Pirelli leva Mercedes e McLaren a Nürburgring para teste de pneus da F1

Pirelli confirmou teste em Nürburgring com Mercedes e McLaren nos dias 14 e 15 de abril, durante a pausa da F1.

Segundo apurou o Jogo Hoje, a Pirelli vai colocar Mercedes e McLaren em ação em Nürburgring nos dias 14 e 15 de abril. É o tipo de evento que não aparece na transmissão, mas mexe no tabuleiro: volta de pista, leitura de comportamento e ajuste fino de compostos de pista seca para os próximos ciclos.

Com a Fórmula 1 de folga por cerca de cinco semanas após os adiamentos dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, a fornecedora usa a janela para acelerar trabalho de engenharia. No calendário, a volta da categoria está prevista de 1º a 3 de maio, no GP de Miami. Ou seja: o tempo é curto, e cada quilômetro vira dado.

Por que a Pirelli escolheu Nürburgring para a atividade

Nürburgring não é apenas “um circuito histórico”. Ele é um laboratório com personalidade. O traçado reduzido, e não a Nordschleife completa, cria um recorte importante para a validação: concentra solicitações de pneus e variações de carga que ajudam a separar efeito de temperatura, aderência e degradação de forma mais controlada.

Além disso, a escolha conversa com a necessidade de calibrar respostas em condições de pista seca sob diferentes níveis de downforce. Em termos práticos, é aquele cenário em que a borracha precisa ser coerente quando o carro começa a “falar” mais alto no limite.

Quem vai pilotar Mercedes e McLaren no teste

O programa terá quatro pilotos, dois de cada equipe, para ampliar o espectro de leitura de comportamento e consistência. A Pirelli colocará em Nürburgring:

  • Andrea Kimi Antonelli
  • George Russell
  • Lando Norris
  • Oscar Piastri

Esse mix é relevante. Piloto não é só “condutor”: é sensor de sensações e ritmo. Quando a amostra mistura estilos e sensibilidade de entrada de curva, o trabalho de engenharia ganha resolução.

O que a Pirelli quer avaliar nos pneus de pista seca

O foco é pista seca, então a conversa gira em torno de como o composto sustenta temperatura, como a estrutura responde a ciclos de carga e qual é a assinatura de desgaste ao longo das voltas. Em pista, esses detalhes aparecem no grid de sensações: consistência no meio do pneu, estabilidade de frente sob aceleração e previsibilidade no momento de recolocar o carro na trajetória.

A Pirelli também trabalha pensando em ciclos futuros. O teste entra como etapa de desenvolvimento, onde a coleta de dados serve para refinar equilíbrio técnico e reduzir incerteza entre configurações de carros que chegam com evoluções aerodinâmicas.

Como a pausa da F1 abriu espaço para esse programa de desenvolvimento

A janela incomum é a grande chave. Com a temporada parada após os adiamentos, a categoria fica sem corridas por aproximadamente cinco semanas. E nesse intervalo, sobra espaço para a fornecedora atuar como se fosse um “segundo campeonato”, só que de bastidores.

O timing é calculado: enquanto as equipes ajustam direção, o trabalho de pneus precisa avançar para não virar corrida contra o relógio lá na frente. Assim, o desenvolvimento não depende apenas do que acontece no fim de semana de GP. Ele antecipa, mede e corrige antes que o asfalto vire uma avaliação definitiva.

O que esse trabalho pode influenciar nas próximas etapas e temporadas

O impacto mais direto tende a aparecer na capacidade de a Pirelli entregar compostos mais previsíveis ao longo de diferentes cenários de pista. No curto prazo, isso pode significar leitura mais consistente de aderência e degradação em condições de seca. No médio prazo, a influência pode ser ainda maior: como o downforce cresce com os pacotes aerodinâmicos, a borracha precisa acompanhar a demanda.

Em outras palavras, não é só “rodar e ver o que acontece”. É transformar quilometragem em decisões de formulação e construção. E, convenhamos, quando a conversa é pneu, a vantagem raramente fica do lado de quem aposta no improviso.

Contexto recente: outros testes da Pirelli em Suzuka

Antes de Nürburgring, a Pirelli já havia rodado em Suzuka. Na semana anterior, a fornecedora reuniu Red Bull e Racing Bulls para um teste com pneus de chuva, com o objetivo de dar continuidade ao entendimento de resposta ao alto nível de downforce.

Os nomes envolvidos foram Isack Hadjar, Yuki Tsunoda, Liam Lawson e Arvid Lindblad, todos acumulando quilometragem mirando o desenvolvimento para ciclos futuros. O desenho do trabalho é claro: pista seca em Nürburgring, chuva em Suzuka. A Pirelli tenta cobrir o espectro e reduzir variação quando a temporada começar a apertar.

Perguntas Frequentes

Quando será o teste da Pirelli com Mercedes e McLaren em Nürburgring?

Nos dias 14 e 15 de abril, durante a pausa da Fórmula 1.

Quais pilotos vão participar do teste de pneus da F1?

Andrea Kimi Antonelli, George Russell, Lando Norris e Oscar Piastri.

Por que a Pirelli está fazendo esse teste durante a pausa da Fórmula 1?

Com a F1 parada por cerca de cinco semanas, a fornecedora usa a janela para desenvolver compostos de pista seca, coletar dados e validar comportamento em um circuito exigente, preparando etapas seguintes do programa técnico.

📺

Onde Assistir Futebol Ao Vivo?

Consulte a grade completa de canais (Premiere, Globo, CazéTV) e saiba onde passará o próximo jogo.

Ver Grade de Canais

Compartilhe com os amigos

Leia Também