Abel revela o sentido do gesto para Flaco e expõe a cobrança no Palmeiras

Técnico explicou o gesto na comemoração, falou em cobrança pesada sobre Flaco e desabafou sobre cansaço e calendário.

Foi em Lima, no meio daquela noite que pareceu longa até para o relógio, que o Palmeiras venceu o Palmeiras por 2 a 0 contra o Sporting Cristal e ainda arrancou um recado ao vivo na coletiva pós-jogo. E, no meio do 1 a 0, veio a cena que todo mundo viu e ninguém conseguiu ignorar: Abel Ferreira na comemoração fazendo um gesto que chamou atenção demais.

Segundo apurou o Jogo Hoje, Abel não fugiu do assunto. Pelo contrário. Na mesma entrevista em que comemorou a liderança do Grupo F com oito pontos, ele explicou o motivo do gesto e conectou isso a uma rotina de cobrança interna que, no Palmeiras, não é conversa mole. É trabalho.

A cena que chamou atenção na comemoração

O jogo tinha enredo de Libertadores: ritmo truncado, pressão controlada e aquela necessidade de pontuar fora de casa. Só que no primeiro gol, quando a torcida já respirava aliviada, Abel apareceu com o braço levantado e o dedo em riste na direção do flanco onde Flaco López costuma finalizar. A imagem virou assunto de arquibancada e de corredor de imprensa.

Abel ainda falou com Flaco na saída do campo, como quem fecha uma conta antes de ela virar ruído. E isso diz muito sobre o que acontece no vestiário: tem clima, tem intensidade e tem cobrança. Sempre teve. O detalhe é que, dessa vez, o elenco não teve nem tempo de transformar o momento em piada.

A explicação de Abel para o gesto

Na coletiva pós-jogo, Abel foi direto: o gesto era uma resposta a um sinal que Flaco teria feito durante o jogo. Ele citou que viu o atacante mandar um “joinha” e tratou como provocação. Abel então devolveu na linguagem que entende quem já viveu essa guerra de treinos, detalhes e cobrança.

O técnico resumiu a lógica sem fantasia:

  • Ele disse que Flaco é o jogador que mais recebe orientação e correção
  • Que, se o atacante fez um gesto para ele, Abel respondeu do mesmo jeito
  • E que o ponto central era cobrar para Flaco ser decisivo mais vezes

Na boca do treinador, a mensagem era clara: não é falta de respeito, é cobrança interna com recado. E, no Palmeiras, recado costuma ser acompanhado de método.

A cobrança em Flaco López e o uso de vídeos/WhatsApp

Abel não ficou só no gesto. O que realmente impressiona é o tamanho da pressão diária. Ele assumiu que conversa com Flaco “de manhã, tarde e noite”, mandando vídeos e instruções no WhatsApp, como se o atacante tivesse um treinador particular grudado no celular.

É aí que a gente entende a frase que ele repetiu com gosto: para fazer gol, tem que ir para a zona do ouro. É uma cobrança de posicionamento, de timing e de leitura. Não é “corre lá e acha”. É “chega do jeito certo, na hora certa, para finalizar do jeito certo”.

Abel também deixou uma ameaça que, na prática, é contrato de convivência profissional:

  • Se Flaco tentar virar “assistente” demais, não vai ser bem visto
  • Ele vai sentar perto do banco para ouvir e ajustar o que o treinador espera
  • A ideia é que o atacante assuma o papel de centroavante que o Palmeiras exige

Isso explica o clima da comemoração. Abel celebra a execução, mas já mira o próximo passo. Porque o elenco sabe: aqui, a função principal do comando é tirar o máximo do jogador. Sem romantizar.

O que a vitória muda para o Palmeiras na Libertadores

No placar, foi Palmeiras 2 a 0 Sporting Cristal, com gols de Flaco López e Ramón Sosa. No impacto, foi mais do que pontuar: foi assumir a liderança do Grupo F com oito pontos, numa Libertadores em que cada jogo fora vira guerra de detalhes.

