O JogoHoje acompanha os bastidores da Fórmula 1, e desta vez o termômetro veio direto do paddock: Max Verstappen revelou que incentivou Gianpiero Lambiase a topar a mudança para a McLaren. Não é só mais uma transferência de equipe; é o tipo de decisão que mexe com lealdade, carreira e até com o desenho de bastidores que a gente vê por trás dos pódios.
O holandês, tetracampeão de Fórmula 1, falou sobre o tema em um evento da Viaplay em Amsterdã, com a franqueza de quem conhece o peso de uma parceria técnica rara. E, convenhamos, quando um engenheiro de corrida vira parte da identidade de um time, qualquer rumor vira assunto mundial.
A revelação de Verstappen sobre Lambiase
Verstappen deixou claro que não tem problema nenhum com a ida de Lambiase para o time de Woking. O ponto central foi a conversa que os dois tiveram quando a proposta apareceu, porque, sim, existe um momento em que a relação piloto-engenheiro vira quase família.
Segundo o próprio tetracampeão, Lambiase queria ouvir da boca dele se faria sentido aceitar. Verstappen foi direto, do jeito que gente de pista fala quando está cansada de rodeio: ele disse que seria “burro” não aproveitar. E completou que a decisão não era apenas profissional, mas também pessoal.
Vale lembrar a linha do tempo: Lambiase é engenheiro de corrida do holandês há dez anos, desde a estreia de Verstappen na Red Bull, quando substituiu Daniil Kvyat. Ou seja, estamos falando de uma parceria técnica que atravessou fases, estilos e evoluções do carro, com Helmut Marko já descrevendo a dupla como um “casal de longa data”.
Por que a proposta da McLaren pesou tanto
A McLaren não entrou na história como “plano B”. A oferta tem cara de etapa de carreira, especialmente pelo cargo: Lambiase assumirá a função de Diretor de Corrida. Para quem entende de operação de pista, isso é mais do que mudança de crachá; é chance de desenhar processos, liderança e execução com outro nível de autonomia.
Verstappen também apontou o que muita gente finge que não existe: a vida pessoal. A leitura do holandês foi pragmática, quase adulta. Ele destacou que, no fim das contas, família e segurança de vida pesam tanto quanto ambição e currículo. Em outras palavras, o paddock é glamouroso, mas continua sendo rotina, deslocamento e decisão sobre futuro.
O que muda para a Red Bull e para a McLaren
Para a Red Bull, a saída no fim de 2027 do engenheiro de corrida que sustentou o trabalho diário de Verstappen por uma década abre uma discussão inevitável sobre continuidade. Dá para substituir função técnica? Dá. Dá para reproduzir relação piloto-engenheiro com a mesma química? Aí é outra história.
Para a McLaren, a chegada de Lambiase tende a elevar o nível da operação. Como Diretor de Corrida, ele entra para coordenar decisões estratégicas e a engrenagem do dia de corrida. Isso sugere uma parceria técnica com ambição de impacto imediato, principalmente porque o time de Woking tem mostrado disposição de brigar no topo e precisa de consistência de execução.
E tem mais: quando um nome desse tipo troca de lado, o mercado do paddock lê mensagem. Não é só “uma pessoa indo embora”; é sinal de como a cultura interna, os bastidores da F1 e as prioridades do projeto estão sendo reorganizados.
A parceria de dez anos que marcou a era Verstappen
Se tem um ingrediente que ajudou a consolidar a fase dominante, foi a estabilidade de trabalho entre Verstappen e Lambiase. Dez anos de parceria técnica, com momentos memoráveis e aquele ritmo de evolução que faz diferença quando o campeonato aperta.
Verstappen lembrou que eles já alcançaram tudo juntos e que isso não se apaga por uma transferência de equipe. A frase dele foi quase filosófica para um paddock tão movido a comparação: o histórico compartilhado permanece, e a possibilidade de caminhos se cruzarem de novo não está descartada. Afinal, na F1, todo mundo acha que a carreira é reta, mas quase sempre é curva.
Família, carreira e o lado humano da decisão
O que mais chama atenção na fala de Verstappen é o tom humano. Ele não pintou a mudança como tragédia, nem como conquista vazia. Falou de orgulho, amizade para a vida toda e, ao mesmo tempo, aceitação do que todo mundo quer: seguir em frente.
Esse é o detalhe que o público costuma ignorar. “Eu não posso dizer para ele ficar”, foi a mensagem por trás das palavras. E isso é o tipo de lealdade que não prende ninguém. É lealdade com respeito ao ciclo de carreira.
Em um esporte onde a relação entre pessoas é tão curta quanto a vida útil do cronograma de desenvolvimento, saber reconhecer a fase do outro é raro. E, sinceramente, dá gosto ver alguém tetracampeão lembrar que o bastidor continua sendo feito de gente.
O que esperar da transição até 2027
Entre agora e o fim de 2027, a Red Bull terá um desafio de gestão: garantir que a transição não vire ruído operacional. A troca gradual precisa ser planejada para preservar a parceria técnica que Verstappen construiu ao longo de uma década, evitando que a equipe carregue incerteza em momentos decisivos.
Já a McLaren terá que transformar expectativa em rotina. O cargo de Diretor de Corrida exige ritmo, autoridade e confiança no fluxo de decisão. Se Lambiase chegar com a mesma clareza de leitura de pista que demonstrou como engenheiro de corrida, a equipe pode ganhar consistência em como reage a cenários de corrida, ciclos de estratégia e ajustes de última hora.
No fim, a pergunta que fica para o paddock é simples e incômoda: quem vai sentir primeiro o impacto dessa mudança? A resposta provavelmente não sai na próxima semana, mas aparece quando a temporada aperta e todo mundo precisa estar pronto.
O Veredito Jogo Hoje
Verstappen “dar o aval” para Lambiase é, no fundo, o sinal mais honesto de que a F1 moderna não é só sobre velocidade: é sobre arquitetura de pessoas. Ao reconhecer que família e segurança também mandam, ele reforça que bastidores da F1 são decisões humanas travestidas de estratégia. E isso muda o tabuleiro: a Red Bull perde uma peça simbólica, a McLaren ganha um Diretor de Corrida com peso de relação técnica, e o paddock vai ficar atento a cada centímetro dessa relação piloto-engenheiro migrando para um novo sistema.
Perguntas Frequentes
Por que Verstappen apoiou a ida de Lambiase para a McLaren?
Porque, segundo o tetracampeão, a oportunidade fazia sentido tanto no plano profissional quanto no pessoal. Verstappen afirmou que conversou com Lambiase sobre a proposta e incentivou a aceitação, destacando o peso do cargo e também fatores como família e segurança de vida.
Quando Gianpiero Lambiase deixará a Red Bull?
Lambiase deixará a Red Bull no fim de 2027, encerrando uma parceria técnica que dura cerca de 10 anos com Verstappen.
Qual cargo Lambiase vai assumir na McLaren?
Ele assumirá o cargo de Diretor de Corrida na McLaren, com foco na liderança da operação e nas decisões relacionadas ao dia de corrida.