Segundo apurou o Jogo Hoje, a conversa de 2026 já saiu do campo do feeling e caiu direto na planilha. E, olhando apenas para o que os motores entregaram em vitórias ao longo da história, a Mercedes tem um recado claro: pode encostar e até ultrapassar a Ferrari no ranking de motores mais vencedores da Fórmula 1.
Com o novo regulamento de unidades de potência, a expectativa é que a era técnica mexa na hierarquia. Traduzindo: se a Mercedes realmente mantiver o ritmo esperado, a disputa vira matemática fria e, honestamente, bem mais gostosa de acompanhar do que manchete de véspera.
A corrida histórica entre Mercedes e Ferrari
Após o GP do Japão de 2026, a Mercedes soma 241 vitórias com motores na Fórmula 1. Do outro lado, a Ferrari aparece com 249. São 8 vitórias de diferença. O tipo de margem que, em F1, se transforma em “já era” ou “já foi” em poucas corridas.
E aí entra a pergunta que a gente faz sem pedir licença: se o pacote da Mercedes encaixar desde a largada até o fim, por que não considerar o GP da Hungria como o provável cenário de ultrapassagem?
Quantas vitórias cada motor tem na F1
Quando o assunto é total de triunfos, o recorte fica direto no duelo que interessa. Hoje, o mapa está assim:
- Mercedes: 241 vitórias (após o GP do Japão de 2026)
- Ferrari: 249 vitórias
- Diferença atual: 8 vitórias
Agora, pense no efeito dominó disso. Se a Mercedes chegar aos 250 triunfos antes da Ferrari, ela não só passa de líder em vitórias de motor. Ela assume a narrativa numérica que a F1 sempre tratou como troféu extra, aquele que fica na estatística mesmo quando muda a geração de carros.
Os recordes que ainda estão em jogo
Vitórias são a métrica que acende o placar. Mas recorde de verdade tem nome e sequência. E aqui tem um detalhe que qualquer nerd estatístico vai querer sublinhar.
O motor com a maior sequência de vitórias consecutivas é o Ford-Cosworth, com 22 triunfos entre o GP da Áustria de 1972 e o GP da África do Sul de 1974. É um intervalo longo demais para ser “só coincidência”, e curto demais para ser desculpa.
Ou seja: a Mercedes pode até encostar na Ferrari em vitórias totais, mas o teto das sequências ainda está longe e, por isso mesmo, vira referência de grandeza histórica.
Por que 2026 pode mudar o ranking
Regra nova costuma mexer com tudo: curva de desenvolvimento, conceito de eficiência, resposta térmica, e até a forma como o carro “conversa” com o motor ao longo do fim de tarde de um domingo.
Em 2026, a briga não é só por pontos. É por consistência de pacote. Se a Mercedes entrar na nova era com vantagem real, o efeito aparece justamente onde está o número que importa: vitórias de motor. E, com 8 triunfos de distância, a ultrapassagem deixa de ser sonho e vira cenário plausível.
É exatamente nesse tipo de janela que a história muda de dono. E, convenhamos, a F1 adora quando a matemática vira trilha sonora.
Ferrari ainda lidera em títulos e poles
Mesmo com a Mercedes ameaçando a liderança em vitórias totais, a Ferrari ainda puxa o bonde em duas categorias que pesam no legado do motor: títulos e poles.
No ranking de motores campeões, a Ferrari lidera com 16 títulos na Fórmula 1: 1961, 1964, 1975, 1976, 1977, 1979, 1982, 1983, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2007, 2008.
Já a Mercedes está empatada com a Renault em segundo lugar, com 12 títulos de motores. A sequência de títulos da Mercedes também chama atenção: oito conquistas seguidas entre 2014 e 2021, que é a maior sequência da categoria.
Nas poles, a liderança também é vermelha. Os motores da Ferrari têm 256 poles, mas a Mercedes está muito perto, com 251. Cinco posições podem parecer pouco, mas em termos de legado de classificação, é praticamente um empurrãozinho.
O que a possível virada significaria para a história da categoria
Se a Mercedes ultrapassar a Ferrari nas vitórias de motor, o recado vai além da tabela. Vai mexer com a forma como a torcida e os analistas enxergam a era 2026.
Porque aí não seria só “mais uma temporada forte”. Seria a Mercedes deixando marca permanente no item mais frio de todos: quantas vezes o motor venceu. E isso tende a reverberar em reputação técnica, planejamento de fábrica e até na forma como os fãs comparam eras diferentes.
No final, uma coisa é acompanhar corrida. Outra é acompanhar números. E, quando os números entram em modo de aceleração, a gente sabe que a história está prestes a ganhar novo capítulo.
Perguntas Frequentes
Quantas vitórias a Mercedes tem na história da F1?
Após o GP do Japão de 2026, a Mercedes soma 241 vitórias com motores na Fórmula 1.
Quantos títulos de motores a Ferrari lidera na Fórmula 1?
A Ferrari lidera com 16 títulos de motores na Fórmula 1.
Qual motor tem a maior sequência de vitórias na F1?
O Ford-Cosworth tem a maior sequência de vitórias consecutivas, com 22 triunfos entre o GP da Áustria de 1972 e o GP da África do Sul de 1974.