Gol contra no começo do segundo tempo decide e Cuenca segura o Santos na Sul-Americana

Deportivo Cuenca vence Santos por 1 a 0 na CONMEBOL Sudamericana. Gol contra de Gabriel Brazao aos 60 minutos decide e Cuenca segura a vantagem.

O Deportivo Cuenca venceu o Santos por 1 a 0 na CONMEBOL Sudamericana, fechando a noite com placar magro, porém decisivo. O gol que tirou o empate do caminho saiu aos 60 minutos, quando Gabriel Brazao fez contra.

O jogo começou com o Santos assumindo mais a posse (61%), tentando desenhar ações em velocidade e ocupando espaços no meio para encontrar corredores. O Deportivo Cuenca, por sua vez, adotou uma postura de bloco baixo e compactação, aceitando o controle adversário para atacar nas janelas de transição defensiva. Em teoria, era um roteiro de ‘domínio sem finalização suficiente’. Na prática, foi ainda mais cruel: o Santos até teve volume, teve mais chutes no alvo (3 a 1), mas esbarrou na leitura defensiva equatoriana e, quando criou uma dinâmica mais perigosa, pagou com um erro que virou o placar.

Como foi o jogo

Primeiro tempo com cara de estudo. A equipe santista teve maior presença no terço central, buscando triangulações para furar a primeira linha de marcação por zona do Cuenca. A bola circulava, mas faltou o último passo com qualidade: ou a finalização saía sem direção, ou chegava previsível, permitindo ao goleiro do Deportivo Cuenca e à linha defensiva ajustar o posicionamento. O Cuenca, longe de se fechar por completo, tentava acelerar depois de recuperar a posse, sobretudo com reposicionamentos rápidos que exigiam reação imediata do Santos.

O dado estatístico ajuda a entender o equilíbrio: escanteios para o Cuenca (9 a 4) sugerem que, mesmo com menos posse, a equipe mandante conseguiu pressionar e gerar situações a partir do segundo pau e do rebote. Já o Santos, apesar do controle, não sustentou a mesma pressão na área durante longos trechos. Essa diferença de ‘qualidade de ataque’ apareceu no número de chutes a gol (1 para o Cuenca, 3 para o Santos), mas não antes do lance que definiria tudo.

O segundo tempo começou com o Santos tentando manter o ritmo e, principalmente, transformar posse em profundidade. Houve mudança de dinâmica em relação ao primeiro período, com substituições para dar outra cara ao meio e ao ataque. Mesmo assim, o Cuenca conseguiu sobreviver ao período inicial e, quando o jogo parecia pender para o empate, veio o golpe: aos 60 minutos, um momento de instabilidade defensiva do Santos terminou em gol contra de Gabriel Brazao. Foi o tipo de detalhe que desmonta planos. Não era apenas um gol; era a quebra do roteiro mental de um time que controlava a partida.

A partir daí, o Deportivo Cuenca passou a gerenciar com mais calma, sem abrir mão da disciplina defensiva. O Santos, então, precisou trocar a cadência: aumentou a busca por jogadas diretas e por infiltrações, mas enfrentou um adversário melhor posicionado, com o bloco baixo sustentando linhas e reduzindo as zonas de criação. A pressão pós-perda do Santos apareceu, mas esbarrava em uma reação organizada, que não deixava espaço para o chute de média distância virar sequência de finalizações.

O gol que decidiu

Aos 60 minutos, o Santos encontrou uma brecha no sistema do Cuenca, mas o lance foi interrompido e redirecionado para o pior cenário: Gabriel Brazao acabou marcando contra, e o Deportivo Cuenca saiu na frente por 1 a 0. Em jogos como este, o gol contra tem peso dobrado. Primeiro porque elimina a chance de o Santos transformar domínio em vantagem. Segundo porque obriga o time a jogar contra o tempo, com o adversário ganhando liberdade para administrar blocos, incentivar erros do oponente e acelerar só quando a recuperação permitisse.

Depois do gol, o Santos não perdeu a posse (ainda tentou ditar o ritmo), mas perdeu a margem para errar. Cada finalização passou a carregar um componente de urgência, e isso pode reduzir a precisão. O Cuenca, por outro lado, reforçou o comportamento tático de proteção do corredor central e de fechamento das entrelinhas, mantendo a linha defensiva mais confortável para cortar passes verticais.

Substituições e impacto

As mudanças foram fundamentais para entender o ‘antes e depois’ do placar. O Santos mexeu aos 64 minutos, trocando peças para ganhar tração ofensiva: entrou Rony, com assistência de Thaciano, e C. Oliva, com assistência de J. Robinho. A intenção era clara: aumentar agressividade nas costas e tentar ganhar vantagem em lances de transição ofensiva.

O Deportivo Cuenca respondeu em sequência. Aos 73 minutos, fez três substituições (2 por D. Gonzalez, 3 por N. Leguizamon e 4 por J. Chacon), todas com assistências que indicam manutenção de organização no processo de jogo, principalmente para ajustar marcação e controlar o fluxo de bola. A gestão de recursos do Cuenca nesse período é um retrato de como o time tratou a vantagem: não se empolgar, não abrir espaço, e usar as trocas para manter o ritmo defensivo.

