Segundo apurou o Jogo Hoje, a Red Bull chegou na temporada 2026 com um problema estatístico bem específico: fez só 16 pontos nas três primeiras corridas, um número que não combina com o padrão recente da equipe. E quando a gente olha o recorte histórico, a conta fica ainda mais seca: é o pior começo em 11 anos.
Traduzindo do jeito que a F1 gosta: rivais pontuaram melhor, a distância no campeonato cresceu e o “motor” do novo ciclo ainda não encontrou a rotação ideal. A pergunta é direta, estilo nerd mesmo: quantas corridas você aguenta patinar antes de o campeonato começar a escapar?
A queda da Red Bull no começo de 2026
Vamos aos números, porque aqui eles falam mais alto do que qualquer discurso de boxes. Na abertura, a Red Bull somou 8 pontos na Austrália. Depois veio um meio-termo que não resolve: 4 pontos na China e mais 4 no Japão. Fechou 16 em três etapas, sexta posição no momento.
Esse cenário tem um componente que a gente mede com régua: consistência. Não é só sobre terminar na frente, é sobre transformar ritmo de fim de corrida em ponto de verdade. E, por enquanto, a Red Bull está entregando um pacote menor do que o que vinha acostumando o paddock a esperar.
O paralelo com 2015: o pior início anterior
O paralelo com 2015 não é coincidência; é leitura de padrão. Naquele ano, a Red Bull também começou devagar. Depois de três corridas, era apenas a sexta colocada com 13 pontos.
O detalhe que torna o comparativo ainda mais interessante é que 2015 teve um começo “quebrado” por problemas específicos. Kvyat abandonou ainda na volta de apresentação do GP da Austrália, enquanto Ricciardo ficou em sexto. Na sequência, Ricciardo foi décimo e nono, e Kvyat fez nono em Sepang antes de novo abandono em Xangai por problema no motor. No fim das três, 13 pontos.
Mas a estatística também mostra a outra metade da história: ao longo da temporada, a equipe reagiu e terminou o Mundial de Construtores em quarto lugar, com 187 pontos. Em outras palavras, o gráfico pode virar, mas precisa de direção técnica e execução rápida. A diferença é que, em 2026, a briga por construtores não espera.
Os números da tabela e a distância para os rivais
Quando a gente coloca a Red Bull na prateleira das demais, o recado fica nítido. A Mercedes lidera com 135 pontos. A Ferrari aparece com 90, seguida de McLaren com 46. Haas tem 18 e Alpine 16. E até a Racing Bulls, braço B da Red Bull, está quase encostando em 14 pontos.
Ou seja: não é só a Red Bull “abaixo do que costuma”. É a Red Bull distante do grupo que define o campeonato. No fim do dia, pontuação é geometria: se você não encurta a base, não adianta tentar achar aceleração só no fim.
Por que o resultado acende alerta no novo ciclo
O ponto crítico aqui é o timing. 2026 não é um ano de “esperar e ver”, é um ciclo em que a evolução tem que chegar rápido, porque os rivais vão somando pacote, entendimento e confiança em conjunto. E quando você soma 16 pontos nas três primeiras corridas, você já está dizendo algo para o campeonato: o carro ainda não conversa bem com o que o regulamento exige.
Tem mais: a própria comparação com 2015 funciona como termômetro, não como consolo. Em 2015, a Red Bull teve espaço para reorganizar e, depois, crescer. Em 2026, com a Mercedes e a Ferrari acumulando cedo, a janela de correção parece menor. E a pressão por ajuste fino, sobretudo em área que define desempenho em ritmo longo, tende a virar trabalho de desenvolvimento em tempo real.
Se a gente tiver que apostar com base em estatística pura, a tendência é clara: ou a Red Bull emplaca um salto de performance já no miolo do calendário, ou vai colecionar “quartas posições de ocasião” em vez de atacar o topo. E a F1, quando você deixa, cobra juros.
O que pode acontecer nas próximas corridas
Agora entra o hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, e a F1 retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami. Esse intervalo é um prato cheio para entender duas coisas: o quanto o time conseguiu diagnosticar e o quanto ainda dá para transformar em evolução.
Em cenário nerd, a lógica é essa:
- Se os próximos fins de semana mostrarem melhora em ritmo e repetibilidade, a Red Bull pode encostar no grupo da frente com ganho progressivo, como em 2015.
- Se a diferença para líderes continuar grande na classificação e na gestão de pneus, o campeonato tende a virar uma escalada longa, e a margem para erro fica pequena.
- Se a Racing Bulls seguir pontuando perto, isso pode indicar que o problema é mais “pacote” do que “conceito”, mas também pode ser só o sintoma de uma lacuna que ainda não foi atacada.
Miami costuma ser um teste de leitura aerodinâmica e comportamento em pista urbana, então é um bom palco para ver se a Red Bull aprendeu com o começo do ano. E, do jeito que a temporada está, é aprender rápido.
Perguntas Frequentes
Qual foi o pior início da Red Bull na Fórmula 1 antes de 2026?
Antes de 2026, o pior recorte de começo em 11 anos vinha de 2015, quando a Red Bull somou 13 pontos nas três primeiras corridas e era apenas a sexta colocada.
Quantos pontos a Red Bull somou nas três primeiras corridas de 2026?
Foram 16 pontos: 8 na Austrália, 4 na China e 4 no Japão.
A Red Bull ainda pode reagir na temporada como fez em 2015?
Pode, mas o histórico de 2015 mostra que a reação exige mudança real e relativamente rápida. Naquele ano, apesar do começo ruim, a equipe conseguiu fechar o Mundial de Construtores em 4º lugar com 187 pontos. Em 2026, a distância para rivais já acumulou cedo, então a janela para correção tende a ser menor.