14 gringos, 9 vagas e uma hierarquia que já mudou no Botafogo

Medina e Kadir lideram os jogos com Franclim; Villalba e Chris Ramos ficam na rabeira do rodízio do Botafogo.

Segundo apurou o Jogo Hoje, o Botafogo entrou num cabo de guerra numérico nas competições da CBF: são 14 estrangeiros no elenco, mas o regulamento permite apenas 9 relacionados por jogo. Traduzindo a planilha: quando o elenco cresce, o limite de estrangeiros vira gargalo, e a hierarquia interna passa a ser decidida no detalhe, no treino e, principalmente, no tempo de campo.

O problema numérico do Botafogo com os estrangeiros

Na prática, isso transforma cada rodada numa escolha cirúrgica. O técnico precisa montar o time sem estourar o teto de relacionados, administrar minutagem, preservar titularidade para quem entrega mais e evitar cortes dolorosos para quem ainda está “digerindo” o Botafogo.

E tem mais: a discussão ganha tempero polêmico porque a hierarquia não é fixa. Com negociações e possibilidades de saída no horizonte, como a de Barboza, a base estrangeira deixa de ser só elenco e vira moeda de troca semanal. É quase um mercado de energia: quem mantém rendimento, fica; quem oscila, roda.

Quem mais jogou com Franclim Carvalho

Quando colocamos o foco em rodízio de elenco do ponto de vista da utilização, Cristian Medina e Kadir viram o eixo do que o treinador está conseguindo sustentar com consistência. Os dois lideram o ranking de jogos com Franclim: ambos têm 7 partidas cada.

  • Medina: 7 jogos, com titularidade em 6 partidas.
  • Kadir: 7 jogos, com titularidade em 3 partidas.

Ou seja: Medina não só aparece mais vezes, como chega para começar. Kadir, por outro lado, mostra valor no encaixe, sendo acionado com frequência suficiente para ser opção real dentro do limite de relacionados.

Enquanto isso, a régua de “quem já entrou no jogo” está quase zerada: Todos os estrangeiros já atuaram com o novo treinador, com exceção do goleiro Cristhian Loor, que foi o único a ainda não ter sido utilizado com Franclim. Isso também diz muito sobre confiança: quando o técnico deixa um estrangeiro sem minuto, normalmente é por um motivo tático ou de adaptação.

Quem perdeu espaço e ficou para trás

No outro extremo, a hierarquia fica mais nítida. Chris Ramos, Jhoan Hernández e Lucas Villalba têm 2 jogos cada. É o grupo que, por números, está na fila do próximo aproveitamento.

  • Chris Ramos: 2 jogos.
  • Jhoan Hernández: 2 jogos.
  • Lucas Villalba: 2 jogos.

E quando o assunto é titularidade, a fotografia piora para quem está na rabeira do elenco: dos gringos citados, Tucu Correa, Chris Ramos e Lucas Villalba ainda não começaram jogando. Em campeonato, isso cobra juros: quem não inicia, costuma começar a ter o minuto “enxuto” e, no limite de nove relacionados, vira candidato a ficar fora do banco em jogos mais decisivos.

A minutagem e o que ela revela sobre a hierarquia do elenco

Se jogos mostram presença, minutagem entrega prioridade. E aí o nome que mais pesa é Alexander Barboza, que lidera o tempo em campo entre os estrangeiros. Na sequência, aparecem Cristian Medina, Bastos e Ferraresi.

Esse é o tipo de dado que derruba narrativa fácil: não é só “quem tem mais partidas”. É quem está sendo usado como peça de confiança no ritmo do time. Mesmo com a possibilidade de negociação para o Palmeiras no segundo semestre, o padrão é claro: Barboza está no coração do planejamento do elenco estrangeiro, e isso muda a distribuição do espaço para todo mundo abaixo na hierarquia interna.

Agora, como fica a conta quando o técnico precisa escolher 9 relacionados e ainda preservar minutagem para o restante do calendário? É aí que o rodízio de elenco deixa de ser escolha confortável e vira matemática aplicada com emoção. A cada semana, quem não transforma presença em minuto sofre pressão.

O efeito prático do limite de nove relacionados

O regulamento de limite de estrangeiros não é só regra: é filtro. Com 14 no elenco e teto de 9 relacionados, o Botafogo tem, inevitavelmente, uma zona cinzenta de “quase”. E nessa zona cinzenta, os números mostram quem atravessou a barreira e quem ainda está pedindo passagem.

Medina e Kadir já viraram recorrência. Já Villalba e Chris Ramos, com 2 jogos cada e sem titularidade até aqui, estão mais vulneráveis ao próximo corte de conveniência. E quando alguém como Barboza pode sair, a tendência é que a hierarquia interna se reorganize de forma brusca, porque o teto vai continuar o mesmo e a fila vai crescer.

O Veredito Jogo Hoje

A hierarquia estrangeira do Botafogo com Franclim está ficando dura na base do número e da confiança: Medina é titular quase “automático”, Kadir virou peça de utilização constante, e o resto ainda negocia espaço dentro do teto de relacionados. Em elenco com rodízio de elenco forçado, não existe benevolência: quem não acumula minutagem e titularidade inevitavelmente vira variação tática. Se Barboza mesmo mudar de rota, a lista de “menos acionados” pode virar lista de “esquecidos” em questão de semanas. A matemática não perdoa, e a história recente do futebol prova isso toda vez que o limite aperta.

Perguntas Frequentes

Quantos estrangeiros o Botafogo tem no elenco em 2026?

O Botafogo tem 14 estrangeiros no elenco em 2026.

Quem são os estrangeiros mais utilizados por Franclim Carvalho?

Cristian Medina e Kadir são os mais utilizados, com 7 jogos cada com Franclim. Medina foi titular em 6 partidas e Kadir em 3.

Quais gringos do Botafogo ainda não começaram jogando com o técnico?

Com Franclim, Tucu Correa, Chris Ramos e Lucas Villalba ainda não começaram jogando.

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