Já nos minutos finais, o Santos fez ajustes para buscar o empate. Aos 73 minutos, L. Diaz entrou no lugar de outro componente do setor ofensivo, tentando dar mais mobilidade. Aos 82 minutos, Rafael Gonzaga entrou, com assistência de Ze Rafael, e a equipe tentou criar mais volume na última faixa. O Cuenca, então, fechou o jogo com nova troca aos 81 minutos (M. Maccari por outra peça do elenco, com assistência de S. Morocho).

Ao mesmo tempo, o fim de partida teve cartões que mostram o aumento da tensão. Aos 86 minutos, Lucas Veríssimo recebeu amarelo pelo Santos, assim como J. Ordonez pelo Deportivo Cuenca. Esses cartões, mais do que ‘punição’, viraram sinal do que estava acontecendo: o jogo ficou mais truncado, com disputas diretas e interrupções que dificultam a construção de jogadas limpas para o time que busca o empate.

Quem se destacou

Em um placar tão curto, o destaque precisa ser lido pelo impacto. O nome que aparece no marcador é Gabriel Brazao, autor do gol contra aos 60 minutos, que transformou domínio em desvantagem para o Santos. O efeito psicológico desse tipo de lance é imediato: o time que sofre passa a ter que arriscar mais e, muitas vezes, erra mais.

Do lado defensivo do Cuenca, o mérito está na constância. O goleiro do Deportivo Cuenca teve atuação decisiva em termos de resultado: foram 3 defesas contra 1 tentativa no alvo do Santos e, principalmente, o time garantiu que o adversário não transformasse posse em sequência. A equação do jogo foi: o Santos tentou, mas o Cuenca conseguiu manter a bola ‘mais longe do perigo’ do que o volume do controle poderia sugerir.

O Santos também teve a capacidade de chegar ao alvo 3 vezes, mas faltou eficiência nos momentos em que as finalizações poderiam ter mudado o roteiro. Quando o jogo é decidido por um único gol, a linha entre ‘bom ataque’ e ‘chance desperdiçada’ fica mais fina.

O que muda na tabela

Com a vitória por 1 a 0, o Deportivo Cuenca soma três pontos em um cenário que costuma valorizar muito jogos em que o placar não se abre. A CONMEBOL Sudamericana premia consistência e gestão: o Cuenca entregou exatamente isso, reduzindo oportunidades e mantendo o controle defensivo após marcar.

Para o Santos, o recado é duro. Mesmo com maior posse (61%), o time não conseguiu converter em gols e agora precisa reagir para não ver a tabela se transformar em cobrança constante. Em competições de mata-mata e fases com pontuação apertada, um gol contra como o do jogo pode pesar não só pelos pontos, mas pela leitura do desempenho: o Santos dominou, mas não conseguiu ‘fechar a conta’. Isso abre um alerta para os próximos compromissos: o volume precisa virar finalização qualificada e, sobretudo, precisão no último terço.

Leitura tática final: por que deu Cuenca

O Deportivo Cuenca venceu mais pelo que sustentou do que pelo que produziu. O time aceitou a posse do Santos, configurou uma marcação por zona capaz de proteger o centro e, na hora de transitar, encontrou o caminho do gol com um golpe de instabilidade do adversário. Depois do tento, a equipe ajustou a gestão de ritmo, reforçando o bloco baixo e reduzindo linhas de passe que permitiriam ao Santos criar em profundidade.

Do lado santista, o problema não foi apenas ‘falta de chance’. Foi a dificuldade de transformar controle em ataque determinante. Com o placar adverso, a equipe até buscou mais presença no ataque com as substituições de 64, 73 e 82 minutos, mas enfrentou um adversário que soube administrar o espaço. Em jogos assim, a transição defensiva funciona como proteção: qualquer erro vira risco, e o Santos pagou no detalhe do gol contra.

Os números reforçam o enredo: 39% de posse para o Cuenca, mas 1 gol e 1 chute no alvo que, de fato, valeu o jogo. O Santos teve 3 chutes no alvo, mas não encontrou a rede. Assim, o resultado não é ‘surpresa’ pelo domínio, e sim pelo desfecho: quem teve menos chances, teve a mais eficiente.

O Veredito Jogo Hoje

O Deportivo Cuenca foi mais pragmático na noite em que o Santos controlou mais a bola. Quando o gol contra saiu aos 60 minutos, o jogo deixou de ser sobre volume e virou sobre execução sob pressão — e foi aí que o Cuenca levou vantagem com bloco disciplinado, transição defensiva e gestão de ritmo. Para o Santos, fica a pergunta: se o domínio não gera gol, o placar vira punição inevitável.

Perguntas Frequentes

Quem venceu Deportivo Cuenca x Santos na CONMEBOL Sudamericana?

O Deportivo Cuenca venceu o Santos por 1 a 0 na CONMEBOL Sudamericana.

Qual foi o autor do gol da vitória?

O gol que decidiu foi um gol contra marcado por Gabriel Brazao aos 60 minutos.

Como fica a situação dos times após o resultado?

Com a vitória, o Deportivo Cuenca soma pontos importantes na tabela da CONMEBOL Sudamericana. O Santos, apesar da posse maior, fica sem pontuar e precisa reagir para não se complicar na classificação.

Para acompanhar outras emoções no Jogo Hoje, siga a cobertura completa da rodada.

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