O Palmeiras chegou mostrando que sabe administrar. Não foi um passeio, foi uma construção: controle do jogo, resposta quando precisava e eficiência para matar a partida. Em competição continental, quem “empurra com a barriga” paga caro. E o Verdão, pelo menos nessa rodada, não deu brecha.

Além disso, existe um recado público também: Abel, mesmo com críticas ao cenário, conseguiu extrair resultado. Isso pesa na leitura do grupo. Liderança muda a conversa. E muda o jeito de a torcida enxergar a “cobrança interna” do treinador.

O desabafo sobre calendário, gramado e desgaste

Se o gesto foi o gancho chamativo, o discurso de Abel foi o corpo da história. No mesmo dia em que o Palmeiras venceu, ele desabafou sobre o calendário apertado, o desgaste físico e as condições de trabalho em Lima.

Abel reclamou do gramado irregular do estádio Alejandro Villanueva e conectou isso ao que mais interessa para qualquer treinador: tempo para treinar, tempo para recuperar e tempo para ajustar o time no que realmente funciona.

Ele questionou, com ironia e verdade de quem vê a conta no fim do dia:

  • Como é que alguém consegue manter consistência com tantas partidas seguidas?
  • Como exigir padrão alto se o corpo chega no limite e o campo atrapalha a leitura do jogo?
  • Como pedir espetáculo se a base do trabalho fica comprometida pelo contexto?

O ponto é: Abel não está vendendo desculpa. Ele está cobrando realidade. E isso, no futebol, é raro. A equipe foi “consistente” em termos de entrega, ele lembrou que o time chegou a 13 finais e disse que sabe que dá para melhorar, mas que depende do contexto.

O que fica para o próximo jogo e para o grupo

Após a vitória e a liderança do Grupo F, a pergunta que sobra é simples e desconfortável: o Palmeiras vai conseguir manter o nível sem virar refém do cansaço? Porque Libertadores não perdoa queda de concentração, e o próprio Abel já sinalizou que tempo para treinar é o ativo que está faltando.

Para o grupo, o recado sobre Flaco López também fica. Abel quer gols na zona do ouro, quer postura de centroavante e não abre mão de correção constante via cobrança interna. Em outras palavras: a medalha foi para o jogo, mas o trabalho continua no dia seguinte.

Se o próximo compromisso exigir controle de ritmo, o Verdão terá de equilibrar a intensidade com o desgaste físico. E, se o gramado seguir irregular, a comissão vai precisar ajustar ainda mais o que dá para ajustar. Porque consistência, do jeito que Abel cobra, não nasce só de talento. Nasce de repetição. E repetição, quando falta tempo, vira batalha.

O Veredito Jogo Hoje

O gesto de Abel para Flaco foi polêmico, sim, mas o que manda na leitura do torcedor é outra coisa: ele explicou com clareza que aquilo era cobrança, não “show”. No Palmeiras, a comemoração vira ponte para o trabalho seguinte, e o treinador deixou claro que a tecnologia e as mensagens fazem parte do controle do elenco. Quem acha que é exagero não entendeu o recado: na Libertadores, todo mundo tem que chegar na zona do ouro, inclusive mentalmente. Aqui é assim, sem romantizar e sem pedir licença para a realidade.

Perguntas Frequentes

Por que Abel Ferreira fez o gesto para Flaco López?

Abel disse que foi uma resposta a um sinal que Flaco teria feito para ele durante o jogo, e usou o gesto como forma de reforçar a cobrança interna, já que cobra muito o atacante.

Quantos pontos o Palmeiras chegou na Libertadores após a vitória?

Após vencer por 2 a 0 o Sporting Cristal, o Palmeiras chegou a oito pontos e assumiu a liderança do Grupo F.

O que Abel disse sobre o calendário e o gramado em Lima?

Ele reclamou do calendário apertado, do desgaste físico e criticou o gramado irregular do estádio em Lima, afirmando que falta tempo para treinar e melhorar a equipe.

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