenhou um alvo bem claro: a “síndrome de grandeza” atribuída ao clube. Para ele, o Real não só se vê acima do resto, como transforma isso em atitude. E aí a coisa começa a feder para qualquer um que preze fair play.
O alemão também deixou no ar uma provocação que costuma aparecer quando o jogo esquenta: quando a bola rola e a pressão vem, o comportamento fora do padrão vira argumento. Não é só opinião tática. É postura. É reclamação. É teatro. E o Bayern, pelo que Babbel está dizendo, tem mais motivo do que nunca para chegar com sangue nos olhos.
O duelo é Real Madrid x Bayern de Munique na ida em 7 de abril, às 16h (horário de Brasília), no Santiago Bernabéu. A volta acontece em 15 de abril, também às 16h, na Allianz Arena. Ou seja: é fase de matar ou morrer, e declaração assim funciona como gasolina.
A ligação com o boicote à Bola de Ouro de 2024
Babbel puxou o histórico recente para justificar o ressentimento. E aí entram os holofotes e a tal “ferida” do boicote do Real Madrid à cerimônia da Bola de Ouro de 2024.
Naquela ocasião, Vinicius Jr. era um dos favoritos. Só que o vencedor foi Rodri, do Manchester City. Horas antes do anúncio oficial, o Real teria descoberto que o atacante brasileiro não levaria o prêmio e, para evitar constrangimento, decidiu não enviar delegação ao evento organizado pela revista “France Football”.
Para Babbel, isso foi falta de respeito com o restante do futebol.
— Se um dos jogadores deles não ganha a Bola de Ouro, nós, como equipe, não vamos boicotar o evento. Acho isso uma falta de respeito com todos os outros, e é por isso que o clube perdeu tanto respeito aos meus olhos. Simplesmente os acho incrivelmente antipáticos.
Percebe o que ele fez? Transformou uma decisão institucional em símbolo de caráter. E, antes mesmo do apito inicial, o debate vira pressão psicológica.
A nova camada da rivalidade com o Bayern
Se Babbel abriu a porta do confronto, Lotthar Matthäus ajudou a escancarar a caixa de ferramentas do estresse. O ex-ídolo do Bayern também se pronunciou e mirou Vinicius Jr.
— Vinicius é, claro, um ótimo jogador, mas provoca sem parar. Quando alguém o agarra de verdade em campo, ele só reclama e depois chora. É um jeito meio típico dele — disse Matthäus.
Ou seja: além do “Real x Bayern” clássico, tem a narrativa individual, o tempero que vira discussão infinita em redes sociais e arquibancada.
Babbel, por sua vez, admitiu que não gosta do camisa 7. Não por falta de talento. Pelo que ele chama de simulação e exagero.
— Eles têm alguns jogadores no elenco de que eu não gosto. O Vinicius, quando eu vejo como ele joga futebol, o talento que ele tem, e depois quando eu o vejo cair e rolar 14 vezes a cada movimento, eu simplesmente não gosto — finalizou.
E aí fica a pergunta que ninguém quer fazer em voz alta, mas todo mundo sente: quem vai controlar o jogo quando a partida ficar nervosa? O árbitro, os jogadores… ou a vaidade? Porque com esse tipo de declaração, o gramado vira palco.
O que mais foi dito sobre Vinicius Jr.
O nome do brasileiro virou o estopim extra da noite. E não foi só Babbel. Matthäus reforçou que Vinicius provoca adversários e, ao ser contido de verdade, teria reação exagerada.
Babbel complementou com outra crítica, ainda mais direta: a repetição de quedas e a sensação de “encenação” em momentos de contato. Para quem gosta de futebol de verdade, isso pesa. Para quem vive de duelo emocional, isso vira argumento.
Agora, o detalhe que importa: Champions não perdoa. Se alguém cai demais, o risco é perder a confiança do próprio time e dar munição para o rival. E, se o jogo começar com clima de provocação, o primeiro cartão pode definir o resto da história.
Perguntas Frequentes
O que Markus Babbel disse sobre o Real Madrid?
Babbel afirmou que o Real Madrid é o “clube mais antipático da Europa” e criticou o comportamento do clube, dizendo que ele seria “extremamente antidesportivo” e que o Real se acha superior aos demais.
Por que a fala ganhou repercussão antes de Real x Bayern?
Porque veio na reta final das quartas de final da Champions e conectou a rivalidade esportiva a um episódio recente e simbólico: o boicote do Real à cerimônia da Bola de Ouro de 2024, além de críticas a Vinicius Jr. sobre postura em campo.
Qual foi a relação com o boicote à Bola de Ouro de 2024?
Babbel lembrou que Vinicius Jr. era favorito, mas o prêmio acabou indo para Rodri. Ele disse que o Real teria decidido não enviar delegação ao evento e tratou isso como “falta de respeito”, usando o episódio para explicar por que perdeu respeito pelo clube.