Ferrari quis Pierre Waché, da Red Bull, para reforçar projeto do SF-26

Segundo site italiano, Ferrari tentou levar Pierre Waché, da Red Bull, para a Scuderia, mas francês optou por seguir em Milton Keynes.

No portal Jogo Hoje, a gente gosta do que acontece no vestiário técnico, não só na entrevista pós-corrida. E aqui tem um daqueles bastidores que mexem com a leitura do projeto: a Ferrari tentou mirar Pierre Waché, diretor técnico da Red Bull, para reforçar a estrutura que toca o SF-26 em 2026.

O ponto é que isso não soa como “troca de cadeira”. Quando uma equipe grande tenta puxar um cérebro específico, ela está comprando um método, um padrão de decisões e uma forma de transformar dados em pista. No caso, a investida teria partido de Fred Vasseur, mirando justamente alguém que hoje comanda o departamento técnico em Milton Keynes.

O que revelou o site italiano sobre a investida da Ferrari

De acordo com o portal italiano Autoracer, Vasseur quis ter Waché na formação técnica da Scuderia em um cenário anterior, com Loic Serra já na órbita Ferrari. A lógica é quase óbvia para quem acompanha bastidores: quando você encontra um perfil que já trabalhou com gente do mesmo ecossistema, a integração tende a ser mais rápida, principalmente em áreas onde o “como” vale tanto quanto o “o quê”.

O Autoracer também coloca um ingrediente de contexto: Serra e Waché teriam conexões profissionais que facilitariam um encaixe técnico, não apenas uma contratação de marketing. Só que Waché não deu esse passo.

Por que Pierre Waché era alvo de interesse de Fred Vasseur

Como analista tático, eu olho para a consequência prática: Waché não seria “mais um nome” no organograma. Ele seria um reforço para fechar o pacote do SF-26 em pontos que, segundo a própria leitura do Autoracer e a eco do mercado, ainda têm assimetria em relação ao rival.

O Autoracer aponta que o chassi do SF-26 está acima do do Red Bull RB22. Traduzindo para o que interessa no paddock: se o esqueleto aerodinâmico e a base de geometria estão melhores, então o trabalho de Waché faria sentido para transformar isso em consistência de performance, sobretudo em condições onde a estabilidade e a resposta ao comando viram jogo de fração.

Mas aqui entra a parte que deixa a negociação com cara de “cirurgia”: enquanto o chassi da Ferrari é elogiado, a unidade de potência, em especial o motor de combustão interna, aparece como ponto pior do que o da Red Bull-Ford. Ou seja, a Ferrari estaria tentando compensar uma lacuna de propulsão com melhor integração global do carro. É engenharia de compensação, e quem conhece bem esse tipo de ajuste raramente troca de equipe sem motivo forte.

O que pesou para o francês continuar na Red Bull

O Autoracer registra que Waché permaneceu na Red Bull após a saída de Adrian Newey para a Aston Martin. Esse detalhe, para mim, é central: quando um time perde um projetista do tamanho do Newey, o resto da estrutura ou se reorganiza por dentro, ou começa a sangrar coordenação. Waché escolheu ficar e chefiar o departamento técnico em Milton Keynes.

E tem outra camada: a própria narrativa sugere que ele não estaria apenas “ocupando cargo”. GPBlog, por sua vez, menciona divergências internas, métodos de trabalho contestados e a saída de nomes importantes como fatores de risco que podem afetar o futuro do francês. Traduzindo: por mais que Waché tenha decidido ficar, a permanência não significa tranquilidade.

Então, por que ele não foi para Maranello? Porque, no fim, um diretor técnico não negocia só com o chefe. Ele negocia com o ambiente: acesso a recursos, autonomia real, ritmo de desenvolvimento e, principalmente, a previsibilidade do projeto. Se esse terreno em Milton Keynes estava instável, ainda assim poderia ser mais “controlável” do que entrar numa Ferrari que também precisa fechar buracos de integração.

Como a instabilidade em Milton Keynes pode reabrir essa porta no futuro

O Autoracer deixa no ar que a permanência de Waché pode chegar ao fim se a instabilidade interna continuar e se as ameaças de Max Verstappen de deixar o time e até a F1 ganharem força no noticiário e nos bastidores de decisão. Para um analista tático, isso não é só “ameaça de piloto”: é sinal de que a liderança técnica e a direção esportiva podem ser questionadas de maneira direta, mexendo em cadeia.

Quando Verstappen coloca a permanência em xeque, o impacto não é apenas contratual. Ele pressiona o equilíbrio entre desenvolvimento de curto prazo e planejamento de longo prazo. E, se o projeto em Milton Keynes começar a perder coerência, a Ferrari volta para a mesa com uma proposta diferente: não mais “venha construir”, mas “venha estabilizar e otimizar”.

Em termos de hierarquia das equipes, a leitura é simples: se Waché sair, quem herda o comando técnico herda também as decisões anteriores. E se as decisões anteriores foram contestadas, o substituto precisa de um mandato claro. É aí que a Scuderia pode tentar encaixar um perfil que já viveu a transição de um ciclo de projeto.

O que essa tentativa diz sobre a disputa técnica entre Ferrari e Red Bull

Vamos ser sinceros: essa história deixa uma pista de como Ferrari e Red Bull pensam a guerra do segundo por segundo. O Autoracer coloca o SF-26 com vantagem no chassi, mas com desvantagem na unidade de potência, especialmente no motor de combustão interna. Já a Red Bull-Ford apareceria como mais forte na propulsão, mesmo com o desafio de reorganizar a parte técnica após a saída de Newey.

Então a disputa vira um cabo de guerra de prioridades. A Red Bull precisa manter a tração técnica sem perder o eixo do desenvolvimento. A Ferrari tenta maximizar o pacote onde tem vantagem e cobrir onde fica atrás, com integração fina entre aerodinâmica, chassis e calibração para tirar o máximo do que a combustão entrega.

Essa tentativa de contratação, nesse cenário, é polêmica não por ser “interesse de mercado”. É polêmica porque revela que a Ferrari enxerga Waché como peça capaz de acelerar o ajuste de sistema. E revela também que Milton Keynes, mesmo com o talento lá dentro, não está blindada contra mudanças de rumo quando a política interna e a performance entram em conflito.

Perguntas Frequentes

Por que a Ferrari queria Pierre Waché?

Segundo o Autoracer, a Ferrari, com Fred Vasseur, via Waché como reforço para a estrutura técnica da Scuderia, especialmente por ele estar ligado a um modelo de trabalho que poderia ajudar a entregar mais consistência ao SF-26, num cenário em que o chassi é apontado como superior, mas a unidade de potência, em especial o motor de combustão interna, é descrita como inferior ao conjunto Red Bull-Ford.

O que fez Waché permanecer na Red Bull?

O Autoracer indica que Waché optou por ficar em Milton Keynes após a saída de Adrian Newey para a Aston Martin, assumindo a chefia do departamento técnico. Além disso, fontes citadas pelo GPBlog sugerem que há divergências internas e saídas de nomes, mas ainda assim o francês decidiu permanecer no comando durante a reorganização.

Pierre Waché pode ir para a Ferrari no futuro?

Pode, sim. O Autoracer aponta que a permanência dele pode mudar caso a instabilidade na Red Bull aumente e se as ameaças de Max Verstappen ganharem peso no rumo do time. Se a liderança técnica e o projeto começarem a perder estabilidade, a Ferrari tende a reavaliar a oportunidade de trazer um diretor técnico para reposicionar o SF-26.

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