Segundo apurou o Jogo Hoje, a F1 entra em 2026 com um tempero estatístico que dá gosto: a disputa pelo legado dos motores pode ganhar um capítulo inédito. A Mercedes chega ao pós-GP do Japão de 2026 com 241 vitórias, só oito atrás da Ferrari, que soma 249. E aí vem a pergunta que a gente faz no modo nerd, com o lápis na mão: se o cenário de 2026 continuar favorecendo as Flechas de Prata, a virada não poderia acontecer já no GP da Hungria?
Introdução: por que 2026 pode mudar o ranking histórico
Quando o regulamento mexe na unidade de potência, não é só engenharia. É reescrita de tendência. Em 2026, a F1 troca peças do tabuleiro e, por consequência, bagunça o “padrão” que sustentou eras inteiras. E é exatamente nesse ponto que os números ficam deliciosos: o ranking de vitórias totais por motor é um daqueles termômetros que acumulam história em câmera lenta.
Vitórias totais: Mercedes perto da Ferrari
Vamos aos frios: depois do GP do Japão de 2026, a Mercedes tem 241 vitórias. A Ferrari tem 249. Diferença de oito. Oito é pouca coisa quando a gente lembra que a dinâmica de uma temporada pode virar em poucos fins de semana. A projeção que faz barulho é simples: se a Mercedes mantiver o domínio esperado em 2026, o GP da Hungria aparece como palco provável para a superação.
E tem outro detalhe que a gente não pode ignorar: esse tipo de ultrapassagem não é só “passar no placar”. É redefinir quem terminou mais vezes no topo ao longo de décadas. É legado somando unidade por unidade, vitória por vitória.
Títulos de motores: Ferrari ainda lidera com folga
Se nas vitórias totais a Mercedes está colada, nos títulos de motores a Ferrari ainda está com folga no histórico. São 16 troféus de motor para a Scuderia, listados em 1961, 1964, 1975, 1976, 1977, 1979, 1982, 1983, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2007, 2008.
A Mercedes, por outro lado, aparece com 12 títulos de motores, empatada com a Renault. E aqui entra uma comparação que muda o tom da conversa: títulos com sequência longuinha pesam no currículo de uma era, mas vitórias totais contam a capacidade de transformar consistência em número absoluto.
Poles position: a disputa também está apertada
Poles são outro tipo de assinatura. Não é só performance em ritmo de corrida, é domínio no “qualify” e controle de pacote em volta única. No recorte das poles com motores, a Ferrari lidera com 256. A Mercedes vem logo atrás, com 251.
Ou seja: na largada, a guerra também é apertada. Cinco poles de diferença não é um abismo, é uma janela de ataque. Se 2026 estiver do lado das Flechas de Prata, a ultrapassagem em poles pode acontecer antes mesmo da gente terminar a conta das vitórias.
Sequências históricas: os maiores domínios da F1
Agora a parte que faz a gente soltar um “ok, então é isso” olhando para o passado. O recorde de sequência de vitórias consecutivas no recorte citado é do Ford-Cosworth, com 22 triunfos entre o GP da Áustria de 1972 e o GP da África do Sul de 1974.
Em comparação direta, a Mercedes viveu uma fase de consistência rara: 8 conquistas seguidas entre 2014 e 2021. E quando a gente joga isso no contexto, dá para entender por que a conversa sobre 2026 não parece devaneio. Sequência longa cria tração estatística, e tração estatística cria números que viram destino.
Já a Ferrari, além dos títulos, também deixou um rastro de voltas decisivas com motores que enchem a prateleira de poles: 256 no total. A Mercedes tenta encurtar esse caminho, e o intervalo de 5 poles mostra que a disputa não é só narrativa de bastidor, é matemática de fim de semana.
O que o regulamento de 2026 pode alterar
Todo mundo fala de “carro”, mas em 2026 o assunto é “pacote de unidade de potência” e integração. É aí que entra a leitura estratégica: quando a F1 muda a arquitetura do motor, a vantagem histórica tende a se reorganizar. Não significa que a Ferrari vai sumir. Significa que o equilíbrio de forças pode oscilar e favorecer quem estiver melhor posicionado no novo ciclo.
Traduzindo para o nosso caderno de números: se a Mercedes transformar a tendência de 2026 em resultados repetidos, ela encurta a diferença de oito vitórias e ainda pressiona outros indicadores, como poles e títulos de motores. E aí a disputa deixa de ser só “quem tem mais agora” e vira “quem construiu mais ao longo do tempo”.
Perguntas Frequentes
A Mercedes já superou a Ferrari em vitórias de motores na F1?
Não no recorte citado. Após o GP do Japão de 2026, a Mercedes tem 241 vitórias e a Ferrari 249, com diferença de oito. A projeção de superação ganha força se o domínio de 2026 continuar até o GP da Hungria.
Quantos títulos de motores a Ferrari e a Mercedes têm?
A Ferrari tem 16 títulos de motores. A Mercedes tem 12 títulos de motores, empatada com a Renault.
Qual motor tem a maior sequência de vitórias na história da F1?
O Ford-Cosworth é o motor com a maior sequência de vitórias consecutivas no recorte informado: 22 triunfos entre o GP da Áustria de 1972 e o GP da África do Sul de 1974.