Alex Telles segue dúvida e pode mudar o lado esquerdo do Botafogo

Franclim Carvalho testa opções no Botafogo e Alex Telles ainda preocupa antes do jogo contra o Coritiba.

Alex Telles ainda é dúvida no Botafogo para o duelo de domingo, 12/4, contra o Coritiba, no Nilton Santos. A lesão na coxa esquerda, sentida no clássico contra o Vasco, mexe direto no que o Franclim Carvalho quer para o bloco de marcação e, principalmente, na cobertura defensiva pelo lado esquerdo. E aí vem a pergunta que importa: em transição ofensiva, quem vai dar o primeiro passo de segurança quando a bola queimar no setor?

Segundo apurou o Jogo Hoje, a equipe vive um período de transição técnica com o recém-chegado Franclim Carvalho, e a definição do onze ganhou urgência após o empate com o Caracas por 1 a 1 na estreia. O foco do treino deste sábado é simples no papel e chato na prática: achar o ajuste posicional que preserve o desenho defensivo sem perder agressividade na saída.

A dúvida que mexe no plano de Franclim Carvalho

Quando o lateral-esquerdo vira dúvida por lesão na coxa esquerda, o problema não é só “quem entra”. É a engrenagem. O Botafogo precisa alinhar o homem de cobertura com o comportamento dos meias e do volante, porque qualquer desalinhamento cobra caro nas costas do setor. E, convenhamos, contra um adversário que tenta atacar por corredor, a primeira perda de referência vira contra-ataque na hora.

Alex Telles estava dentro do modelo, com participação na transição ofensiva e proteção no retorno. Sem ele, a comissão técnica tem que escolher entre manter o perfil mais ofensivo com risco calculado ou adotar um encaixe mais conservador para blindar o bloco de marcação. Qual dos dois vai ser a prioridade no domingo? Vai depender do grau de desconforto e da resposta no treino.

O que mudou após o empate com o Caracas

No 1 a 1 contra o Caracas, o Botafogo mostrou que está testando rotas para encaixar o comando de Franclim Carvalho. Houve momentos em que o time alternou postura, buscando controle sem abrir mão de aceleração. Só que, com o sistema em construção, a lateral esquerda pesa ainda mais: é ali que o ajuste posicional acontece primeiro, porque é o setor que sofre quando a linha perde sincronismo.

Com a troca forçada ou a troca possível, o time tende a reorganizar coberturas, encurtar distâncias e ajustar a forma de defender quando o adversário gira a bola. Ou seja: o empate não é o ponto final, é a fotografia do que ainda falta calibrar.

Quem entra se Alex Telles não jogar

Se Alex Telles não puder atuar, Caio Roque e Jhoan Hernández disputam a vaga no lado esquerdo. Pelo que indica o cenário, Caio Roque leva vantagem no favoritismo, mas o critério tático vai além de “ser o mais pronto”. A equipe vai precisar de leitura para sustentar a cobertura defensiva quando a bola sair para o outro lado e para fechar o espaço por dentro, especialmente nos cruzamentos e nas infiltrações.

O ponto é: Caio Roque tende a oferecer um comportamento mais alinhado com a necessidade de bloco compacto, enquanto Jhoan Hernández pode trazer outra dinâmica de saída. Só que dinâmica sem encaixe não perdoa. A pergunta que fica é direta: qual deles vai proteger melhor a transição ofensiva sem virar convite para o contra-ataque?

Como a provável escalação pode ficar

A provável escalação tem um esqueleto que ajuda a entender o plano de Franclim Carvalho, com ajustes nas bordas caso a situação do lateral-esquerdo mude. O desenho citado indica Raul; Vitinho; Bastos (com Ferraresi como alternativa); Alexander Barboza; e Caio Roque; com Allan e Danilo; Álvaro Montoro (Cristian Medina); Santiago Rodríguez (Edenilson); Júnior Santos; e Arthur Cabral (com Matheus Martins na variação).

Se a lesão na coxa esquerda impedir Alex Telles, o ajuste posicional mais sensível tende a ser exatamente a faixa esquerda, porque altera o timing das coberturas e a forma como o time protege o corredor quando perde a bola. Aí, dependendo da escolha, pode haver reflexos no posicionamento de Danilo e na maneira como o meio tenta encurtar linhas no bloco de marcação.

Franclim Carvalho vai ter que decidir com frieza: manter a estrutura para não quebrar o sistema ou aceitar uma mudança maior para ganhar outra característica. Em jogo de Brasileirão, os detalhes viram gols.

O que está em jogo contra o Coritiba

Contra o Coritiba, o Botafogo precisa de estabilidade defensiva para transformar o controle em oportunidade. Se o lado esquerdo oscilar, o adversário vai mirar justamente a zona de transição entre a cobertura e a volta da linha. É nesse intervalo que nasce o perigo: a bola circula, a marcação atrasa um passo e o corredor vira estrada.

O jogo no Nilton Santos também pede coragem na transição ofensiva, mas coragem com base. Sem a referência do lateral-esquerdo titular, o Botafogo terá que compensar com leitura coletiva. Se não fizer isso, vai sofrer mais do que deveria para um time que ainda está buscando estabilidade sob o novo treinador.

O Veredito Jogo Hoje

Alex Telles é peça importante demais para o Botafogo do jeito que o Franclim Carvalho está tentando montar: qualquer vacilo no lateral-esquerdo bagunça cobertura defensiva, mexe no bloco de marcação e ainda cobra na transição ofensiva. Eu não compro a ideia de “tanto faz” na troca. Se a lesão na coxa esquerda tirar o jogador, Caio Roque ou Jhoan Hernández só vão servir se vierem com ajuste posicional claro e sem romantismo: domingo é para sustentar o sistema, não para testar coragem.

Perguntas Frequentes

Alex Telles vai jogar Botafogo x Coritiba?

Alex Telles segue dúvida por lesão na coxa esquerda e só deve ser definido após os testes e o treino de Franclim Carvalho antes do jogo de 12/4, no Nilton Santos.

Quem substitui Alex Telles se ele não atuar?

Caio Roque e Jhoan Hernández disputam a vaga no lateral-esquerdo, com Caio Roque aparecendo como favorito no cenário mais provável.

Qual a provável escalação do Botafogo para o jogo?

A provável escalação citada aponta Raul; Vitinho; Bastos (com Ferraresi); Alexander Barboza; Caio Roque; Allan e Danilo; Álvaro Montoro (ou Cristian Medina); Santiago Rodríguez (ou Edenilson); Júnior Santos; e Arthur Cabral (ou Matheus Martins).

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